Fashion Rio, na dúvida eu vou!

Depois de muito pensar e pensar e pensar, acabei decidindo que vou para o Fashion Rio. Na época do credenciamento, eu estava até o pescoço com o fechamento simultâneo de 3 edições da PLAYBOY e a última coisa que eu queria pensar eram coleções de inverno 2009 e maratona de desfiles.

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Depois, cada vez mais estou procurando me concentrar na moda masculina e começar a deixar de lado as coleções femininas. Claro que tem as contradições neste meio de caminho.

1. Já que está lá…

As marcas que desfilam moda masculina no Rio são: Redley, Ivan Aguilar e Complexo B, TNG. Ou seja, tenho desfile na segunda e na sexta. O que fazer neste meio tempo? Então, marcas como Sta. Ephigênia, Walter Rodrigues, Coven, Melk Z-Da, Rio Moda Hype, eu acabo vendo porque acompanho há tanto tempo, que vejo.

2. Blog

Meu blog não é dedicado somente a moda masculina, como perceberam. Então, tenho que alimentar meu filho caçula com matérias, notas, comentários, então, já que está lá… Por outro lado, são dias que estamos imersos, pensando, vendo, respirando moda de uma maneira muito intensa, o que é muito bom para o exercício da profissão.

3. Fila C

O mapeamento do Rio é uma coisa! Já começa na fila C, exceto nas marcas que tem assessoria de São Paulo. No próximo ano resolvi que não tem bafo certo.  Se a marca é importante, veio fila C, vou no backstage e resolvo por lá mesmo e tá ótimo.

Aí vem aquela história de sempre, mas por que esta histeria da fila A, etc etc. Bom, a primeira coisa que faço é dar uma olhada no mapeamento geral. Se tem veículo com 6 lugares ou se tem a assistente da assistente de produção da figurinista, então acho que meu lugar não é na C. Mas o que eu acho, não importa.

Como cada marca e cada assessoria tem suas prioridades quem sou eu para discutir, não é mesmo? Se eu não sou o público-alvo da marca para que se estressar?

4. Network

Uma semana de moda também é lugar de network, palavra que odiava, mas não tem jeito. Na vida adulta, estar numa revista comercial de grande circulação significa fazer contatos para seu trabalho fluir. Também é a hora de boas  conversas, trocas de idéias,  de verificar as pautas que estão por vir.

5. Sonhos futuros

Tudo bem, temos alguns desfiles memoráveis a cada estação. Num desfile certas coisas que podem passar batido no backstage, ficam mais claras na passarela. Mas meu sonho é trocar a passarela pelo show room mesmo. Menos desgaste, as marcas estão mais disponíveis, vemos exatamente o que irá para as lojas e tudo é mais simples.

Enquanto este dia não chega, entre 11 e 16 janeiro, estaremos em mais um Fashion Rio.

E ouvir umas 40 vezes: Este é um depoimento exclusivo para… rs

Novos Criadores de Vitória: uma visão geral

O evento organizado pelo Ivan Aguilar e com curadoria do André Hidalgo, aconteceu nos dias 16 e 17 numa antiga fábrica de Juta, conhecida como Fábrica 747, onde acontece a exposição 200 Anos de Indústria no Brasil. A idéia de fazer o desfile nesta exposição foi boa, mesmo porque a moda, como podemos ver na exposição, faz parte da história industrial do país.

De um modo geral, não foram poucas as surpresas entre os 20 desfiles e a escolha do estilista que iria desfilar na Casa de Criadores em São Paulo foi bem apertada. No line up teve uma mistura entre estilistas com uma carreira consagrada no Espírito Santo e novos talentos. Isso foi levado em conta, além, é claro, do perfil do evento paulistano. Cada um dos estilistas apresentou 6 looks de suas coleções, que teve o styling talentoso do Thiago Ferraz. A beleza ficou a cargo da Agência Hit Make-up, cabelo do Rogério Santana.

Assim como aconteceu em Brasília, me sinto bastante confortável no backstage. Além do Thiago e do Rogério, tinha Claudio Santana que fez a direção dos desfiles, o Edge Schaydegger responsável pela coordenação do backstage e o Thiago Bonssois, responsável pela direção de produção. O Max Blum fez as trilhas dos desfiles, mas não pode estar aqui.

Como é o primeiro evento, claro que as falhas aconteceram pontualmente aqui e acolá. Algumas bem fáceis de consertar, como a ordem do line up. Não sabíamos quem estava desfilando. O anúncio feito por microfone antes de cada um dos blocos não substitui a informação impressa. Tanto que estou aqui com um monte de releases numa tarefa ingrata de organizar tudo de novo.

A mistura entre novos criadores e gente que está na estrada há muito tempo deveria ser revista. Não vejo nenhum problema em apresentar o trabalho de gente bem estabelecida no mercado, mesmo porque eu sendo de fora, acabei conhecendo vários outros estilistas fora do eixo Rio-São Paulo, o que é muito bom. A questão é a fórmula. Eles poderiam ter feito apresentações especiais, como abertura dos blocos,por exemplo.

O local escolhido de fato é lindo e pertinente, como escrevi anteriormente, mas deve ter sido uma das causas da distribuição muito pequena de convites para o evento. Muitas peças históricas na mostra intensificou o cuidado com a segurança e a presença de um público maior. O público total nos dois dias foi por volta de 350 pessoas, o que é muito pouco, considerando que eram 20 desfiles. Só de staff, amigos, patrocinadores de cada marca dariam fácil-fácil mais de 500 pessoas por dia.

Segundo soube, os convites foram distribuídos pela Findes. Sabemos que uma Federação de Indústria tem um mailing muito específico e que um desfile de moda tem outras questões envolvidas. Deveria existir uma assessoria de imprensa da área também envolvida no mapeamento e distribuição dos convites.

Outro dado que deverá ser observado nas próximas edições, e sim, espero que venham outras, é a relação com os profissionais locais, especialmente imprensa. Todos nós convidados, incluso Lula Rodrigues, Adélia Lopes e Yuko Suzuki temos muito a acrescentar com suas respectivas visões, além de tornar o evento (re)conhecido nacionalmente. Porém, santo de casa pode não fazer milagres, mas é quem faz a engrenagem funcionar no dia-a-dia. Senti falta da fala e da presença local nos debates e mesas redondas.

Mas isso tudo, nem de longe, tira a importância do evento. Vi muita coisa boa, vi muita vontade do Espírito Santo consiga se estabelecer como um pólo de moda que não fique conhecido apenas pela “modinha” e pelo jeans e sim pela moda que produz. Meu querido amigo Ivan Aguilar está de parabéns, e ele sabe, que as críticas feitas aqui são para que cada vez mais tenhamos eventos como este espalhados pelo Brasil todo.

Novos Criadores agora em Vitória ES

O Ivan Aguilar é mesmo um empreendedor. Um dos grandes nomes da moda vindo de Vitória, conseguiu seu lugar na moda masculina depois de participar da Cada de Criadores em São Paulo e no Fashion Rio. Como todos sabem eu sou super fã do trabalho dele, ao lado de outros jornalistas como o Sylvain Justum e o Lula Rodrigues.

Há algum tempo ele vem desenvolvendo um trabalho com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes) e do SEBRAE para descobrir novos talentos da moda capixaba. Nos dias 16 e 17 de outubro acontece o evento “Novos Criadores”.

Os desfiles vão acontecer no meio dos objetos e obras expostos na mostra “200 anos de indústria no Brasil”, e promete dar visibilidade ao trabalho de 20 novos estilistas, selecionados por André Hidalgo e Ivan Aguilar, entre mais de 400 trabalhos apresentados.

“Queremos mostrar aos empresários que em Vitória existem pessoas criativas, que podem impulsionar ainda mais o mercado da moda com seus talentos. Eles precisam de espaço para mostrar suas peças, assim como eu tive” explica Ivan Aguilar. Quando estive em Vitória, fui ver a montagem da exposição e ele havia me contado sobre o projeto, que como amigo, prometi não revelar nada. O lugar é incrível, assim como a exposição.

André Hidalgo, idealizador da Casa de Criadores, ajudou Ivan a escolher não só o casting como também selecionou todos os outros profissionais envolvidos no evento. Todos os estilistas são capixabas, já têm alguma experiência na área e são conhecidos do público. Eles também vão concorrer ao 1º Prêmio Novos Criadores de Vitória – Novos Estilistas, o vencedor será selecionado por André Hidalgo para participar da próxima edição da Casa de Criadores.

Bom, além disso, vão acontecer duas palestras: uma minha no dia 16 às 15h30. Vou falar sobre os desafios da moda brasileira no cenário da moda mundial. Depois, meu outro amigo querido, o Lula Rodrigues vai falar sobre os “Caminhos do Streetwear / Urbanwear”. Ueba, como diz o Lula.

No dia seguinte, Adélia Lopes e a Yuko Suzuki vão discutir o design, a produção e o futuro da moda no Brasil.

A lista dos novos estilistas selecionados é:
Juliana Altafim e Najla Dib
Juliana Fernandes
Luana Falcone
Ludymila Araújo e Flavia Manhone
Luisa Mendes
Maira Gama
Nathalia Schneider
Samira Matos
Thalita Maria

Os esilistas convidados são:

Gabi Lima
Humberto Guaracy
Josué Vasconcelos
Kessy Borges
Lamartine Neto
Nina Presan
José Edson
Carla Micher
Letícia Serafim
Milena Porfírio

Claro, que o FM vai contar tudo sobre o evento!

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