PARIS 7: EXPOS

Ja me conformei que não da para ver tudo mesmo, mas estou superfeliz com o que vi. O que pensei em cada exposição, que o melhor é estabelecer um dialogo com ela, seja o nivel que for.

Na do Gaultier e Chopinot foi uma sintese deste dialogo, porque fui por muito tempo dançarino e trabalho com moda, então, as duas linguagens são muito proximas. Entender como uma criação estah a serviço de outra e como uma amplia o significado de outra, é uma situação bem contemporanea.

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Assim acontece na do David Lynch, por mais que eu não goste de sua pintura, ou a forma como ele escolheu para mostra-la, é um grande exercicio pessoal de entender como sua visão de cinema, tão especifica, consegue ser tranposta para pintura, e vc consegue enxergar nelas, e no personagem Bob, todas as angustias e tormentos do cineasta.

As fotografias modificadas digitalmente a partir de postais eroticos são de fato o melhor da exposição, assim como seus desenhos e cadernos de notas. Dificel é ver toda a sessão de curtas, que fica localizada no meio da mostra.

Do passado ao futuro, Paris tem de tudo um pouco. Vi a exposição “René Lalique, Créateur d’exception 1890-1910” no Musee du Luxemburg, que tem peças que nunca foram mostradas ao publico e os projetos e desenhos que o designer fez para se chegar às peças. O detalhismo tanto do desenho qto das peças são admiraveis.

Ontem, acabei na vernissage no Palais de Tokio, para ver a retrospectiva do Steve Parrino, um artista que morreu em 2004, que misturou tudo o que podia no seu liquidificador artistico, sem nenhuma censura. Na verdade, são 3 expos em uma. Seleção de uma centena de obras suas; uma recriação de uma exposição feita por ele, em que sua obra dialoga com Warhol, Frank Stella e jovens artistas.

Aqui tres companhias mentais: Paulo Bruscky, artista revolucionario e experimental brasileiro, que teve seu atelie remontado na XXVI Bienal de São Paulo, curada por Alfons Rugs; Carmela Gross, artista, que começou no anos 60 e estah ainda em plena atividade artistica e de ensino, ela eh orientadora, por exemplo de Dora Longo Bahia, no seu doutorado. E por muitos VJs, especialmente o Duva, porque Parrino fez varias experiencias de sons e imagens.

Mas de todas, Air du Paris, no Centre George Pompidour foi a melhor. Partindo de uma obra de Duchamp, que dah o nome a mega exposição, é uma grande reflexão artistica sobre a cidade. Como sou mestre em Arquitetura e curador, é claro, que esta foi um presente inesquecivel.

Primeiro, porque sem querer me deparei com uma obra da Sophie Calle, delicada, linda, sobre a Tour Eiffel. Depois com uma centena de desenhos e duas esculturas de Louise de Bourgeois, e por ai afora. Sai daquele jeito, pertubado, silencioso, emocionado, mudado, como a arte deve fazer a gente sentir.

Por enquanto é isso, vou retomar depois com mais detalhes estas mostras. Mas quando vc for ver alguma exposição de arte, antes de gostar ou não, tente conversar com ela, seja o que for, seja do jeito que for. Pode concordar, discordar, brigar, amar… cabe tudo entre o gosto e o desgosto, sabe como?

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