As nozes da moda

Não adianta, a coisa pegou de um jeito, que é isso: discussão, debate, subjetividade, objetividade. As nozes foram para fogueira e estão pipocando aqui e acolá. Tanto que vai ser o tema do Tendências Contemporâneas, amanhã na Na Mídia, organizado pela Mercedes Tristão.

O que eu mais gostei desta discussão é como estamos levantando questões e pondo a discussão num patamar mais alto. É incrível como as pessoas estão argumentando, tanto nos posts, quanto nos comentários.

Fiquei lembrando de um documentário sobre os caçadores de estilo da Levi´s que vão aos quatro cantos do mundo, com seus cadernos e máquinas fotográficas entender o que se está usando em Shangai, Londres, Cidade do Cabo, pode ser uma base para uma coleção maior e comercial. Ou do Marc Jacobs com a coleção grunge para Perry Ellis.Ou seja, temos que aprender a selecionar o que e como nós olhamos as ruas. O que é de fato manifestção ou massificação.

Recomendo 3 textos fazem parte deste debate e são leitura obrigatórias para entender estas palavras tão caras ao mundo da moda: DNA, streetwear e estilo.

Dus*****Infernus: “É isso, a moda de rua é contestadora, inspiradora e fresca por não ser normativa. Não precisa ter o look rebelião, mas simplesmente não seguir tendências da passarela. Claro quie isso cria o paradoxo de seguir tendência sim: mas outra, mais livre, mais individual. Alargando aquilo que Lipovtsky afirma como uma grande contribuição da moda: a construção do indivíduo”.

HyperCool: “Acho que existe sim a tal moda de rua brasileira, mas ela não está em cada esquina não. Como não está em cada esquina de Paris, Milão, Londres…Pelo menos pra mim. Aí é o olho de cada um dizendo o que é moda. Na minha opinião, moda vai além de simplesmente vestir uma roupa e sair”.

Oficina de Estilo para BlogView: “E da conversa sobre a existência – ou não! – de um street style brasileiro (aqui e aqui) surgiram questionamentos e fórmulas que direcionam não só esse assunto mas também a ‘construção’ do estilo pessoal: se conhecer, identificar ‘dna’, saber contar uma história através do que se veste e adquirir mais e mais intimidade com a própria essência são caminhos pra que as aparências possam revelar subjetividades”.

lavadeira.jpg

Lavadeira de um blog de streetwear que eu amei de paixão

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2 Comentários

  1. Esse é um assunto tão complexo e subjetivo. Por isso que é tão legal debatê-lo. Eu continuo com minha opinião de que moda é algo mais do que vestir qualquer paninho e sair por aí. Se for assim que seja com estilo. Achei fantástica essa foto da lavadeira, pq ela vai de encontro ao que falei sobre vestir qualquer coisa e sair por aí. Ela com certeza vestiu qualquer coisa e foi lavar sua roupa! Acho também que está cada vez mais difícil definir de que país é aquela moda, principalmente nas ruas, onde as pessoas tendem a estar cada dia mais pasteurizadas e globalizadas. Mas isso é moda ou é estilo? É um caso isolado ou significa que dá pra encaixar em streetstyle da maneira como ele está sendo encarado e debatido? Talvez. Confesso que até eu tô confuso. A seguir cenas do próximo capítulo….

  2. também acho que tem diferença entre roupa e moda (lembra que te faleu isso num ‘tendências’ antigo?), e agora tô começando a achar que tem uma diferença gigante entre streetstyle, identidade visual e fashion sense.

    e a-do-rei o “blog de streetstyle” sugerido no fim do textinho. arrasou. =)


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