O BOM DA SEMANA!!!

Semana curta, semana pré-feriado. Tenho 3 destaques: Sankai Juku (para quem ama dança), um para de artes plásticas: Anos 70 Arte como questão, e como estarei no Rio de Janeiro, vou conferir: Blooks, uma exposição sobre blogs.

home-sankai.jpg
Cena do balé Kagemi do grupo japonês Sankai Juku

Terça e Quarta: É uma oportunidade rara para conhecer o grupo de butoh Sankai Juku, que significa “oficina da montanha e do mar”. Eles estiveram no Brasil em 1988 com a peça Unetsu (Ovos em Pé por Curiosidade), no finado e saudoso Carlton Dance. Na época fiz o workshop com eles e assim como com o outro mestre do butoh, Kazuo Ohno. Estes 2 workshops mudaram definitivamente minha forma de ver a dança.

home-sankai2.jpg

No Brasil, eles apresentam a coreografia Kagemi – Além das Metáforas de Espelho. “Kage, em kagemi, significa “sombra”. Mi significa “ver”. Kage-mi dá origem a kagemi, “espelho”. Na coreografia, 7 bailarinos pintados de branco dançam em sete cenas:

I – Ventos das profundezas aquáticas
II – Dois espelhos que imitam
III – Ecos do olhar que é olhado
IV – Sob a luz à beira d’água
V – Diálogo ilimitado
VI – Vazio / Cheio
VII – Kiraru / Akiraru: flutuação e sedimentação

Serviço Teatro Alfa – R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro – 11.5693.4000
Data: 4 e 5 de setembro (terça e quarta-feiras, às 21h)

anos70.jpg
Parte do convite para mostra Anos 70, a arte como questão 

Quarta : Abertura da exposição Anos 70, Arte como questão, no Instituto Tomie Ohtake. É com certeza uma mostra bem cabeça, porque a curadora Glória Ferreira pega o período da arte experimental brasileira.

“A primeira atitude dos anos 70 foi substituir o ativismo pela reflexão, a emoção pela razão, o objeto pelo conceito e, no extremo da proposta, a vida pela arte” – escreve o crítico Frederico Morais (Cadernos História da Pintura no Brasil, volume 6, Itaú Cultural).

É um grande resumo do que foi um dos períodos mais férteis da arte brasileira, em que muitos artistas experimentaram as relações entre Arte e Tecnologia, especialmente a vídeoarte. Alguns artistas presentes na mostra pude conhecer pessoalmente e me aprofundar em suas trajetórias como Anna Bella Geiger, Paulo Bruscky e Regina Silveira.

Outros, como Rafael França, tive a felicidade e o desconforto de ver todos os seus vídeos, incluso seu último e doloroso: Prelúdio de uma Morte Anunciada (1991), que foi terminado alguns dias antes de sua morte e reflete sua agonia durante os últimos momentos de sua doença, a AIDS.

Este é um trailer do vídeo (que não está na mostra) de Alex Gabassi e Marco Del Fiol sobre Rafael França, produzido pela Videobrasil

Vale a pena a visita no Instituto Tomie Ohtake, que fica na Rua Coropés, 88 – Pinheiros. De terça a domingo, das 11h às 20h. Entrada Franca

exposicoes1.jpg

Sábado: Abertura da exposição Blooks – Tribos e Letras na Rede, com curadoria de Heloisa Buarque de Hollanda, sobre o fenômeno dos blogs. O título da mostra é uma tradução em artes visuais dessa nova forma de literatura (e leitura). É de Heloísa, que é crítica literária, o conceito do blook, junção de blog e book. Lá o visitante poderá ver e ouvir mais de 200 obras em animação, poesia, contos, blogs e quadrinhos, misturados a efeitos de luz, sons e projeções. Depois você pode ler no UOL, a minha matéria ok?

Serviço: Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo. Tel.: (21) 3131-3060, Metrô Largo do Machado. Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até dia 30.

1 Comentário

  1. Buenas noticias


Comments RSS TrackBack Identifier URI

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s