Metagrafite de Alexandre Orion ocupa Volume B

Quando recebi o convite da exposição de Alexandre Orion no Volume B, anexo camaleão da MiCasa, pensei ah! mais um hype do grafite. Lá comecei a olhar as fotografias dos grafites que sugeriam cenas inusitadas a partir das relações que pessoas estabeleciam inconscientemente com as imagens.

“Não é posado, o Alexandre às vezes espera vários dias para se chegar a esta imagem”, me explicou a queridíssima Carla Ribeiro Lima, braço direito do Houssein Jarouche. Ela recebeu os convidados, porque ele teve que se internar para operar de um hernia. (Muita força, amigo, nesta hora!!!!)

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Metabiótica 5 (2003), Alexandre Orion: intervenção urbana seguida de registro fotográfico

O atista apresenta a série Metabiótica, que segundo ele, tem origem no significado de metabiose que é “uma simbiose intermediária, condição na qual um organismo só vive depois que o outro preparou um ambiente favorável e morreu’.

É interessante pensar que o trabalho revela essa faceta. O grafite só faz sentido na obra a partir da ação visual que surge das infinitas possibilidades do acaso, e por persistência e sorte, este momento é fotografado. Em busca do click perfeito, parafraseando Marcelo D2.

Claro, que existe uma situação ideal sugerida pelo grafite, mas este acaso é que enriquece o resultado final. Me lembrou de Henri Cartier Bresson, que buscava “o momento decisivo”, ou seja, o instante que traz o espírito fundamental de alguma situação, quando todos os elementos externos estão no lugar ideal.

Melhor do que ficar aqui explicando o trabalho, ou quais as minhas impressões, vale a pena ver o vídeo onde Orion explica o trabalho:

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Luiz de Freitas volta com sua Mr. Wonderful

Para os mais jovens este nome nem faz sentido, mas Luiz de Freitas revolucionou a moda masculina nos anos 70 e 80, com sua marca Mr. Wonderful.

Nesta época a moda carioca vivia sua fase áurea com o grupo Moda Rio, com Maria Candido Sarmento (Maria Bonita), George Henri, Mauro Taubman (Company), Gregório Faganello, entre outros, que traduziam um jeito carioca de ser.

Nos anos 90, por causa do plano Collor, Luiz fechou suas portas. Hoje, ele dá a volta por cima e desfila 80 looks no Cine Odeon, no Rio de Janeiro e promete mais de meia hora de desfile. Black is beautiful e White is Wonderful é o tema da coleção, mas garanto que cores fortes, sua marca registrada, não vão faltar.

Estou rezando para que o Lula Rodrigues comente o desfile

Filmefobia: Você tem medo de quê?

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Estou há tempos para escrever sobre este filme que está sendo rodado em São Paulo. A oportunidade surgiu agora.

Ontem, Vitor Angelo foi gravar sua cena em Filmefobia, projeto de ficção de Kiko Goifman e Hilton Lacerda. Eles partem da afirmação de Jean-Claude Bernadet que acredita que a única imagem dotada de alguma verdade atualmente é de um fóbico diante de sua fobia. Assim, conceberam um filme de ficção que tem a estrutura de um making of de um documentário não acabado.

A coisa é bem mais complicada porque as fobias são verdadeiras e a certa altura verdade e ficção se misturam devido as experiências que são submetidos os “atores”. A artista plástica e fotógrafa Cris Bierrenbach é responsável pelas traquitanas que fazem com que as personagens enfrentem seus medos.

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Fobia de sangue (foto Cris Bierrenbach)

Para quem quer saber mais, Hilton Lacerda escreve um diário online das filmagens. Vitor chegou em casa e relatou sua experiência e disse que no começo estava bastante tranquilo, já que ele se considerava um ex-fóbico. Mas confrontado novamente com seu medo, disse que é tudo muito intenso e forte.

Quer saber qual é a fobia do Vitor??? Pergunte para ele, é inacreditável…MEDA!