Insight Brazil 2007 mostrou como a marca Brasil pode ser um sucesso

Durante 3 dias participei a convite da Paula Limena da série de palestras e workshop Insight Brazil 2007. O evento foi promovido pelo Bureau Style-Vision (sediado em Nice, França) em parceria com a Imageneer Consulting (São Paulo, Brasil).

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Paula Limena (Imagineer Consulting) uma das promotoras do evento 

Muito foi falado, discutido e debatido sobre como transformar os produtos brasileiros em marcas que pudessem disputar os mercado externo. O case da Havaianas foi um dos mais citados, além das experiências de marcas como a Carlos Miele e Natura, como bons exemplos de como o produto Brasil, quando agregado a estas marcas, pode ser bem positivo.

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Havaianas: produto 100% nacional 

De acordo com a Goldman Sachs , em 50 anos nós poderemos se tornar uma economia mundialmente influente. Eles utilizam a sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) para denominar as economias emergentes que farão a diferença nas próximas décadas.

O interessante deste workshop foi tomar contato com o estudo das mega-tendências e entender como elas podem ser aplicadas no desenvolvimento ou aperfeiçoamento de produtos, seja na área de moda, beleza, arquitetura, design.

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Genieve Flaven (de branco) em conversa informal no Insight Brazil 2007

Genieve Flaven apresentou 6 grandes tendências de comportamento e consumo no mundo: Body Building, Nature Inside, Micropolitans, Happy Basics, Myths&Mysticism, Multi-faceted People.

As características de cada tendência foram constatadas numa tarde em que fotografamos objetos que revelavam as características de cada uma destas tendências. As palavras-chaves de cada uma ajudam a compreender o sentido do comportamento que elas procuram revelar:

Body-Building: corpo, saúde, relax, conforto
Nature Inside: natureza, orgânico
Micropolitans: mobilidade no mundo, novos territórios, expansão de networking
Happy Basics: retorno ao básico
Myths&Mysticism: influência dos objetos, mistura de crenças
Multi-faceted peoples: mistura, convivência, contrastes

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Multi-faceted people: detalhe do vestido de Catarina Gushiken

Durante o workshop foi colocado como que devemos diferenciar os comportamentos de consumidores que vivem em econonias maduras dos que vivem em economias emergentes. Em palavras menos politicamente corretas: países de primeiro mundo e do terceiro mundo.

Uma ferramenta bastante interessante para análise e desenvolvimento de marcas e produtos é a Mood Consumption© Theory. Nesta teoria podemos entender de maneira mais simplificada os diferentes estados de espírito que movem o consumidor e suas preferências.

Basicamente são 4 estados de espíritos principais: Innovation, Intuition, Perfection, Satisfaction. Todos nós, em determinadas situações podemos mudar de comportamento. Um teste que você pode fazer online é o Mood Check . Fiz e é bastante revelador de nossas motivações básicas no momento.

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Este encontro, que envolveu diferentes profissionais de várias áreas, foi bastante revelador de aspectos que o Brasil deve desenvolver nos próximos anos. Eu que trabalho na área de moda, como jornalista, foi importante porque tenho mais ferramentas para análises e entender que as tendências de comportamento existem e são indicadores ou facilitadores para que cada marca de moda possa definir melhor para qual cliente está desenvolvendo suas coleções.

Melhor do que citar quais as cores da próxima estação, qual o shape que vai pegar, entender quais os impulsos básicos que norteiam o comportamento do consumidor, podem colaborar para que estilistas, diretores de criação, identifiquem qual a diferença que ele coloca no seu produto e como ele pode se tornar competitivo no mundo globalizado.

O case das Havaianas é interessante porque demonstra como um produto popular, desenvolvido para as classes baixas, se tornou um artigo de exportação, para descolados do mundo todo, vendendo não só chinelos de borracha, mas um lifestyle brasileiro positivo, hedonista, simples, que todo estrangeiro sonha um dia usufruir.

P.S. No último dia o melhor presente de todos foi ganhar uma leitura de tarô da Genieve Flaven

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PISTA CHIC: COLOCÓN

Muita gente cobrando a volta do Manual da Pista Chic!!! Então vamos lá. Agora que você já sabe entrar no clube e que não deve fazer a íntima de quem não conhece, já tem modelon, e sabe para quê serve uma pista, hoje é dia de falar de uma coisa delicada: COLOCÓN.

Neste fim de semana teve a morte trágica do menino numa rave no Rio de Janeiro. Então, vamos deixar de falsos moralismos, porque o colocón existe, sim. Tem gente que se coloca com champagne, vódega, breja. Tem gente que usa taba, outros preferem padê, para as barbies tem K e GHB. Este último vem com tanta bula, que até dá preguiça. Dá tanto problema que os clubes na Europa tem uma campannha contra o uso da tal droga.

A maioria ainda está no E na tecnologia MDMA. As ricas da linha I have friends in Miami, só no Crystal. Tem a turma do Poppers, mas é com associação de outros addicts. Tem o qua qua qua do doce, ou seja, muita gente no mundo se coloca.


Colagem de filmes com gente colocada (é longo, mas é ótemo!)

Como é fácil identificar a origem colocón. A única coisa que eu acho, é que quem quer fazer uso de qualquer substância, deve sempre se lembrar o limite, para não enrolar o bob. Ui, dá trabalho, e nem gay merece, isso. A sua viagem não pode ser maior do que a viagem do outro. O chic é saber a hora de parar, antes do tombo, antes do vexame, antes do incomodo geral.

Lembre sempre: não deixe sua bebida dando sopa, pois o Boa Noite, Cinderela ainda rola, é uma das piores trips que você pode ter. Moral e financeira.

No mais, sim, existem drogas lícitas e drogas ilícitas. Se for consumir qualquer uma delas, é por sua conta e risco. O nome já diz tudo, se fosse bom mesmo, teria outro nome.


O Soulwax tem este vídeoclip incrível, E-Talking que mostra bem os efeitos de cada um dos colocóns disponíveis e seus efeitos. Vale a pena ver.