“Nome Próprio” de Murilo Salles tem blog como estrela

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Estava em dúvida se ia ou não ia no lançamento dos livros de moda da Cosac&Naify, mas como era longe (Shopping Morumbi) e eu não tinha grana para comprar a caixa (R$ 189), resolvi mudar o rumo e ir na estréia de Nome Próprio do Murilo Salles, na Mostra Internacional de Cinema.

Amigos e conhecidos envolvidos no projeto: Pedro Paulo (diretor de arte), Silvia Hayashi (montagem), Clara Averbuck (textos), ou seja, bons motivos para ir.

O filme é uma adaptação dos livros “Máquina de Pinball” e “Vida de Gato”, da Averbuck, além de textos de sua autoria publicados na internet e em seu blog.

Vitor Angelo que estudou cinema e tal, sabe que quando eu saio de um filme, quase sempre repito: Não poderia ter menos 30 minutos??? Pois é…

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Tudo começa bem, com a ótima Leandra Leal. Gosto dela. Ela é Camila, uma escritora que expõe sua vida num blog literário. É interessante como visualmente o texto aparece no filme, que invade a tela na medida que Camila escreve sobre os infortúnios de sua vida amorosa.

Tudo é muito intenso. Intenso até demais. O filme ganharia alguns pontos com um pouco mais de humor, como na cena que ela dopada de anfetaminas começa uma faxina que inicia na cozinha e acaba nas escadarias do prédio.

Para quem escreve blog, muitas cenas fazem sentido. Pensei a certa altura que deveria mudar os rumos do meu: ela consegue até um fã que paga o aluguel para ela, presentes de um chá de panela virtual. Hummmmm… Porém, lá pelas tantas, o filme degringola. Ela conhece ao vivo o homem com quem ela troca emails, ele comenta cada um dos posts do blog dela, enfim, seu homem perfeito.

A partir desta experiência, ela finalmente consegue escrever seu tão sonhado livro. Aí uma duplicidade entre Camila “real” e Camila “personagem” se cruzam até o desfecho constrangedor. Se a Camila “real” tivesse seguido o que disse quando cruzou com seu homem perfeito, o filme poderia ter tomado um rumo melhor: “Não quero te conhecer, quero continuar com meu Daniel. Daniel que eu construi”. Mas não…

De qualquer forma, o blog tem seu primeiro retrato no cinema brasileiro, confirmando sua importância no cenário urbano. Ah! Não é pouco, é?

P.S. Blog tem disso, gente que não entende de cinema e escreve sobre…

4 Comentários

  1. Curta-metragem vale? EU já vi um documentário sobre como alguns blogueiros de Belém do Pará retratam a cidade. O link pra ver http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=4529

  2. Olá …estou trabalhando em um estudo sobre moda e internet. Qualquer opinião, constatação, observação é muito bem vinda. Postei uma mini pesquisa no blog e gostaria da participação de vcs. Bjos

  3. adorei te ver no filme.
    só pra melhorar a conversinha,
    queria deixar registrado o quanto apanhei
    para conseguir botar tudo dentro do ano de 2001,
    pois se pra maioria das coisas do universo foi quase ontem,
    pra internet e etc foi quase no século passado.
    ícones, sites e etc.
    o que valia em 2001 já não vale mais em 2006, quando fizemos o filme.
    é difícil medir esta ambientação, que também não é vazia, pois o filme é sobre blog…
    dá pra notar certa estranheza nas horas de som de conexão por telefone
    e quando ela pede busca em altavista e nada de google pelos idos de 2001.
    quanto ao tempo total do filme não me incomoda não,
    as pessoas falam que o filme é longo,
    o que me dá uma sensação de que estão falando que ele é arrastado,
    mas na realidade ele é grande mesmo, mais de duas horas, se não me engano…
    o inicio é preso, mas quem já esperou por uma ligação
    sabe que o tempo não passa meeessssmo quando ela não vem.
    beijos pela presença sempre luxuosa
    PP

  4. Ontem fui ver o filme, pois a chamada do jornal local, dizia tratar-se de uma blogueira. Mas filme nacional é preciso ter um bom “estomago” para vê-los. A linguagem é chula, a personagem, um papel de ordinária. Então meia hora depois saia da sala de cinema com vergonha de ser brasileiro. A gente sabe que o tempo gasto na internet e grande para os patricios. Gosto de literaratura. Mas o filme a meu ver é insuportável, nojento.
    Se foi esta a intenção da produção, e dos atores, fazer continuar detestando filmes nacionais, conseguiram. Agora palavra que queria entender, por que os nossos jovens tem um padrão de comportamento tão nefasto, com prostituição, drogas, bebida, sexo e se “prima pela linguagem chula, baixa, intragável.Fiz dois comentarios sobre o filme, tentei dar a nota zero, mas não consegui eu queria apelar para que todos os filmes podem ser duros de ver, a realidade, mas é preciso terem maior criatividade para tratar de uma questão. O brasilieiro infelizmente extrapola, tanto no roteiro, como na apresentação. Resultado. Me senti envergonhado de ser brasileiro.
    Nós temos mesmo um pouco da personagem, infelizmente.Uma vergonha!


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