PENSE MODA :: O caminho das pedras dos jovens estilistas

Para encerrar o primeiro dia do Pense Moda, a mesa chamada de “Geração Frescor”, título que confesso impliquei um pouco, com os estilistas Dudu Bertholini (Neon), Lívia Torres e Helena Pimenta (Amonstro), Rita Wainer (Theodora), Fabia Bercsek e Wilson Ranieri. A coordenação foi da Maria Prata.

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Maria Prata em momento descontração minutos antes de começar o Pense Moda

Maria Prata, além de ser editora de moda da Vogue, estudou moda na Santa Marcelina, então conhece bem as questões sobre os jovens estilistas. O ponto positivo foi o modo que ela conduziu a mesa, meio conversa, meio entrevista, levantando a bola para que cada um pudesse colocar seu ponto de vista.

Primeiro Passos

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Dudu, Helena, Lívia e Maria Prata debatendo sobre o caminho das pedras

“Quando resolvemos participar do Amni Hot Spot não tínhamos um trabalho e montamos um portifolio especialmente para participar do evento. Só depois começamos a nos organizar e podemos dizer que depois de 3 anos que começamos a entender como que a coisa funciona”. (Livia e Helena)

“Quando começamos tinhamos uma imagem enorme da marca e pouca produção. A energia era toda voltada para o desfile”. (Dudu Bertholini)

“Tem este momento da visibilidade que os desfiles dão, depois a gente começa a dar mais atenção para marca”. (Fabia Bercsek)

” E eu que nem faculdade fiz? Comecei pela internet, quando ainda não existia spam. Tinha 6 camisetas e durante um ano fiquei fazendo marketing viral. Isso em 2000″. (Rita Wainer)

“Eu estava indo para outra direção, migrando para o figurino com a Bia Lessa. Quando apareceu o convite para o Amni e o patrocínio, já comecei a me estruturar comercialmente”. (Wilson Ranieri)

Desfiles, visibilidade e mercado

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Fabia Bercsek explica que não basta desfilar, tem que ter produto

“O mais importante de participar do Amni era o contato com os outros estilistas, a troca. Teve o momento importante que foi o fim do Amni, que a gente começou a pensar em outras alternativas para divulgar a marca. Os bazares coletivos têm este lado de divulgação do trabalho” (Livia e Helena)

“O desfile coloca você direto em contato com o mercado. Cabe a nós a organização para saber qual é o nosso tamanho, nossas expectativas” (Fabia Bercsek)

“Têm as clientes, os pontos de venda, mas o importante é não perder o centro, não se atropelar, e ter a certeza do tamanho de produção que você pode arcar” (Wilson Ranieri)

“É importante saber, como no fim do Amni, que quem quer continuar, acabou a fase de alguém passando a mão na cabeça. É a hora que tem que dar o start comercial e procurar novos caminhos. Antes de entrar no SPFW fizemos um desfile independente e deu certo” (Dudu Bertholini)

Preço

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Dudu é sempre uma aula de bom senso fashion

“É bom lembrar que muitas vezes a produção para gente é mais cara do que para grandes marcas, por causa do nosso volume de produção” (Dudu Bertholini)

“Começamos com uma planilha bem enxuta para diminuir os custos e consequentemente baixar o preço final. Porém, vem a estamparia digital, a quantidade de cores e o preço sobe. Sempre pergunto para Lívia se ela compraria Amonstro. Ela diz que vai precisar esperar por um bazar ou liquidação”. (Helena Pimenta)

“O que nos ajuda é buscar parcerias para que nosso preço final seja competitivo” (Wilson Ranieri)

“A questão é que temos que comunicar com pessoas fora do nosso mundo, que são jovens, não tem muita grana”. (Dudu Bertholini)

Vender a marca é solução?

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Rita Wainer escuta com atenção Wilson Ranieri

Maria Prata lembrou que começou no Brasil a cultura dos conglomerados de moda, como a AMC Têxtil, MAC/HLDC e se era não era uma solução para jovens estilistas. A maioria foi meio reticente, preferindo dizer que neste momento não era a hora certa para isso.

Dudu Bertholini ainda disse que tudo poderia ser resolvido com uma boa assessoria jurídica, um contrato bem feito. Nesta hora só fiquei lembrando de Saint-Laurent, VROM, Marcelo Sommer… Mas isso é outra história.

A única voz dissonante foi de Rita Wainer, que foi bem direta: “Moda não vai fazer a gente ficar rico. Rico Paris. Rico Babado. Eu venderia sem pestanejar”.

Conselho para quem está começando

“A Rita Comparato tem uma frase ótima: Desista de ser estilista”. (Dudu Bertholini)

“Mas a gente vai terminar assim? Desista de ser estilista?” (Helena Pimenta)

“Que venham os próximos, então!” (Wilson Ranieri)

Infelizmente por erro de uma encarregada do Cinemark a conversa terminou um pouco antes do previsto. De qualquer forma, foi uma bom painel e um ótimo e bem-humorado encerramento para o primeiro dia!

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Maria Prata em versão séria de mediadora do debate

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3 Comentários

  1. arrasou nos textos, e todos. e diz que é refer6encia ao que você disse, a gente mega acredita em você! (nem precisva ter pesquisado, a gente te acredita mesmo assim!). obrigada por tudo hoje e sempre! =)

  2. Thaaaaaaanx.

  3. Olá, tudo bem?
    Estou tentando um contato com a finalidade de mostrar o meu trabalho.
    Sou artista plástica e, desde 2005 venho desenvolvendo um segmento próprio dentro da colagem.
    Trabalho com pintura e colagem.
    Participei de alguns circuitos de Artes nos U.S.A com grande sucesso.
    Conheça meu site:
    http://www.monicanudelman.com
    Um abraço,
    Monica.


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