PENSE MODA 2 :: Gareth Pugh não está para brincadeiras

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Gareth Pugh representa a nova força da moda londrina, no momento que a cidade vem retomando aos poucos seu prestígio e importância no circuito fashion. Suas criações inusitadas fazem dele o queridinho de 8 entre 10 das fashion mags, de acordo com a apresentação da Camila Yahn.

O Edu Jordão havia falado que ele é um pouco tímido, muito jovem e ainda está se acostumando com este boom todo em torno do seu nome. Tanto é verdade, que ele pediu para Camila intermediar a fala dele, neste segundo dia do evento.

Ele é do norte da Inglaterra, se formou em 2003 na Saint Martins College of Art and Design em 2003:

“Quando saí não sabia o que esperar, pois a gente sai meio ingênuo de lá. Gostava de sair com amigos qe não eram estilistas mas gostavam de se montar. Ia dançar no CashPoint, um lugar de stripers. Me convidaram para fazer um desfile por lá e foi quando Lulu Kennedy me conheceu”.

Foi com o apoio de Lulu e do Fashion East que ele começou a perceber a realidade dos desfiles e do mundo fashion.

“Eu não tinha dinheiro na época e experiência. São muitas coisas envolvidas num desfile. Você pode ter tudo pronto e de repente não tem dinheiro para o selo para enviar os convites. O Fashion East permite que nos dediquemos apenas a criação”.

Porém, Lulu Kennedy não foi sua única fada-madrinha: “Nicola Formichetti (stylist da Dazed&Confused) começou a usar algumas peças minhas e isso que a gente precisa, gente de prestígio que comecem a usar nossas peças“, explicou o estilista.

Outra presença importante na sua vida, espécie de guru de Pugh é o estilista americano Rick Owens e especialmente sua mulher Michele: “Um dia lendo a Pop soube que Owens estava se transferindo para Paris e resolvi apresentar meu trabalho para talvez ser seu assistente. Fiquei uma semana hospedado com eles, e Michele me disse que eu era um estilista e não um assistente. Eles começaram a me apoiar, não financeiramente, mas me oferecendo sua fábrica para minhas produções“.

Hoje, Pugh tem suas roupas em diversos editoriais de revistas importantes, como na última Pop, em que ele fez uma roupa para Beth Ditto, vocalista do The Gossip. Vende suas coleções em na TopShop, França, Itália, na Barney’s em NY. Perguntado se ele vende o que se vê na passarela ou faz uma outra linha, ele dispara:

“Tudo o que foi desfilado está nas lojas. A menos que a peça fique ridícula lá. Se vão comprar ou não, não sei”.

Como este segundo dia era dedicado aos processos criativos, Pugh revela: “É difícil de descrever o start de uma coleção. Começa com algo que me chama atenção. Não é um livro, ou algo concreto, é mais abstrato, mais orgânico. As idéias vão evoluindo, penso na silhueta, nos movimentos, nas estruturas”.

Camila pergunta como ele se vê daqui há dez anos “Penso ir degrau por degrau. Poder mostrar o que realmente posso fazer. Não quero ser improvisado, não estou fazendo isso por brincadeira. Quando termina um desfile penso que mostrei metade do que eu poderia chegar, por causa do dinheiro, do tempo. Ao mesmo tempo sei que foi o melhor do que pude fazer”.


Melhor do que um desfile que você pode ver no Style.com é esta entrevista feita com Pugh na fábrica de Rick Owens

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