PENSE MODA 4 :: Saiba o que deu para salvar do debate com os estilistas

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Jum Nakao e Reinaldo Lourenço no debate entre estilistas no Pense Moda (foto: Fernanda Rezende) 

Apesar da péssima atuação de Gayegos, os estilistas tinham muito a dizer. Mesmo com as contantes e desnecessárias interrupções do mediador, selecionei os melhores momentos de cada um.

Marcelo Sommer e Jum Nakao foram responsáveis pelo momento de emoção e respeito da mesa:

Sommer: Jum você já sabia que o desfile de papel seria seu último desfile?
Nakao: Primeiro quero agradecer sua atitude no dia seguinte do desfile, quando usou nos seus agradecimentos, a peruca playmobil do meu desfile. Sim, eu sabia que era o último. Tem um momento da sua carreira, por diversos problemas que você tem que enfrentar, que começa a embrutecer e você acaba esquecendo o motivo pelo qual você entrou. Como não estava mais dando para fazer do meu jeito, resolvi parar. Cansei do mundo “poser”. Eu quero mudar o mundo.

Ossos do Ofício

Lorenzo Merlino: Meu maior problema é distribuição. Não temos no Brasil uma grande cadeia de lojas e as lojas multimarcas não estão organizadas de forma comercial.

Reinaldo Lourenço: Matéria-prima. Invisto na qualidade do meu produto, então preciso de matéria-prima de qualidade. Os fornecedores têm que investir mais em novidades, em tecnologia.

Marcelo Sommer: Mão-de-obra. Minha dificuldade é encontrar quem faça um bom plissado, um bom bordado. Além da distribuição. Aqui ou você tem loja própria ou franquias. Precisamos de mais alternativas de distribuição do nosso produto.

Jum Nakao: Meu problema é mudar a mentalidade da cabeça dos empresários. As parcerias que são feitas aqui com grande magazines são um truque. Só golpe de marketing.

Tufi Duek: A Forum se encontra achatada entre as marcas estrangeiras e as lojas de fast-fashion (Zara). No Brasil temos um público que prefere pagar por uma calça jeans mil reais, do que R$300 a R$400 por uma outra nacional com a mesma qualidade.

Reinaldo Lourenço: Não temos mais o estilista-poeta da década de 80. Temos que encontrar formas mais contemporâneas de vender. Saber a diferença entre ser criativo do que é falso-vanguardismos.

Tufi Duek: No Brasil parece uma ofensa pessoal, ser comercial. A crítica só valoriza o que que é criativo. Acho que a gente discute coisas pequenas. Quero ser reconhecido por alguma coisa que eu fiz e usar a força da minha marca para falar algo.

Jum Nakao: Temos que olhar o Brasil de outra perspectiva. A presença brasileira no exterior tem se dado pelas Artes Plásticas. Ela tem uma presença muito mais forte conceitualmente no exterior do que a moda brasileira…

Reinaldo Lourenço: Sim, vamos fazer uma moda Mensalão. Que tal uma cueca cheia de bolsos???

P.S.: É claro que isso é um resumão daqueles. Fiquei tão irritado, que muita coisa não consegui nem anotar.

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