BsAs 1 :: horas e horas de música eletronica

Haja saude clubber! Na noite de sexta recebi a velha cena paulistana que ama Alexander Robotnick, o pai do electro. Ele naum decepcionou, tocou, cantou, tirou a camisa e (pasmem!) tirou a camisa. Sai de lá por volta das 5h30 e nem tinha arrumado as malas.

No sábado a maior baldeaçaum: Sao Paulo/Curitiba/Assuncion/Buenos Aires, tipo voo pinga-pinga. Saida 9h30. Chegada 14h50. Estou num apart hotel na Recoleta, duplex, bem ok.

Creamfields: retorno a Interlagos

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Creamfields: 52000 pessoas querem ver Chemical Brothers

Uma volta pelo bairro, comida rápida, banho, troca de roupa e às 19h saindo com uma van direto para o autódromo de Buenos Aires, onde aconteceu o Creamfields. Tipo Skol Beats em Interlagos, sabe como? Muita gente, mas as filas andavam rápido.

Fiz só o main stage e Arena 2. Comecei com um esquenta ótimo do DJ Anderson Noise, som nervoso, set perfeito, e os argentinos bem animados e já bem colocados. Tempo necessário para começar o show do LCD Soundsystem.

Quem foi em Sao Paulo deve saber: eles tocaram músicas do seu novo&lindo álbum “Sound of Silver”, lançado no início deste ano.  “North American Scum”, “Someone Great” foram tocadas junto do meu hino “Tribulations”, além de “Yeah” e “Too Much Love”.

James Murphy continua gordinho, continua charmoso, sempre low profile de camiseta e calça preta. Comanda o show com energia e disposiçao, esquentou a platéia que cantava junto, pulava, gritava e olhe que o frio por aqui era congelar!!! Saí de alma lavada.

Volta para a Arena 2 ver o Dubfire, projeto da dupla israelense Deep Dish. O local entupido de gente, já na linha bem frito, entende? Empurra dali, esbarra de lá e sempre dá para encontrar um lugarzinho na pista. Minimal techno com boa levada. Melodia e batidas fortes. Tá ótimo.

Aí começa o drama. O lugar era grande, menor que Interlagos, mas ainda assim, grande. Mas taum cheio, umas 52000 pessoas e todas querendo ver Chemical Brothers. Naum dava para se mover, naum dava para andar, os celulares naum funcionavam direito, a gente se perdia das pessoas, e de repente a pergunta que naum queria calar: o que eu estou fazendo aqui.

Sim, show incrível, qualidade de imagens & som inquestionáveis, uma música meio datada, porém com aquela sentimento de estar ouvindo clássicos (?) da música eletrônica.  Ah! Quer saber, como eu tinha nome na lista do Cocoliche, after oficial do evento, fui embora lindo e cedo.

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Chemical Brothers: música datada e imagens preciosas

Cocoliche: after bem fino

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Pista do Cocoliche: underground no melhor sentido

Facundo (Vegas Club), homem-luxo da noite paulistana, soube que eu estava indo para BsAs e ofereceu de ligar para o Adolfo, dono do Cocoliche, club mais que moderno daqui. Lá acontece o melhor after do Creamfields, algo como DEdge pós Skol Beats ou Nokia Trends, os melhores DJs migram para lá e fazem sets memoráveis.

Nome na lista, já de banho tomado, roupa trocada e vamos que vamos. Amigos que eu tinha perdido no Cream reaparecem por lá. O club é ótimo, com um bar no térreo e pista no subsolo. Quem estava nas pick-ups? Tiefschwarz, do meu querido Ali Schwarz. Long long set, as usual, ele se revezando feliz da vida com seu irmao Basti.

Depois juro que tocaram mais dois DJs, mas daí por diante, era só felicidade, amigos, dancinha, e tudo fluindo bem, muito bem.

CAIX: de volta para The Week

Mais uma volta para casa, banho tomado e mais torpedos no celular. Todos no tal de CAIX, do outro lado da cidade, Costa Salguero. Tinha recebido um convite para um after por lá, no mesmo endereço, achei que era o mesmo.

Por aqui, fico com esta coisa: nossa! como lembra Paris… Entaum imagine o choque quando entro num mega lugar com zil barbies descamisadas, na melhor linha frito-passa-mal??? Pool Party sem piscina. Pensei, nossa!!! Viajei tanto para acabar na The Week….

Rápido, rápido encontro vários amigos, em grupos diferentes, porém no mesmo local do clube, num terraço com vista para a tal Costa Salguero e ao lado de um campo de golf. O povo do golf naum deve botar uma fé.

O que difere,  é que realmente tinha de um tudo. Barbies, gays, heteros, bis, todo mundo na sua, na boa, nenhuma atitude de gueto, cada um na sua. Isso eu achei bem saudável. A música…. Bem, tudo era um pretexto para esticar a noite… De repente, uma olhada no relógio, outro na lucidez… 13h.

Hora de encerrar e derreter em paz… Fotos??? Nem pensar! Preservar a mim e aos meus amigos, nhé?

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