Casa de Criadores I:: Gustavo Silvestre e ASH continuam muito bem, obrigado!

Todo mundo previa que o primeiro dia, ia ser bom e de fato, foi. No póximo post, você vai ler como Walério Araújo fez valer o conselho de Judy Blame, e mostrou de forma glamurosa e irônica o carnaval. Gustavo Sivestre foi na mesma linha e pegou referências do Maracatu Rural.

O trabalho do estilista é reconhecido pelo detalhismo como ele constrói sua roupa. Numa mesma peça temos a junção de vários elementos como vários tipos de bordados, aplicações de elementos variados, sobreposição de tecidos, que resutam em peças únicas que não podem ser repetidas, “afinal hoje em dia quem quer ter a mesma roupa que outra pessoa”, explica o estilista.

A incorporação do Maracatu enriquece o trabalho de Gustavo a medida em que ele não faz uma cópia folclórica dos figurinos vistosos da manifestação pernambucana. Os bordados comuns nas vestes dos personagens como Rei e Rainha, aparecem como fonte para aprimorar os bordados das túnicas (peça-chave) que se transformam em vestidos curtos ou camisonas sobre calças. As franjas abundantes nos Cablocos de Lança, são usadas com muito cuidado, como um acabamento ou arremate das peças.

Não é primeira vez que o estilista trabalha com desfile-instalação . Em 2006, com direção de arte de Eduarda de Souza, hoje Diretora Artística da galeria Florence Antonia, éramos convidados a entrar num quarto de hotel, onde as modelos se espalhavam pelos vários ambientes em clima pós-festa. Agora, elas entram e ficam paradas para que o público possa a apreciar cada detalhe que as roupas contém. Alcino Leite até comentou: “Bom poder ver de perto o trabalho do Gustavo”.

Em termos. O que é qualidade no contenção no uso do Maracatu, acaba tendo o efeito inverso na apresentação. A falta de movimento, da energia retirada de uma manifestação cultural tão forte, necessitava mesmo é da passarela. Assim como Walério soube explorar a vibe do carnaval e transformar o desfile em apoteose, era exatamente isto que devia ter acontecido com os volumes, mangas elaboradas, brilhos, transparências da ótima coleção de Silvestre.

Sobra de preciosismo de um lado, falta de emoção de outro. Por favor, querido, mais balanço na próxima.

ASH AVANÇA NA SUA BOA FÓRMULA

A dupla Guil Macedo e Roberto Leme têm conquistado vários fãs no mundo da moda, como as editoras Lilian Pacce e Carol Vasone, que usava ASH hoje. Tem uma coisa de honestidade no trabalho deles que eu admiro. Diferente de marcas que vestem as amigas, eles mesmos são a cara da marca. Algo como Neon, Amapô, Amonstro.

Não entendam a comparação com as 3 marcas uma similaridade na forma. Sim, todas são coloridas, tem um trabalho de estampa e desenho muito fortes, mas cada uma tem sua própria e forte identidade.

Com cuidado, eles avançam e aprofundam suas coleções entorno de “clássicos” da marca: a calça sarouel masculina ganha versão em sarja bem estonada que dá um efeito “largado” muito bom. A skinny feminina ganha um cavalo mais baixo (micro sarouel) com pernas justíssimas feito leggings.

Eles brincam com o moletom metalassê em forma de casaca, com volumes inusitados na micro jaqueta jeans, e vários e vários layers de estampas, é claro. É jovem, é fresco, é despretencioso e dá vontade de usar. Não está ótimo?

Luigi Torres do About Fashion também indica esta evolução da marca:

Para as meninas as novidade aparecem em formas balonês, bufantes mais bem acabadas e trabalhadas como também em peças de modelagem mais complexas, chegando quase numa moulage, como naquea jaqueta/echarpe/bolero em jeans com gola volumosa. LEIA MAIS

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2 Comentários

  1. […] é claro. É jovem, é fresco, é despretencioso e dá vontade de usar. Não está ótimo?”  Leia mais aqui. ASSISTA AQUI A ENTREVISTA QUE GUIL MACEDO DEU AO FORA DE […]

  2. […] Quem fechou o primeiro dia da Casa de Criadores foi Gustavo Silvestre, como mais uma instalação ao invés de desfile. Está já é a terceira é edição que o estilista abandona as passarelas para apresentar sua coleção de forma estática. Porém, nem sempre esta é a melhor escolha. É que concordo com Oliveros “A falta de movimento, da energia retirada de uma manifestação cultural tão forte, necessitava mesmo é da passarela. Assim como Walério soube explorar a vibe do carnaval e transformar o desfile em apoteose, era exatamente isto que devia ter acontecido com os volumes, mangas elaboradas, brilhos, transparências da ótima coleção de Silvestre” – LEIA O RESTO DA CRÍTICA AQUI. […]


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