SPFW: BALANÇO FINAL

Daqui para frente tudo vai ser diferente

A melhor coisa que poderia acontecer na moda brasileira foi o passo dado rumo a profissionalização do setor. O que mais viu e se ouviu foram as aquisições feitas pelos grandes conglomerados que agora controlam marcas de prestígio ao lado de outras conceituais.

As duas maiores holdings, I´M e InBrands, fizeram seu debut com desfiles apoteóticos como o da Ellus, contrataram top models internacionais como a Zoomp, e marcaram uma nova época na moda brasileira.

Nas passarelas, as novidades são as novas releituras do country, que devem vender feito água, tanto no interior do Brasil, quanto nos centros mais urbanos. As botas cowboys e as franjas são os ítens que devem imperar por aí, assim como o xadrez. O preto é a cor forte, mas temos o vermelho, as gamas de rosa até roxos fechados, e as estampas mais gráficas.

O vestido ganhou versões inusitadas em versão casaco ou cardigans. O tricô deu suas caras também. Bons também os microcasaquetos tanto na versão blazer, quanto pelerines, ideais para nosso ameno inverno. Matelassês e alcochoados dão o toque mais invernal. Os volumes ganham formas mais extravagantes em golas e mangas.

A silhueta segue o corpo, mas não tão justas. A cintura é marcada e saia-lápis ensaia seu retorno. Aqui a pantalona existiu, mas a boca-de-sino deve ganhar a parada, na referência aos anos 70 que deu o ar da graça.

O mais importante para encerrar a temporada, é a afirmação da identidade que cada um pretende. Marcas como Herchcovitch, Lino Villaventura, Ronaldo Fraga, são aplaudidos porque, cada um de seu modo, procuram se manter fiéis aos seus DNAs.

Marcas transgênicas e genéricas devem tomar cuidado. Pelo preços que praticam podem cada vez mais serem substituídas no desejos do consumidor pelos fast-fashions da vida ou pelo ascendente Bom Retiro, porque cópia por cópia, o preço é que importa. As duas maiores holdings, I´M e InBrands, fizeram seu debut com desfiles apoteóticos como o da Ellus, contrataram top models internacionais como a Zoomp, e marcaram uma nova época na moda brasileira.

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5 Comentários

  1. olha bem, tem um repeteco de frases, no final e no meio do texto!
    como eu disse quando voltei da europa em dezembro, se a h&m abre uma loja aqui tem muita gente que vai fechar!

  2. arrasou no balanço: mega objetivo e meeeega consistente.
    faz mointo sentido a refelxão do finzinho (cópia por cópia), e a gente devia cobrir o bom retiro fashion week!

    (sinto medo dessas franjas na vida real, amigo.)

  3. 😉

  4. Olá Ricardo!
    Acho muito legal o seu blog, acompanho sempre…
    Então passei para divulgar o 1° blog colaborativo de moda brasileiro e pedir a sua colaboração na divulgação, já que precisamos da participação de todos nesse objetivo de retratar a verdadeira identidade da moda nacional!
    Passa lá: ESTILOBRASILEIRO.WORDPRESS.COM
    Abraço.

  5. Sim. A sorte é que temos marcas fiéis aos seus próprios DNAs e que, portanto, não se limitaram a lançar tendências facilmente decifráveis. Mas ao contrário, foram além, e criaram peças e moods absolutamente imunes a copistas de fast-fashion. Ave Ronaldo Fraga, Lino, Neon, Herchcovitch..


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