SPBAFOw III: CTRL C+CTRL V

galliano.jpgvrom3.jpg
Não é cópia. É a referência gratuita de imagem. Resultado vazio. Se Galliano falava de guerrilla urbana, VROM falava de quê?

Ai, as cópias, as referências… Teve gente que não dava para acreditar. Gente talentosa que não precisava nesta altura do campeonato…

A Forum Tufi Duek ganhou matéria no Style.com sobre suas inspirações diretas vindas de Chanel, YSL, Lanvin e termina perguntando se a cópia é mesmo ruim. Bom, eu acho péssimo. Já temos a Zara, não temos? Porque uma marca com dinheiro não investe em ser autêntica?

Porém, para meus olhos tão cansados de tanto de desfile, o pior estava por vir. Uma marca jovem, com um estilista de talento, com um stylist idem, como a VROM, porque apostar numa imagem vista ad nauseum como de Galliano masculino, para ser a cara de seu inverno??? Dizem que todo mundo lá sabia da referência e mesmo assim insistiram. Por quê, para quê? Alguém pode me dizer?

E Simone Nunes com Marc Jacobs? A palavra “perfume” foi a mais usada para falarem da referência usada pela jovem estilista. E a Iódice que parecia Forum?

Eu terminei minha análise do SPFW, falando disso. Como a palavra DNA foi também bastante usada e provavelmente inventarems outra, porque todo mundo não aguenta mais ela, fiz um trocadilho sobre as marcas transgênicas e genéricas. São estas que não estão nem aí com o copyright. Fazem cópias sem nenhum pudor e dizem que são lançadoras de tendências!!!

Prefiro ver as cópias na H&M, Zara e no Bom Retiro, porque ali ninguém está mentindo e eu não sou o obrigado a ficar escrevendo linhas e linhas de coisas como “Zara faz desfile incrível com perfume Jacobs”, não é mesmo?

Tinha uma certa hora que dava vontade de escrever coisas como Galliano por VROM, Marc Jacobs por Simone Nunes, Chanel por Forum, sabe como?

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7 Comentários

  1. AMEI masrcas transgênicas e genéricas! sensacional! =)

  2. Tenho a impressão que estas cafonisses copiadas têm público garantido. Parece que o consumidor brasileiro é o mais careta em termos de autenticidade… Todo mundo igual. Quanto mais cara de moda gringa, mais venda garantida.

  3. DNA e perfume são o truque pros jornalistas que gostam de inventar modinhas na linguagem pra ter de omitir a verdade. mesmo que a verdade seja a falta de talento pra escrever. ou o atoleiro em que as grifes se enfiam pra ter a cada seis meses – ou menos – uma nova coleção com novas roupas, novas concepções de mundo. parece pouco tempo, né? acho que a glória kalil disse na tv que era melhor aquele tempo que se tinha um belo vestido de noite e repetia-se o modelo nas melhores ocasiões e ninguém vinha com papo de fora-de-moda…
    ai, meu deus du céu…

  4. Cópia não acho certo, inspiração sim!
    Achei bem desnecessário essa produção que remetia diretamente ao Galiano… enfim, opção da marca, não é!

  5. Engraçado como é olho né?

    A Dri Hagedorn do Chic fez uma outra associação do styling mesmo desfile… dá uma olhada…

    http://antipasmodico.blogspot.com/2008/01/huxley-do-cambuci.html

    Bom, como moradora do Ipiranga, perto do Museu, Galliano tá um pouco fora da minha realidade. Agora em compensação onde eu tropeço dou de cara com um grafitte d’osgemeos… e levando em consideração que a V.ROM é a 4 quadras de casa acho que tá mais para osgemeos que para Galliano.

  6. Acho que está mais pra cópia mesmo do que inspiração. Se não há cópia nas peças propriamente ditas, o stylist então é que pesou a mão. E isso também não é nenhuma novidade…nem aqui, nem em nenhum outro canto do planeta.

    Mas o motivo do comentário é outro: “e eu não sou o obrigado a ficar escrevendo linhas e linhas de coisas como “Zara faz desfile incrível com perfume Jacobs”, não é mesmo?”.

    Me intriga muito mesmo esse comprometimento no jornalismo de moda. Por que será que as pessoas simplesmente não podem dizer o que realmente acham? Comprometimento com os veículos, que por sua vez precisam de seus anunciantes? Política da boa vizinhança? É chic ser ignorante? Mera satisfação do ego? Retribuição à idéia de prestígio?

    As vezes penso que as infos passadas, pelas marcas e pelos editores estão com pelo menos uma década de defasagem. Parece aqueles comerciais de margarina do final da década de 80: a família feliz em volta da mesa, cada um com seu arquétipo. Nessa época a compreensão da realidade do mercado consumidor brasileiro….já era defasada.

    Para consumidores atuais, de produto ou de informação, essa mecânica já não funciona mais. Se falarmos então em consumidores “de ponta” a maior parte das críticas, matérias e comentários…passam completamente batidos.

    Queria muuuuuito mesmo que a falta de autenticidade no jornalismo de moda não fosse maior ou igual ao que vemos na moda.

    Ps.: Parabéns Oliveros por dizer isso, muito poucos tem coragem!

  7. […] Isaac Über escreveu um comentário em meu momento desabafo: Ctrl C+Ctrl F […]


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