spBAFOw IV: Furacão Westwood

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Momentos de coincidência: me perdi no elevador para sair e dei de cara com a Dame 

Vivienne Westwood foi uma das atrações principais do SPFW. Na coletiva de imprensa para o lançamento da linha Anglomania da Melissa ela respondeu com muito profissionalismo sua relação com os sapatos de plástico. Depois foram selecionadas 6 perguntas da platéia para que a estilista inglesa respondesse.

A minha foi selecionada pela Lilian Pacce, que mediava a mesa: “Sendo sua marca mainstream como você se posiciona a respeito de seu manifesto Active resistance to propaganda?”. A resposta: “Fazendo cada vez menos e melhor”. Eu fiquei curioso com o manifesto dela, li antes no The Guardian e pensei, como ela relacionava a moda dela e a necessidade de vender e um manifesto para que as pessoas não consumisse tanto.

De fato, ela está certa. A gente é compelida a impulsos de compras insano. A última moda, o último xadrez, o último preto…A cada estação temos objetos dos desejos instantâneos. E a bota cowboy? Afe…

Ela deixou como mensagem isso. Consumo consciente. Comprar menos e melhor. Teve até o momento saia-lápis em que ela disse: “É melhor ver Rei Lear do que comprar um par de sapatos”. É ótimo ver uma pessoa que é fiel a suas convicções, não é mesmo?

MICO DOURADO DO ANO

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Foto roubada: proibido tirar fotos do manifesto… 

Aí teve a leitura do Manifesto. Auditório do MAM, fechado para convidados (!!!???). Várias figuras carimbadas da moda, jornalismo, arte estavam no palco sentados em cubos com Westwood à frente. Felipe Chaimovich, curador do MAM, Antonio Farinacci (TV UOL), Eduarda de Souza (Galeria Florence Antonio), Maurício Ianês (Zapping, Galeria Vermelho), Supla, Eli Sudbrack…

Na porta avisavam que não podia fotografar. Ou seja, gente como eu que foi lá cobrir não poderia fotografar. Porque não? Era um ritual secreto? Ou porque ninguém deveria saber que se tratava de um jogral daqueles que a gente fazia no colégio? Achei bastante constrangedor tudo.

Na saída ainda peguei um depoimento interessante do André Lima, que dizia que era bastante significativo aquele manifesto no momento em que o dinheiro estava entrando com tudo na moda brasileira. Era importante ter um momento de reflexão neste momento e no SPFW. Ele está certo. Mas isso não deveria ter acontecido de modo mais aberto? E não restrito a uma certa elite presente?

Agora o pior mesmo, era o ‘entrou não podia sair’. A fofa atrasou a apresentação e isso coincidiu com outro desfile. Ou seja, a gente foi lá na hora certa, Vivienne atrasou, fizemos a matéria e quando tentei sair, o segurança disse: “Não é permitido sair antes do término”. Afe 2…

Fiquei lá vendo o jogral dela até o fim, porque ela achou que tinha o direito de cercear minha liberdade de ir e vir. Deu vontade de fazer meu próprio manifesto. Mas com certeza, não seria tão colegial quanto o dela.

PRONTO.FALEI.COM

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