Gêmeas apresentam folkrock encantador na Casa das Rosas

Domingueiros, ressacantes e preguiçosos, helloooooo!

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Hoje a tarde, no lindo jardim da Casa das Rosas, projeto de Ramos de Azevedo, localizado na Av Paulista e uma das poucas que sobraram para contar a história do período cafeeiro, aconteceu o desfile da marca Gêmeas, com direito a um sol ótimo e várias caras amigas.

Pano rápido: ano passado comentei na matéria Moshe e Mona e a arte de se destacar entre 17000-marcas sobre a importância de eventos paralelos às semanas de moda. Claro, que sabemos que desfile é caro, mas a ousadia da Carolina e Isadora Fóes Krieger valeu a pena.

Primeiro porque as pessoas foram, tirando o estigma se coisas assim funcionam ou não. Além deste blog-amigo, estiveram presentes a incansável e deliciosa turma do Chic, Sergio Amaral da Erika Palomino, a dupla Jeff Ares e Carol Nogueira do Vogue RG (e fica combinado assim: a Vogue é revista, o Vogue é o site), Sylvain Justum do Hyper Cool, foi o que deu para ver, porque, lógico, cheguei em cima da hora. Estilistas como Valério Araújo, Moshe, Wilson Ranieri e Thais Mol foram prestigiar. Além de amigos como Pil Marques, Renata Bastos, Leandro Matuja e Bruno Freire, Chialin Chiang… Ou seja, casting bom.

Segundo, porque o desfile funcionou muito bem também. A mistura de Russia e Rock deu super certo e mostrou a evolução da marca que mostrou uma coleção bem amarrada, fresca e com muita atitude. O styling do Thiago Ferraz (que está cada vez melhor!) e a trilha do Edu Corelli e Luis Depeche fizeram com que todas as qualidades fossem ressaltadas.

Ao som do Interpol, Radiohead e Rapture, 20 looks, sendo 4 masculinos, mostraram que o ar levemente folk, que veio com bordados de flores e passanamarias em vestidos curtos, entre justos e drapeados, deu um up no conhecido espírito rock´n´roll das gêmeas estilistas.

Seguindo a linha “menos é mais”, como os casacos que viraram vestidos em muitas coleções vistas no Fashion Rio e SPFW, aqui ganha a versão no delicioso poncho em sheep (espécie de buclê), que teve uma versão masculina também. Já viu, que vou ter que ter um poncho no meu guarda-roupa de inverno, não é?

É claro, que a silhueta skinny tão ao gosto indie esteve lá nas calças de afaiataria, mas foi mesmo nos vestidos que elas mostraram a evolução no trabalho. Deram uma atenção maior aos detalhes diferenciados, como nas mangas bem curtas com pequeno volume ou na aplicação de fitas gregas, mais firmes, em plissados mais soltos.

Têm alguns probleminhas de caimento ali e acolá, já que alguns tecidos não responderam tão bem a modelagem, porém, é mais uma questão de estrutura do que talento. Marcas menores nem sempre conseguem exatamente o tecido que necessitariam, o que talvez encareceria o preço final , como, por exemplo, a calça masculina em sarja off-white, muito leve para o tipo de calça proposto. Um mais encorpado seria ideal.

De qualquer forma, o todo foi muito bom, e saímos com um sensação muito boa, tanto que acabei me juntando a um grupo de amigos para almoçar. Bem “meu-domingo-alegre-vai-ser”. Tomara que elas vendam muito, para terem mais estrutura e seguir crescendo em termos de moda como estão fazendo até agora.

Veja o vídeo que “peguei” da produtora e stylist Chialin Chiang do Não Fala de Moda, já que a bateria da minha câmera acabou na primeira foto!!!!

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2 Comentários

  1. […] de Carol e Isadora na Casa das Rosas no domingo. Mas o Ricardo foi e contou tudo pra gente no Fora de Moda. Rússia e rock, […]

  2. […] Carol e Isadora Foes Krieger, que no Verão fizeram um belo desfile na Casa das Rosas com inspiração no folk, desta vez voltaram ao balé e a personagem de Juliete Binoche no filme […]


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