Bienal do Vazio terá até Fischerspooner!!!

Eu recebo a newsletter da Bienal de São Paulo, porque cubri pelo UOL na última edição. O que está sendo chamada de Bienal do Vazio na verdade, se chama Em Vivo Contato, está sendo preenchida com nomes importantes do cenário nacional e internacional das artes, nomes de jovens artistas em franca ascenção no cenário, e algumas surpresas, entre os possíveis 40 nomes. Por enquanto a lista tem 36 nomes confirmados, e entre o mais recentes, escolhi os seguintes para comentar:

A primeira grande surpresa entre as escolhas do curador da 28a. Bienal, Ivo Mesquita, é o de Fischerspooner (Warren Fischer & Casey Spooner), um duo de música electro de Nova Iorque, EUA. Eles já se apresentaram no Skol Beats em 2004 e foi péssimo porque eles não foram feitos para grandes multidões. Eles já se apresentaram em ambientes artísticos do porte do Museum of Contemporary Art, Los Angeles, Deitch Projects, Nova Iorque, The Barbican Centre, Londres e no Kunst-Werke, Berlim.


Fischerspooner em Sweetness

Um dos nomes mais importantes do cenário internacional da performance é o de Marina Abramovic e uma das artistas que eu mais respeito. Ela já esteve no Brasil várias vezes, sendo a mais recente, em 2006, apresentando a impressionante vídeo-instalação Balkan Erotic Epic, no SESC Pinheiros.


Parte da videoinstalação Balkan Erotic Epic, em que ela resgata antigas tradições pagãs da região dos Balcãs

Os brasileiros escolhidos estão entre a nova geração, os vários amigos: Maurício Ianês, Rodrigo Bueno, Nicolás Robbio, Carla Zaccagnini. Entre os já estabelecidos, Dora Longo Bahia e Iran do Espírito Santo.

Entre os nomes internacionais tem o romeno Mircea Cantor, 31, ele é co-criador e co-editor da revista de arte Version. Já esteve na Bienal de Veneza (2003) e no ano seguinte ganhou Prix Ricard S.A de artista jovem francês.


Videoinstalação Deeparture (2005) de Mircea Cantor

Em recente entrevista para o Estadão, temos a explicação de Ivo Mesquita: o vazio se transforma em metáfora para ”interromper o fluxo, essa voracidade de produção de imagens e de representações que a gente vive”, como nas feiras de arte e megaeventos, e para que este se transforme em momento de reflexão sobre o papel de uma bienal. Sobre os critérios para a seleção dos artistas, a crítica institucional, foi a chave de suas escolhas: ”Então, os artistas que estão sendo convidados lidam com essa questão, ainda que em meios diversos. Eles trabalham a memória, a narração, o documento, a aquisição, arquivos, bibliotecas, mapas”.

Também foi confrmado o nome de Felipe Crescenti para o planejamento e desenvolvimento do projeto de arquitetura. O site da Bienal será desenvolvido pela Tecnopop. O jornalista e escritor Marcelo Rezende será o editor de conteúdo do website e do jornal da 28ª Bienal de São Paulo, o 28b. Elaine Ramos Coimbra coordenará o projeto gráfico das publicações e também será a responsável pela identidade visual do evento.

E quer saber, estou começando a gostar muito desta próxima Bienal!!!

Saiba mais sobre outros artistas da Bienal do Vazio aqui

4 Comentários

  1. sabe que eu vi o fischerspooner no barbican centre, em londres, em 2002. era o auge da carreira deles e do tal electroclash novaiorquino. o fischerspooner é “catalogado” como videoarte e performance e tem uma galeria em NY que o representa. os vídeos são maravilhosos mesmo! mas aquela apresentação no skol beats foi péssima, muito amadora…
    ontem tava releando a entrevista do ivo mesquita pra bravo de abril e acho muito pertinente comentar a avalanche de informações que vivemos hoje. tudo está crescendo muito; os engarrafamentos, a população, as catásfrofes naturais, as imagens… estamos vivendo a saturação. nem imagino onde isso vai parar, mas ou acontece uma revolução radical na humanidade ou o caos se instalará.
    eu te encontro no mármore dus infernus, kiridjinha!

  2. tem também o avaf!

  3. bem legal , tomara que funcione …

  4. Penso que qualquer comentário precipitado sobre as posições dos organizadores da 28ª BIENAL possa ser sem fundamento. Deixa eles fazerem do jeito que eles vêem…temos que nos preparar, estar aberto a um novo olhar… O mais difícil e a gente se despir dos velhos conceitos de arte, de belo, de estética. Para entender o processo dialético da arte temos que primeiro desconstruir nosso próprios e arraigados conceitos, que muitas vezes, olham sempre pelo mesmo mirante.
    Estou levando meus alunos do Curso de Artes Visuais da UNILAGOS para esse evento, eles estão se organizam e discutindo o universo da arte. Na realidade o que eles esperam desse espetáculo único, a 28ª BIENAL, é poder sentir as mais diversas possibilidades da fruiçao humana, ali reunidas como um presente ao espectador.

    Marta Beatriz dos Santos Dall’Igna
    Prof. e Artista Plástica


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