FASHION RIO :: Santa Ephigênia do começo ao fim

Eu quando estou cobrindo o evento, tenho esta coisa que a Regina Guerreiro me adestrou direitinho: prestar o máximo de atenção em tudo que envolve uma coleção. Então começo do backstage.

A primeira coisa é dar uma geral nas araras. Observar os tecidos, cores, volumes. É uma primeira impressão.  

Depois com estas anotações, você confere com o estilista as inspirações, a escolha de tecidos, estampas. Aproveito mesmo para falar de coisas mais técnicas. Uma destaque, algum tecido ou estampa exclusiva. O Luciano Canale é sempre muito atencioso com todos. Fácil de falar, muito claro:

Além de toda a história do pic nic, o mote da coleção, ele contou das estampas muito coloridas que seriam usadas no começo do desfile até chegar nos beges com rendas e bordados. Mostrou um linho muito antigo que ele conseguiu numa loja e dos bordados aplicados:

Depois mostrou os looks de encerramento, mostrando os botões que foram aplicados e cacos de madrepérolas. Faz parte do humor da marca, estas misturas inusitadas e de grande efeito:

Tem gente que não gosta de falar muito antes do desfile, então você aprende rapidinho quem gosta e quem não. Aí você pega outras informações de beleza, neste caso foi o Ricardo dos Anjos. Depois apura a trilha, aqui com o Zé Pedro. Se der tempo, vê o cenário, o projeto lindo do jardim vertical é do Zee Nunes.

Não quer dizer que você vai usar todas as informações, mas elas reunidas com certeza fazem que sua compreensão do todo, fique muito mais clara.

Depois é só assistir ao desfile, tomar outras notas, porque uma coisa é ver a roupa na arara e outra é em movimento. Tudo muda de figura. Aí você vê nitidamente o caimento, a volumetria, o shape, a edição do desfile, enfim, aquilo que chega realmente você acaba vendo.

 

No desfile acontece, em alguns casos, esta mágica, onde todos os elementos juntos compõem uma imagem de moda. Porque produto mesmo, só daqui há alguns meses na loja.

 

 

3 Comentários

  1. olá oliveros,

    gostei muito do post. para a gente que só vê os looks na passarela, é muito bom saber o que se analisa em um backstage, por exemplo.

    agora, uma perguntinha que já deve ter sido feita um zilhão de vezes: após isso tudo, o que te dá um veredito em relação à coleção em si? são as peças? adequação em relação às tendências? styling? reinvenção do estilo da marca? em outras palavras, o que te faz acreditar que uma coleção é boa e outra parecida é ruim?

    pergunto isso porque em muitas análises de coleções encontro argumentos para caracterizar uma coleção como ótima e esses mesmos argumentos são usados para “chochar” outra coleção.

    abraços!

  2. dando aula pelo post, ricardo. adorei e anotei tudo aqui na minha mente pra um dia ser tipo vc. (quem deeeeeeere, ehin?!??)

  3. Agora que estou fazendo TODOS os backstages, aprendi que um estilista que sabe falar faz toda diferença!

    Poderia fazer uma matéria só com os tipos de estilistas: o DDA (que não consegue focar e terminar uma entrevista), o blasé, o interesseiro (diga-me o teu veículo e te direi quem és), o fofo (que você se apega a ponto de achar tudo mais lindo) etc etc etc


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