FASHION RIO: Passa a régua e fecha o Rio!

Pois é, acabou o segundo evento de moda da temporada brasileira. Já passamos pela Casa de Criadores, agora o Fashion Rio. Por ser verão, claro que esperava um pouco mais (muito mais) das marcas presentes no evento.

Sempre é bom pensar sobre os rumos da moda brasileira e dos eventos ligados a moda. Não sei o que me deu, se foi a falta de assunto, fiquei me perguntando qual seria a grande contribuição do Brasil para a moda. Sempre se discutiu muito o DNA brasileiro, se tínhamos uma moda brasileira, etc etc etc etc etc.

Já sabemos de cor e salteado toda esta história. De fato mesmo o que temos de nosso e são sucesso internacional são as sandálias Havaianas e beachwear. A segunda categoria, nem tanto em volume de exportação, mas ainda assim, tem toda uma áurea que vem sendo construída em torno disso.

Os dois casos são ícones do que ainda traz o olhar estrangeiro para cá: nosso lifestyle, ou no bom português, o modo de vida. Por mais que isso reforce uma certa visão reducionista sobre o que somos, é um caminho interessante para se pensar.

Primeiro, temos o privilégio de vivermos num país tropical, ensolarado. Isso traz uma relação muito saudável na relação entre o corpo e a roupa. Quantas vezes já ouvimos que somos sexies, sem sermos vulgares. Foi este um dos pontos de partida para a coleção da Thais Losso, na boa sacada do projeto Container, que foi uma das boas surpresas do Fashion Rio. Adorei a despretensão de tudo.

Não sei se ainda verdadeiro, porque há algum tempo vivemos uma ditadura das cores preto, cinza e branco, com pitadas de cores aqui e acolá. Sempre as cores que já estão em alta no hemisfério norte. Não sei se você viveu uma época, que quando estávamos no exterior, os brasileiros eram reconhecidos pela exiberância natural, traduzida também pelas cores que usavam.

Parece que a globalização trouxe um desejo de parecermos mais cosmopolitas e dá-lhe cores sóbrias. Durante uma Fashion House no Rio, idéia bem bolada da Rita Wainer (que também apresentou uma pequena e preciosa coleção) de ocupar uma mansão incrível com um monte de marcas jovens, como a Neon, Amapô, Theodora, um monte de cariocas perceberam que era muito legal usar cor.

O mainstream que não é bobo nem nada, assumiu esta explosão lisérgica durante um tempo e depois deu uma retraída. Anyway, é lindo de ver um verão todo de cores fortes pelas ruas. Por isso, ponto para Ivan Aguilar, que está cada vez mais acertando a mão, saindo da linha terno sisudo para um casual que tem como herança sua excelente alfaiataria. Assim, ele pouco a pouco ocupando um espaço que não se tem tantas opções no guarda-roupa masculino.

Cada vez mais, um monte de homens (heterossexuais, diga-se de passagem) estão abandonando os ternos como uniforme de trabalho. As relações informais de trabalho, com muita gente sem carteira assinada, como vários profissionais liberais, vai deixando de lado a roupa sisuda e precisa de opções menos formais, sem abrir mão de estar bem vestido.

Sua coleção de verão, as cores aparecem, a jaqueta toma o lugar do blazer e o paletó vem mais leve, mas sem aquela impressão de desleixo, que poderia ter. O algodão que ele usa dá o caimento certo e com aspecto de verão que a gente tanto precisa. A estampa meio Liberty das camisas causaram desejos até nas mulheres.

No beachwear duas presenças fortes e impactantes de modos completamente diferentes e ainda assim com muita excelência: Lenny Niemeyer e Luisa Bonadiman. Eu sou a pior pessoa da moda para comentar moda praia. Não entendo mesmo. Porém, fico de boca aberta com a capacidade delas de fazer tanto com tão pouco.

O Vitor Angelo passou uma tarde com a Lenny, então vamos esperar pelo seu relato sobre as contruções sofisticadas da estilista. Quanto a Luisa, suas altas doses de criatividade e ousadia, também contribuem para o avanço estético da área. Nesta, ela põe literalmente ao avesso, joga de trás para frente, desconstrói e reconstrói as parcas partes dos maiôs e biquinis. Seria ótimo, que alguma marca, que não de beachwear contratasse ela para ela desenvolver uma linha especial, já que cada vez mais, a roupa de praia invade o asfalto, assim como fez a Neon.

Moda jovem, é o lugar para avanços maiores com certeza. Neste ponto, a Redley fez outro golaço. A cada coleção Jurgen Oeltjenbruns vai mostrando seu talento, para muito além das flores, babados e anos 70 que imperaram por aqui. São dignos de atenção também marcas como Apoena, Melk Z Da e a estréia do Tarciso Almeida, cada um ao seu modo procurando outros caminhos, mais autorais.

O tema do Fashion Rio era Repensar, Reciclar, Renovar. Então, eu imagino que no futuro, poderiam concentrar todas as marcas de beachwear por lá uma vez por ano e reforçar o Fashion Business numa versão ampliada e tava de bom tamanho, não acha?

6 Comentários

  1. É AURA e não áurea, seu ignorante!

  2. Temos o privilégio de VIVER (no singular). Vai aprender a escrever!

  3. Arrasou no texto… adorei!

  4. noooooooooosssssssssssaaaaaaaaaaa….
    que pessoa é esta????
    Acho que voce está no universo errado, viu Prisxila???
    Acho que voce deveria estar no deserto….mas, ao invés de ser a Rainha, voce seria apenas a areia….kkkkkkkkkkkkkk
    Ignorante é voce sua abestada, retardada,,,,este é o tipo de blog que não precisa de voce……adoraria escrever aqui até morrer para expressar o quanto voce é uma pessoa mal amada, infeliz, e que ao invés de aproveitar o texto em sua totalidade e sua objetividade, fica aí procurando as entrelinhas que verdadeiramente não importam a ninguém, e …, outra coisa…chamar alguém do quilate do Oliveros de ignorante é o mesmo que decretar guerra aos internautas que o amam.
    Oliveros, Vou te propor uma coisa.
    A partir de hoje, coloque uma moderação em seu blog para não precisarmos ouvir o que uma retardada como esta tal de PRIXILA tem a dizer.

  5. Oi Cleber
    Como dizia Nelson Rodrigues: a unanimidade é burra. Deixa a menina se manifestar. Não me incomoda. Os comentários são moderados, mas coloco todos, afinal se ela se deu o trabalho de vir aqui e comentar, agredir, vamos deixá-la pelo menos mais feliz com isso!

  6. kkk….amei o Cleber! … mais ainda a sua classe….nada como manter a elegância nessas horas!
    mas cá entre nós…a prixilinha talvez seja uma revisora de texto desempregada, provavelmente por ser tão mal educada =P


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