Noite concorrida: Duchamp e VERBO

No MAM a abertura concorrida da exposição do Duchamp, tão cheia, tão cheia, que mal se via os ready-mades do artista que mudou a arte para sempre. Na Vermelho uma outra pequena multidão se juntava para ver as primeiras perfomances da VERBO.

A exposição do Duchamp vou ter que voltar mesmo e ver com atenção. A Sofia Fan do Itaú Cultural comentou que estranhava ver uma obra tão “novinha em folha” do Duchamp. Não sei se sabem, mas quando ele mudou para os Estados Unidos, sua irmã fez uma limpeza no apartamento dele e jogou um monte de coisas, que ela considerava lixo.

Na verdade, eram várias obras bem iconográficas do artista. Ele nem se incomodou e autorizou a cópia de seus trabalhos. Além dos ready-mades famosos como a roda de bicicleta, o urinol, a exposição apresenta remontagens de suas instalações e a emblemática Grande Vidro, na verdade uma das 4 cópias existentes, porque o original não pode sair do Museu de Arte de Filadélfia, de onde saíram todas as 120 peças da exposição. É um grande labirinto de significados. Vou ver de novo.

Na VERBO, tem aquela energia boa de encontrar as pessoas, atualizar as conversas, que é sempre a melhor performance de todas. Ultimamente tenho dado muitas entrevistas. Confesso um pouco de medo, porque a TV é edição. Lá fui eu falar de performance no Metrópolis. Metido!!!!

Mas voltando, a primeira pessoa que encontrei foi o Hilton Lacerda, e hoje teve uma sessão prive do Filmefobia, no qual ele é o roteirista e o Kiko Goifman é o diretor. Já me adiantou que a estréia do filme vai ser no Festval de Locarno. Finos!!!

Eu queria ver a Performola do Carlos Monroy. E não é que quando cheguei escolheram uma que ele só poderia fazer na Av. Paulista??? Eu tinha acabado de chegar e não ia sair, né? Volto outro dia.

O bacana este ano, é que além dos trabalhos com o corpo, tem vários vídeos e trabalhos em que a ação está presente, mas isso é um conceito para falar depois. Hoje, foi bom rever os trabalhos de vídeo da dupla Leandro Lima e da Gisela Motta, que acabaram de voltar de uma residência artística na Inglaterra. São todos muito hipnóticos, e eles são os protagonistas dos vídeos, sempre alterados por efeitos na edição.

Outro vídeo que gostei foi do Superflex, em que eles literalmente botam fogo num belo carrão. Eles tem como tema central de sua trajetória a crítica ao sistema capitalista e procuram sempre uma forma de desarticular. Na Bienal de São Paulo fizeram uma cópia do guaraná, além de denunciar sobre a situação dos que vivem da plantação do fruto. Durante a semana tem mais, muito mais.

(depois subo as imagens)

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