Do outro lado do muro

Há 10 dias de abrir a exposição na MiCasa hoje pedi ajuda aos universitários, ou melhor, para minha amiga Marta Bogéa, que fez a expografia da última Bienal de São Paulo e do Panorama da Arte Brasileira 2007 no MAM, entre outras.

A casa há 2 meses atrás

Tem um momento de uma montagem que você precisa de uma visão de alguém de fora para ver se as obras escolhidas estão bem dispostas, se o percurso da exposição está claro, se não tem nenhum furo. Como no sábado passado deu uma travada na minha coluna, por causa da tensão, achei que a hora era essa.

Já trabalhamos juntos várias vezes, então a conversa flui muito bem. A casa quando eu entrei a primeira vez, achava que era grande, mas quando vamos dispondo as obras na planta percebe que não é bem assim. Além de se respeitar as distâncias entre uma e outra, têm as características de montagem, de luz que cada uma precisa, são vários os fatores envolvidos.

A casa há um mes atrás

No começo, era uma exposição com jovens artistas que foi tomando uma proporção muito maior do que temos hoje. Quando se trabalha com o cruzamento de linguagens a situação é mais delicada porque se por um lado interessa o debate, parto do princípio que precisamos respeitar a autonomia de cada uma. Foi a primeira coisa que a Marta lembrou e falamos das outras exposições que direta ou indiretamente estávamos juntos.

Na primeira exposição que fiz no Itaú Cultural, Emoção Art.Ficial lidei com arte e tecnologia e como as obras digitais podiam de alguma forma tocar as pessoas, muito longe da ala bem experimental que está inserida neste contexto. Depois em Imagética coloquei a moda de Jum Nakao, bem antes do desfile histórico das roupas de papel. Nesta mesma exposição, teve uma mostra de vídeo-arte em que misturava clássicos como Limite de Mario Peixoto com videoclipes e vinhetas da MTV. Na Viés foi a vez da Moda e Arte.

Agora a investigação está na Arte e no Design. No texto da exposição começo a falar disso:

“Diz o ditado popular que a galinha vizinho é sempre mais gorda, que significa que quando estamos de longe tudo parece melhor e mais bonito. Quando alguém olha uma cadeira de design assinado, pode exclamar: Isso é uma verdadeira obra de arte! Não é só com o design, em qualquer área algo excepcionalmente bom pode ser adjetivado como arte. Bom para Arte que virou sinônimo de bom. Houve um tempo lá na Grécia antiga que nem havia separação entre as áreas técnicas e artísticas, tekné era a palavra para a arte de fazer bem. Tudo muito mais simples e interdisciplinar”.


Instalação Pipe Light do Triptyque entre os limites da forma e função

Tenho obras tanto de artistas como de designers que discutem exatamente esta fronteira. No início da exposição o trabalho do escritório Tripytique é ao mesmo tempo instalação e iluminação de toda a mostra. Isso é um dos exemplos do que as pessoas vão encontrar por lá, a partir do dia 09 de agosto.

Ainda estou muito ansioso, as obras começam a chegar no espaço na semana que vem. Aí, o que era projeto começa a tomar corpo. Hoje, com a conversa com a Marta deu um certo alívio. De prever coisas que ainda estão por vir.

Marta Bogéa amiga para toda hora

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