Encontro casual com Maxime Perelmuter

Em clima de dolce far niente aqui no Rio, acabei encontrando sem querer por 2 vezes o estilista carioca Maxime Perelmuter. A primeira na festa de 33 anos da Playboy e outra em frente a nova loja dele em Ipanema, British Colony. Com o slogan: Novos clássicos, future basics, ele vai construindo uma base sólida para sua marca.

Fachada da loja British Colony em Ipanema

Ele é sempre muito querido e bom de papo acabamos falando de várias coisas e era inevitável cairmos na sua saída do SPFW. “Tem muitas armadilhas quando se faz um desfile. Se você faz um desfile criativo, a crítica aplaude, mas seu consumidor final não vai encontrar aquelas peças na loja. Se faz um desfile comercial, a crítica desce o pau, mas você se aproxima mais da realidade do que vai vender depois”.

O estilista hoje não pensa em voltar as passarelas e procura investir mais no seu crescimento. “Hoje em dia vale mais a pena fazer como meu pai (George Henri) que fazia uma apresentação mais fechada para clientes e jornalistas. Nestes últimos anos tenho pensado nisso, como fazer a marca crescer construindo tijolo por tijolo, dando um passo de cada vez”.

O bom filho ao lar retorna

Mostrando que está muito focado e com os pés no chão. há um mês ele voltou a ter uma loja em Ipanema. “Eu adoro a loja do Fashion Mall, lá tem um público bem informado, que compra bem. Mas sentia falta da loja em Ipanema, onde está de fato meu cliente, onde tudo começou. Cuidei pessoalmente de cada detalhe. Pode ver que as cores da loja, o azul marinho, o branco e o preto, são cores sempre presentes na coleção. Este desenho (mostra um dos provadores da loja) acabou virando a estampa deste vestido”.

Wrap dress da British Colony

Aliás, é na moda feminina que ele está investindo bastante: “Dá muito trabalho fazer moda feminina. Estou procurando entender qual é a mulher British Colony. Estes vestidos wrap-dress tem tido uma boa saída. Enquanto que no masculino os detalhes que vão sendo incorporados aos poucos, no feminino tenho dado muita atenção ao meu lado criativo”.

A cintura alta da saia clotchard: elegância casual

Ele revelou que o próximo passo é abrir uma loja em São Paulo no próximo ano. Como diz o Lula Rodrigues:UEBBBAAAA!

Durante a conversa, pude observar de perto a qualidade das roupas que ele faz. As camisas de alfaiataria tem como sempre um tecido incrível, que ele mesmo escolhe. Entre os hits, tem um jaqueta bomber, um blazer desestruturado, e um terno com um corte esportivo de tirar o folego.

Blazer de moleton: desestruturado na medida certa

Ou seja, depois do boom que ele teve no SPFW, agora ele procura focar nas vendas: “Quando comecei, era um momento criativo importante. Tinha a Karlla Girotto, o Adriano Costa, muita gente empenhada em fazer coleções muito criativas. Hoje, estamos num outro momento. Quem faz sucesso, é quem vende”.

Está certíssimo na sua análise. E eu que acompanho sua trajetória, fico muito feliz. Até fiz uma brincadeira na conversa, dizendo que crítico de moda não compra roupa, e hoje em dia as marcas tem mesmo é que atingir o consumidor.

Terno moderno: recortes especiais dão o novo shape do clássico

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