Qual o segredo da Cris Barros?

Ando meio afastado do mundo feminino da moda. Ontem fiz uma exceção e fui conferir pela primeira vez um desfile da Cris Barros. Com muitas dúvidas, claro. Primeiro que não estava nem um pouco afim de encontrar com o povo da MKTMIX, mesmo sendo a PRCOM quem convidava. Segundo, o Shopping Cidade Jardim é bem contramão e fiquei imaginando que a saída ia ser um inferno.

Bom, mas deixei toda estas preguiças de lado e fui. Com 4 anos de existência, a marca Cris Barros conquistou fama, mesmo não estando em nenhuma semana de moda. Ela veste um monte de mulheres famosas e endinheiradas. Tem um corner na Daslu, loja na Oscar Freire, Shopping Cidade Jardim e é vendida em 60 pontos de venda do país e exporta para os Estados Unidos, Japão, Arábia Saudita, Grécia, México e Portugal.

Ou seja, não dá para ignorar a moça, além de ser muito bonita. No desfile, as roupas que fizeram o sucesso dela: vestidões, vestidinhos, um pitada de modernidade ali, uma estampa acolá. Os grandes trends do verão também estavam todos lá: anos 70, flores, listras, a nova calça saruel, e babados, muitos babados. Ou seja, uma mulher romântica, que na hora certa sabe muito bem mostrar suas pernas ou costas bem cuidadas em horas de academias e tratamentos de beleza. A surpresa mesmo foi as roupas de crianças no final. Muito boas, nada de roupa de anão. Roupinhas para menininhas mesmo. Muito fofas.

A platéia do desfile era composto na maioria por sua clientela, como dá para ver na Vogue RG. Muitas em homenagem explícita a ela, usavam seus modelitos. Sentei ao lado de uma de suas clientes, que a cada look comentava com a amiga: “a esse eu usaria…esse não dá, muito curtinho, né?”.

Eu sinceramente não achei nada demais. Nenhuma grande novidade, num verão já com poucas novidades. Vai vender? Pela quantidade de gente, sim e muito. Confesso, que toda esta geração de estilistas como a Juliana Jabour, Raia de Goya, mais uma quantidade de cariocas, todas bem nascidas e bem relacionadas, são um fenômeno que eu não entendo e desisti de tentar entender.

O que importa é que todas elas entenderam quem são as consumidoras delas, o que elas desejam e o melhor, o que elas compram. Nada mal.

Cris Barros na fila de agradecimentos. Ela mesma a melhor modelo de suas criações

5 Comentários

  1. Como estilistas elas são ótimas marketeiras, né? Pq tem tanta gente fazendo moda mais interessante por aí mas que sofre para encontrar o público e entendê-lo, não é mesmo?

  2. Devem ser liindas as peças da Cris Barros !

  3. Adoro sinceridade. Algo tão difícil de se ver hoje em dia.
    Eu também não entendo essa coisa dsa bem nascidas e bem relacionadas que estão dominando a moda… ahf. É por isso que nas ruas a gente olha e só vê gente igual, gente vestida da meesma forma ensaiada.

  4. Ricardo, assim como vc, eu tb não entendo. Claaaro que ela faz roupas bacanas e tal, mas não há um comprometimento com a arte, com aquela fantasia gostosa das passarelas, algo meu “montação”… enfim, no mínnimo, como disseram, elas acertaram no marketing!

  5. […] a Erin faz e se orgulha de. Erin Fetherstone faz pela sua marca lá nos EUA mais ou menos o que a Cris Barros faz por aqui: em uma entrevista pra Vogue America ano passado, ela disse que se considera a melhor […]


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