Alcino e Vivi (finalmente!) aderem ao blogue

A blogosfera ganhou uma dupla sensacional: Alcino Leite e Vivi Whiteman com a versão mais pessoal da coluna da FSP: Última Moda. A entrada deles, que confessaram que já há muito tempo planejam o blogue, dá mais peso para todos nós.

Claro que todos os que escrevem blogues, especialmente os de moda, sabem que os jornalistas mais antenados escrevem suas impressões pessoais que nem sempre cabem nas páginas dos jornais e revistas. Agora é a vez deles. Para quem não conhece a dupla dinâmica, não imagina o quanto eles são divertidos de verdade.

Como assinam uma coluna num dos maiores jornais do Brasil e o Alcino não era do meio, algumas vezes suas colocações causam algumas polêmicas. Eu nem sempre concordo com as opiniões deles, principalmente nas semanas de moda. Faz parte, ainda mais que como dizia Nelson Rodrigues, a unanimidade é burra. Porém, depois dá para sentar, conversar, discutir, o que é muito saudável.

O Glauco Sabino fez uma excelente entrevista com o Alcino, que para quem não leu, vale a pena. Lá ele mostra porque foi escolhido como editor de moda, fala de seu começo, da linha editorial da coluna e sobre os blogues, claro.

Só tem uma coisinha, queridos! Daria para inverter a ordem e colocar as últimas notas no começo???

Beijos grandes e bem-vindo!

Quer um look assinado por grandes estilistas?

Lembra que eu falei sobre a Semana Viver Design? Então, meus queridos Jum Nakao e Paula Limena começam a montagem hoje, em algumas estações do Metrô de São Paulo e na estação Brás da CPTM, da exposição Re (produzir), parte integrante do movimento Viver Design em São Paulo, da Prefeitura Municipal da Cidade de São Paulo.

Aliás se você é estudante de moda pode participar como voluntários na exposição ,no período de 2 à 9 de novembro. Os interessados em participar devem mandar email (até dia 02/11) para daniela@imageneer.com. Os participantes receberão certificados de participação do evento.

A mostra, que consiste de looks de estilistas consagrados, e quem for até as estações do metrô vai ganhar um molde com o qual poderá reproduzir os looks da exposição com o tecido que escolher. As mesmas modelagens estarão disponíveis para download no site http://www.viverdesignsp.com.br/exporeproduzir.htm, a partir de 02/11.

Incrível a idéia e a adesão dos estilistas também. Dá uma olhada: Ronaldo Fraga, Agus Comas, Catarina Gushiken (Urussai), Erika Ikezili, Fábia Bercsek, Fernanda Yamamoto, Huis Clos, V.ROM, Isabela Capeto, João Pimenta, Karlla Girotto, Marcelo Sommer (Do Estilista), Melk Zda, OESTUDIO, Rodolfo Murilo de Souza, Simone Nunes, Tarcisio Almeida, Tufi Duek (Forum).

Caso não conheça nenhuma costureira, as meninas do Oficina de Estilo tem uma lista bem bacana. Veja aqui. No melhor estilo Moda Moldes.

Não é só de moda que vive esta inciativa, tanto que o logo é bem inteligente na relação das escalas que o design se utiliza: quilômetro, metro e milímetro. Adorei a síntese. Veja a programação completa aqui.

Design ou moda? Livrarias de SP têm encontros imperdíveis

Bom, vamos deixar o Prêmio Moda Brasil de lado que a vida continua. As livrarias da Vila e Cultura promovem na semana que vem encontros com gente bem bacana do Design e da Moda como Ronaldo Fraga, Clo Orozco, Alexandre Herchcovitch, Fabia Bercsek, Mario Queiroz, entre muitos outros. Tudo de grátis. Veja a programação:

V Semana de Moda e Cultura:
Livraria Cultura – Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073, Consolação, São Paulo) e Shopping Villa-Lobos (Av. Nações Unidas, 4777, Alto de Pinheiros, São Paulo
Informações:0/XX/11 3170-4033 ou pelo site

Dia 3 de novembro, segunda-feira:
19h Palestra: “Trajetória e processo criativo”, com Ronaldo Fraga

Dia 4 de novembro, terça-feira:
19h Palestra: “Criatividade e Customização”, com Fabia Bercsek
19h Oficina: “Customização de camisetas”, com Fabia Bercsek

Dia 5 de novembro, quarta-feira:
12h30 Desfile: Peças criadas por alunos da Belas Artes
14h Oficina: “Patrulha da Moda”, com equipe da revista “Gloss”
19h Palestra: “Trajetória profissional na moda”, com Clô Orozco

Dia 6 de novembro, quinta-feira:
12h30 Desfile: Peças criadas por alunos da FMU
14h Oficina: “Patrulha da Moda”, com equipe da revista “Gloss”
19h Palestra: “Criação e moda contemporânea”, com Walter Rodrigues

Dia 7 de novembro, sexta-feira:
18h30 Palestra: “Moda, jornalismo e fotografia”, com Bob Wolfenson, André Lima e Silvana Holzmeister

Dia 8 de novembro, sábado:
15h: Oficina “Customização de roupas de boneca”, com Liane Yuri
18h Palestra: “A evolução da marca Herchcovitch”, com Alexandre Herchcovitch e João Rodolfo Queiroz

Dia 9 de novembro, domingo:
16h Palestra: “Construção de marcas e mercado de moda brasileiro”, com Paulo Borges

Semana de Arte e Design da Vila

Livraria da Vila – Cidade Jardim (Av. Magalhães de Castro, 12.000, Cidade Jardim, São Paulo)
Inscrições no site)
Informações: 11 3755-5811 ou pelo site)

Dia 03 de novembro, segunda-feira:
19h30 às 21h Palestra: “Design e tecnologia na criação de moda”, com Clô Orozco, Mario Queiroz, Renata Schmulevich e Carla Fincato

Dia 4 de novembro, terça-feira:
19h30 às 21h Palestra: “O Sapato como objeto de design”, com Jorge Bishoff, Mariana Roncoletta e Luis Fernando Campanella Rocha

Dia 5 de novembro, quarta-feira:
19h30 às 21h Palestra: “O design nas artes plásticas”, com Sergio Fingermann

Dia 7 de novembro, sexta-feira:
19h30 às 21h Palestra: “Design contemporâneo de jóias”, com Patrícia Centurion e Mariana Magtaz

Dia 8 de novembro, sábado:
18h às 19h Palestra: “Design urbano – a fotografia e a alma das cidades”, com Cristiano Mascaro e Elisa Bracher
19h30 às 21h Palestra: “Pensando o design”, com Andrea Nacashe e Kathia Castilho

Prêmio Moda Brasil: ah tah!

Glória Kalil a grande vencedora e Lenny uma das mais aplaudidas da noite (Charles Naseh para o Chic)

Ontem no Prêmio de Moda Brasil, no meio de uma explicação da Regina Casé dizendo que quando os jurados estavam entre os indicados, eles não votavam, eu soltei sem querer um sonoro Ah Tah! que ecoou no Teatro Municipal. Oooppsss!

Antes mesmo de conhecermos os vencedores, a maioria com quem conversei falava da obviedade dos indicados e alguns manifestaram isso publicamente como os blogues de Mario Mendes e Biti Averbach. Depois de ver todo o povo da moda reunido, longe das semanas de moda, me pareceu que prêmio criado pelo José Mauricio Machine estava chegando com alguns anos de atraso.

O júri bem que tentou agradar gregos e troianos, mas vamos combinar que o primeiro prêmio dedicado à moda brasileira deveria ter evitado algumas saias-lápis. Tem gente que ganhou pelo conjunto da obra e não pelo que realizou no último ano, como declarou o Duda Molinos ao receber o troféu de make up. Ou ainda, no chic discurso de Gloria Kalil ao receber seu segundo prêmio da noite por melhor jornalista de moda: “Há mais jornalistas de moda ativas. Acho que ganhei por antiguidade”, além de citar inúmeros nomes de jornalistas.

Já que a intenção muitas vezes foi homenagear muita gente que de fato construiu a moda brasileira, deveria ter uma grande homenagem para eles, assim não teriam que concorrer. Se houvesse a tal homenagem, não seríamos obrigados a ver um jogral de quinta série com as atrizes Maitê Proença, Camila Pitanga, Juliana Didone, Paola Oliveira e Luana Piovani, com frases de estilistas famosos.

Muita gente comentou, por exemplo, que o stylist Felipe Veloso, mesmo tendo uma trajetória interessante, não tem a mesma estatura do Paulo Martinez ou Giovanni Frasson. Ou como que o Oskar Metsavaht vence o Giovanni Bianco na categoria direção de arte?

Ainda na festa, um grupo juntou-se a colunista do JB Heloisa Tolipan para comentar os pontos altos da festa.

Veja quem são os ganhadores do Prêmio Moda Brasil:

Estilista Moda Masculina – Alexandre Herchcovitch
Estilista Moda Feminina – Reinaldo Lourenço
Estilista Revelação – R. Groove – Rique Gonçalves
Coleção Moda Praia – Lenny
Stylist – Felipe Veloso
Desfile do Ano – Maria Bonita Verão 2009 – (direção de desfile: Daniela Thomas)
Make Up – Duda Molinos
Hair-Stylist – Max Weber
Fotógrafo – Bob Wolfenson
Campanha Publicitária – Osklen Inverno 2008 (direção de criação: Oskar Metsavaht)
Modelo Feminino – Raquel Zimmerman
Modelo Masculino – Leo Peixoto
Designer de Acessórios – Francesca Giobbi
Figurinista – Marilia Carneiro e Karla Monteiro, por “Os Desafinados”
Veículo Mídia Impressa – “Vogue”
Veículo Mídia Eletrônica (Web) – Chic
Veículo Mídia Eletrônica (Programa de TV) – GNT Fashion – GNT
Jornalista de Moda – Gloria Kalil


Participe do Desaba com uma biografia falsa

Eu adoro encontrar a bailarina e coreógrafa Thelma Bonavita. Já trabalhamos juntos e temos uma comunicação que se deixar vai longe. Na abertura das individuais da Ana Tavares, Marcelo Cidade e Héctor Zamora, ela me contou sobre seu novo projeto.

Ela e o Cristian Duarte ganharam uma verba do Programa Municipal de Fomento á Dança para desenvolver o DESABA, projeto que pretende pensar em novas formas de pensar e produzir cultura. Como primeira ação, eles abriram um concurso para residência artística.

Para se inscrever é só ir no blog e pegar sua ficha de inscrição. Ao todo serão 10 participantes selecionados por inscrição, que serão divididos em 2 grupos de 5. Juntamente com os selecionados participarão da residência Cristian duarte, Thelma bonavita (direção do projeto DESABA), Leo Nabuco (vídeo e foto registro) e Rosa Hércoles (acompanhamento teórico).

O genial da proposta é que você tem que escrever uma biografia falsa e e produzir uma foto 5X7 para anexar ao formulário. Corre que as inscrições até o dia 08 de Novembro 2008.

PERÍODO

Residência 1: de 01 a 07 dezembro
Residência 2: de 15 a 21 dezembro

Os artistas selecionados receberão uma ajuda de custo de 500 reais bruto, alimentação e transporte de São Paulo até o local da residência. O participante deve estar disponível a semana toda, e ficará alojado no CED (Centro de Estudos do Corpo) em Caieiras-SP.


what about two thousand twenty-three? (2006)

Richard Avedon ganha retrospectiva em Berlim

Richard Avedon um dos fotógrafos mais importantes da história, morto em 2004, ganha retrospectiva de sua carreira no museu Martin-Gropius-Bau. A exposição faz parte do mes da fotografia de Berlim. Quem trabalha com moda, com certeza, já viu alguma de suas imagens icônicas.

A modelo Dovima posa com elefantes de circo para Harper’s Bazaar em 1955

Ele começou na Haper´s Bazzar, onde colaborou por 20 anos (1945 a 1965), tendo como seus chefes Carmen Snow, Diana Vreeland, Alexei Brodovich, Henry Wolf, Marvin Israel. Vreeland que não era boba nem nada, levou o fotógrafo para a Vogue quando ela se tornou editora e por lá ele ficou entre 1966 a 1990.

1948: Elise Daniels no Marais usando Balenciaga com aquela pose que 10 entre 10 modelos aprenderam a fazer

A exposição conta com mais de 250 fotografias e amplia o conhecimento da trajetória dele. Se na foto de moda ele foi um dos primeiros a sair do estúdio e trazer a vibração das ruas, nos retratos ele preferia um fundo neutro.

Richard Avedon afirmava que na fonte do seu trabalho estavam uma série de “nãos”. Dizer “não” a uma luz requintada, a uma aparente composição, à sedução de uma pose e de uma narrativa permitiu-lhe, e eventualmente forçou-o a dizer “sim” a algo. Para Avedon, é suficiente dizer “sim” a um fundo branco, à pessoa em que estava interessado e ao que se passa entre eles.

Retrato de Henry Kissinger: “Seja gentil comigo”

Esta frase dita por Henry Kissinger, ex Secretário de Estado de Richard Nixon e Gerald Ford, deixou Avedon tão intrigado que ele escreveu um texto sobre o fato e que na verdade é um bom tratado sobre a função do retrato.

Retrato dos Beatles em 1967

Na minha pesquisa sobre Avedon me deparei com um texto no Wikipedia sobre estas fotos incomuns dentro da trajetória do fotógrafo:

“Essas fotos representam cada membro de forma muito distinta, como que refletindo através da cor a personalidade de cada um. (…) Sabendo disso e para servir esse propósito, Avedon faz outra coisa que é rara no seu trabalho, que é utilizar adereços propositados. Assim sendo, a simplicidade de Ringo é representada a duas cores (além do preto e do branco, naturalmente), por um pombo branco pousado na mão do baterista, e um tom de laranja pastel, quase castanho, que lhe ilumina a face e o tronco despido, deixando um azul inofensivo como a sua expressão, nas sombras que o corpo encobre.

George Harrison é apresentado também em tronco nú, com a mão levantada e pinturas Indianas a cobrirem lhe a parte de cima do tronco e da mão, que remetem para o lado espiritual do pupilo de Ravi Shankar. A foto utiliza um filtro verde que cobre toda a imagem, e é colmatada com um laranja extremamente saturado que substitui os tons fortes da imagem.

Já Paul McCartney, é representado através de um azul extremamente claro, sem demasiada saturação, como se estivesse a tentar não incomodar ninguém, mas por outro lado, em perfeita harmonia com o lilás que cobre as sombras das fotos. Olha sereno para a câmara enquanto segura na mão o caule de uma planta com flor.

Por fim, John Lennon, naquela que é provavelmente a imagem mais emblemática tanto dele como de Avedon, figurando até na capa da sua compilação “Avedon: The Sixties”, está apresentado com quatro cores. O fundo em amarelo vivo define o tom com que a imagem vai contrastar. Assim, a sua pose altiva encontra-se com a parte iluminada da face, a roxo, e a parte escurecida pela sombra, colorada de vermelho. Por fim, os seus famosos óculos redondos, revelam umas curvas psicodélicas em vermelho e verde”.

Nesta fase de editor de moda, ando revendo muitos trabalhos de fotógrafos, pesquisando portifolios de fotóografos, fazendo uma relação com quem ainda quero trabalhar. Claro, que com Avedon não vai dar mais. Porém, pesquisá-lo e ver suas fotos é uma grande inspiração.

Foto de Roberto Lopez da série In the American West, 1985

Quer ver mais fotos de Richard Avedon? Vai até a Fraenkel Gallery.

Fischerspooner faz um show de performance

Foto do ensaio do Fischerspooner (Ulrike Biets)

A 28a. Bienal de São Paulo abriu sábado para convidados e para o público no domingo. O duo americado Fischerspooner se apresentou ontem e foi a segunda de uma série de performances programadas para o evento. No sábado o Crivo fez a primeira apresentação e no domingo aconteceu a primeira aula do coreógrafo Ivaldo Bertazzo.

O Fischerspooner é uma dupla americana já esteve antes no Brasil, no Skol Beats de 2004. Na época, achei que eles sofreram num lugar tão grande e não funcionou muito. Eles ainda tocaram no Helvetia Club e fizeram uma surpresa no clube D-Edge.

Warren Fischer e Casey Spooner trouxeram sua banda, bailarinas e vídeos para sua apresentação. “Já que o nosso projeto é sobre a dualidade e o conflito entre arte e entretenimento, a ilusão da excitação é uma parte necessária da equação. Freqüentemente, esta ilusão se transforma em excitação real e esse é, no fim das contas, um dos nossos objetivos. Nós lutamos para borrar as linhas entre arte e entretenimento e levantar questões sobre contexto e significado”, declarou Casey a Folha de São Paulo.

As diferenças entre o que seria um show tradicional de música eletrônica e uma performance artística são realmente muito sutis. A chave para entender a razão deles estarem na Bienal ocorre em certos momentos de distanciamento que Casey promove ao longo da apresentação. É como se a performance ocupasse um delay do show deles.

Foto do ensaio do Fischerspooner (Ulrike Biets)

No número de abertura, eles brincam com os códigos Kabuki, teatro tradicional japones. Nas duas televisões de plasma colocadas na parte lateral do palco passavam cenas de uma peça Kabuki e Casey e o baterista repetiam de forma debochada os mesmos movimentos.

Em vários momentos da performance, eles fazem isso, misturando cenas de ensaio das coreografias e o resultado sendo visto no palco, cenas de videoclips da música que estava tocando. O melhor é quando Casey interrompe o show para reclamar do som e pede para voltar o vídeo e a música. Quando a música entra, ele diz Não, coloca mais para frente, então ele sobrepõe a voz dele ao playback e continua o “show”. Em outra parte, ele declara: “Imagem é tudo”. O humor ainda é a melhor crítica.

Tudo é debochado e ao mesmo tempo cheio de efeitos de figurino, coreografias a la All That Jazz, muito bate-cabelo, luzes, com uma estética cheia de armadilhas beirando ao ktisch. Tem até um momento bem 25 de Março com um casaco feito com fios metálicos gigantesco. Foi de chorar de rir. Por outro lado, a música é super bem executada e põe o povo para dançar. Pelo menos os clubbers que se misturavam com neo-hippies, artistas, curiosos, numa mistura impensável para numa casa noturna, por exemplo. Vi uma menina de vestidão tie dye saindo no meio, tampando os ouvidos.

No fim, depois de um passeio pela Bienal e de uma manifestação polêmica de um grupo de 40 pichadores (eu ia escrever um post, mas eles nao merecem mais fama que conseguiram com o ato de vandalismo), o Fischerspooner comprovou que o que vai valer no evento vai ser a performance mesmo. O caráter chato e “arquivista” desta edição, ganha muito com a série de apresentações programadas até o seu final. É elas que vão preencher temporariamente o “vazio” que o curadores Ivo Mesquita e Ana Cohen propuseram.