SPFW celebra brasileirismos e vem de Carmen Miranda

Enquanto espero as resoluções para o editorial que fotografo amanhã, o blogue aqui vai que vai. Recebi agora o line up do SPFW Inverno 2009, que acontece entre 18 e 23 de janeiro. 40 desfiles nos aguardam!!! Este ano o tema vai ser Brasileirismos. Aproveitando o centenário de nascimento da Carmen Miranda, haverá uma exposição especial com peças do acervo do Museu Carmen Miranda.

carmem1

Bom, como deu preguiça de passar a limpo o line up, fiz um copy-paste e coloquei o line up direto aqui. Ah! Blogue pode!

SPFW

18 a 23/Janeiro – Inverno 2009

Domingo, 18

Fause Haten

11h30

Osklen

14h30

Mario Queiroz

17h00

Cori

19h00

Priscila Darolt

20h15

Colcci

21h30

Segunda, 19

Isabela Capeto

11h00

Ronaldo Fraga

15h00

Alexandre Herchcovitch

16h30

Vide Bula

17h30

Forum Tufi Duek

19h00

Do Estilista

20h30

Lino Villaventura

21h30

Terça, 20

Iódice

11h00

Carlota Joakina

13h00

Patricia Viera

15h30

Ellus

17h00

Fábia Bercsek

18h00

Huis Clos

19h00

Triton

20h00

Cavalera

21h30

Quarta, 21

Reinaldo Lourenço

12h00

Erika Ikezili

14h30

Oestúdio

16h00

2nd Floor

17h00

Wilson Ranieri

18h30

V.Rom

19h30

Animale

21h15

Quinta, 22

Maria Bonita

15h00

Simone Nunes

16h00

Uma por Raquel Davidowicz

17h00

Reserva

18h00

Samuel Cirnansck

19h00

André Lima

21h00

Sexta, 23

Gloria Coelho

14h00

Amapô

15h30

Jefferson Kulig

17h00

Maria Garcia

18h00

Alexandre Herchcovitch (masc)

19h00

Neon

20h30

Anúncios

Dicas de moda masculina no Verão

A Jennifer Perlman do site EP me ligou ontem para saber como o homem pode se virar com seu guarda-roupa no verão. Estou em super boa companhia com o Lula Rodrigues e o Sylvain Justum nas dicas.

ep

Eu sou do tipo que sofre muito no verão, ainda mais em São Paulo. Não é impossivel ser elegante sob um sol escaldante, mas é bem complicado. Nos ambientes de trabalho, então, nem se fala. Não vou entender porque os brasileiros ainda não se revoltaram com o modelo americano de terno e gravata. Mesmo com a lã fria, o algodão e o linho, sabemos que só resistem no ar-condicionado no máximo.

Ainda bem que posso ir de bermuda trabalhar. Afinal, quem trabalha com moda pode!

Vai lá para ver nossas dicas para ficar bem fresco (!!!) sob sol de 40 graus.

Kate+Sims+Bianco+McKenna=FORUM

Pois é, a Forum na sua campanha de inverno 2009 terá uma trinca de peso: Kate Moss, fotos de David Sims, styling de Joe McKenna e direção de arte de Giovanni Bianco. Tipo campanha internacional e vai ser fotografada em dezembro em NY. Será que ela vai dar pinta por aqui em janeiro. Hum, bem provável. Já tinham anunciado que seria a Daria Werbowy, mas parece que tudo mudou do dia para noite. Ela vai fazer a campanha de jeans e Daria Werbowy a Forum Tufi Duek, como avisou o Neto no comentário abaixo.

Kate Moss nem precisa falar. Ela teve sua carreira ameaçada depois que foi fotografada cheirando cocaína, perdeu algumas campanhas e deu a volta por cima, como todos sabemos. Agora, ela é capa da Vogue britânica, onde se lê o título Fantastic, que a Denise Dahdah já tinha comentado.

O inglês David Sims é um dos tops fotógrafos da atualidade. Já fez todas as publicações mais importantes do planeta: W magazine, The Face, Arena, i-D, L’Uomo Vogue, Arena Homme Plus, Vogue Homme International, British Vogue and Dazed & Confused. Assinou campanhas para Pepsi, Gap, Prada, Helmut Lang, Yohji Yamamoto, Levis, Louis Vuitton, Jil Sander, Hugo Boss, Rimmel, Givenchy, BCBG e Nike. Ele pertence ao casting de uma das agências mais importantes do planeta, a Art Partner, que conta com Mario Testino, Cedric Buchet e Ellen Von Unwerth, além de stylists como o próprio Joe McKenna.

david

Campanha da Balenciaga por David Sims

Joe McKeenna é um dos mais importantes stylist do planeta e já fez dupla com o Sims várias vezes, incluso no especial número 50 da V Magazine com Rachel Zimmerman. Ele já esteve no Brasil junto com Bruce Weber, em 1986, e o Lula Rodrigues acompanhou tudo.

raquel-zimmerman

A lista de clientes de Giovanni Bianco também é extensa: Madonna, DSquared, Missoni, Pepe Jeans, Energy, Melissa e a própria Forum. Ele perdeu o Premio Moda Brasil este ano para espanto do próprio Oskar Metsavaht, que citou-o no discurso de agradecimento.

Bom, parece que a injeção de dinheiro da AMC fez bem para a Forum. Esperamos agora, que o Tufi Duek esqueça as “referências” a Chanel e faça de novo uma coleção histórica como no passado que valha todo este investimento numa imagem.

Paulo Borges é o novo diretor do Rio Summer?

claro

Isabelli Fontana no desfile de Andrea Degreas (foto do blog da Carol Vasone)

A Raquel Marangoni no Fashion Prime noticiou que o Paulo Borges aceitou o convite do Nizan Guanaes para dirigir o Rio Summer. Coloquei o evento sem o nome do patrocinador porque vai que muda, não é mesmo? A notícia é boa, porque o Paulo mais do que ninguém sabe como fazer um evento de moda. O André do Val do site EP foi apurar e o porta-voz do evento disse que isso não é verdade. Agora só o tempo dirá…

Claro que não deixei de acompanhar a movimentação toda sobre o Claro Rio Summer. Acompanhei o evento por vários veículos, ou na verdade, pelos de sempre, né? Primeiro pelos blogs da Carol Vasone do UOL e About Fashion do Luigi Torres. Dava uma conferida no Chic, na Erika, na movimentação toda pela Vogue RG, com o incansável Jeff Ares e recebi todos os dias as fotos dos desfiles pelas “mãos” da Paula Daama da MKT MIX.

Então, acho que vale algumas considerações.

É o primeiro evento voltado ao mercado internacional de alto-verão por estas bandas. Eu penso que o foco deveria ser de beachwear, pois nós temos a melhor moda praia do mundo. Claro que quem exporta sabe que tem que fazer algumas modificações no shape, porque só as nossas mulheres conseguem usar os modelos bem pequenininhos.

A Carol Vasone entrevistou Marina Larroude do Style.com e ela explicou que beachwear lá fora é considerado um produto e não moda. Fiquei pensando e penso que o Brasil tem condições de mudar isso. Se pensarmos como os estilistas brasileiros conseguem fazer verdadeiras jóias com tanto pouco pano, um evento que concentrasse isso, seria muito bom.

O investimento foi bem alto, entre 7 e 10 milhões. Não foram poucas as críticas ao evento, já que este custo é superior ao SPFW e Fashion Rio. O valor em si não é questão. Parabéns se o Nizan Guanaes consegue levantar esta bufunfa toda, competência dele. Vale a pena considerar sim, se as marcas envolvidas de fato representam de fato o beachwear brasileiro e a resposta é não. O foco voltado para o segmento seria muito bem-vindo. Mas o que vimos foi uma mistura entre marcas brasileiras de renome internacional ao lado de marcas absolutamente inexpressivas que estavam lá por causa do parentesco e/ou amizade.

Foco é uma palavra-chave. O Brasil pertence a um grupo econômico denominado de BRIC (Brasil, Russia, India e China), países de economias emergentes e importantes no futuro cenário econômico. A moda brasileira tem seus altos e baixos vistos pela imprensa internacional. Se o evento fosse dirigido de fato para a moda praia, correríamos menos riscos de desfiles equivocados. Das 16 marcas que desfilaram no Claro Rio Summer, metade era de moda praia. Se vamos entrar no vale-tudo do tal lifestyle brasileiro, aí vale questionar sua concorrência com o SPFW e o Fashion Rio.

Há anos que o SPFW e o Fashion Rio banca a vinda de jornalistas estrangeiros para cá. Todos ficam impressionados com a “hospitalidade” brasileira. Então, se o evento conseguiu trazer algumas estrelas do jornalismo de moda internacional ponto para o Michael Roberts que foi pago para isso. Isabella Blow já fez isso no passado pelo SPFW. Não vejo problema nenhum.

O Alcino Leite fez uma ponderação sobre o calendário: “nesta época do ano, boa parte dos compradores internacionais já encerrou suas contas para o verão e ainda não iniciou as do alto verão”. Saber se colocar dentro do calendário internacional não é tarefa fácil. Estamos no hemisfério sul e os deslocamentos de compradores, editores e joranlistas do hemisfério norte é uma estratégia que tem que ser muito bem planejada para não morrer na praia.

De alguma forma o evento acabou sendo de fato “para inglês ver”. Todos os clichês do Brasil estavam lá. Na entrevista que a Carol fez com a Sarah, compradora da Colette, ela falou uma coisa que considerei importante: “É melhor fazer cliches do que copiar marcas americanas”.

Com a entrada de Paulo Borges o evento tende a se tornar mais profissional. Teve uma passagem muito engraçada e acabou sendo uma síntese. No desfile do Carlos Miele, Nizan Guanaes vendo que uma “celebridade” estava atrasada , não teve dúvida, foi lá e buscou a pessoa pela mão, quando o desfile já havia começado. Só que passou em frente ao pit dos fotógrafos e tomou uma grande vaia. É isso, ele é um publicitário e tem seus méritos, mas não sabe nada de moda.

A questão agora é: será mesmo um evento de moda de alto-verão de verdade ou mais um evento dentro do lotado calendário de moda internacional com coleções requentadas ou inexpressivas?