“Para que não me ames” é o grande vencedor do 16° MixBrasil

Este foi o maior festival de todos os tempos do MixBrasil. No final do domingón lá no MIS aconteceu a cerimonia de premiação. Dois fatos acabaram marcando a noite: o discurso ininteligível do Paulo César Pereio chamado ao palco para a menção honrosa do capixaba Homens e ele nem participou do filme e acabou confundindo o sobrenome da diretora Lucia Caus com caos e aí foi aquela coisa.

A prostituta suíça Claudette, que tem 70 anos ganhou o troféu Ida Feldman de Personalidade do Festival e fez um discurso emocionante: “Estou feliz que o Consulado Suíço tenha pago a minha viagem, pois eu avalio isso como muito importante para as minorias”.

Nessa 16° edição, Suzy Capó, André Fischer e João Federici levaram ao público 240 filmes, entre longas e curtas-metragens, filmes de ficção e documentários, que abordaram os mais diversos temas relacionados à diversidade sexual, dos mais variados gêneros (drama, terror, pornô, comédia e etc). Além da exibição de filmes, o evento contou com uma série de atividades paralelas e especiais.

Na Mostra Competitiva Brasil participaram 20 curtas-metragens. Esses filmes foram avaliados por um júri internacional composto por programadores de festivais no Uruguai, Espanha, Israel, Brasil e Alemanha.

A premiação do 16° Mix Brasil cresceu, e nesse ano, além do prêmio de melhor filme, o festival concede premiação às seguintes categorias Melhor direção, Melhor Interpretação, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição e Melhor Fotografia, todos recebem o Coelho de Prata. E pela primeira vez, a categoria de Melhor Filme ganha o Coelho de Ouro.

O vencedor de melhor filme do PRÊMIO DO JURI foi o curta Para Que Não Me Ames (Andradina Azevedo e Dida Andrade, 2008, São Paulo, 17′), que conta a história de Marisco, um homem que nunca disse “eu te amo”, conhece na prisão Vivita, um travesti que insiste em sonhar.

Já para o público foi o tailandês Um Amor de Siam de Chukiat Sakveerakul – Tailândia. Este filme foi uma febre na Tailandia ano passado. É um drama bem adolescente sobre a paixão entre dois jovens amigos de infância, sendo que um é líder de uma boy band, tipo N´Sync local. A canção-título tabém foi sucesso por aquelas bandas. O longa conquistou três prêmios da Associação Nacional de Cinema da Tailândia (filme, direção e atriz coadjuvante, para Laila Boonyasak), tendo sido indicado ainda em outras treze categorias.

O juri também premiou os seguintes filmes:
Mensão honrosa:Homens (Lucia Caus e Bertrand Lira, 2008, Espírito Santo, 22′)
Melhor Interpretação:Depois de Tudo(Rafael Saar, 2008, Rio de Janeiro, 12′)
Melhor Roteiro:As Fugitivas(Otavio Chamorro, 2007, Distrito Federal, 13′)
Melhor direção: Para Que Não Me Ames (Andradina Azevedo e Dida Andrade, 2008, São Paulo, 17′)
Melhor Fotografia:Os Sapatos de Aristeu (Luiz René Guerra, 2008, São Paulo, 17′)
Melhor Edição: Entre Cores & Navalhas (Catarina Accioly e Iberê Carvalho, 2007, Distrito Federal, 14′)

O público premiou como Melhor documentário Ela É Um Garoto Que Conheci, de Gwen Hawthorn – Canadá. Ao contrário do que pode parecer a primeira vista, este documentário autobiográfico de Gwen Hawthorn mostra sua mudança de sexo, é bem legal, nada piegas, mas ainda assim emocionante. Ele desembarcou no Brasil bem premiado: Toronto Inside Out Lesbian and Gay Film and Video Festival deste ano, levou o prêmio do público de melhor documentário e uma menção honrosa como melhor filme ou vídeo canadense; no Festival de Cinema Internacional de Vancouver, ficou com os prêmios “Filme Canadense mais Popular” e “Mulheres em Filme”; e conquistou ainda o prêmio Leo (dedicado ao cinema e à TV) de melhor roteiro para documentário, programa ou série.


Também caíram no gosto popular O Pátio da Minha Casa, de Pilas Guiterrez – Espanha como Melhor Curta Estrageiro e O Corpo Conforme de Letícia Marques como Melhor Curta Nacional:


Parabéns a todos que trabalharam este ano no Festival e muito obrigado para a Agência Cartaz que credenciou o Fora de Moda para o evento.

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1 Comentário

  1. O filme, para que não me ames é incrivel…..Parabens pela escolha
    nunca acreditei em premio de festival mais este foi merecido,
    o filme é o melhor curta de 2008.

    Carlos Ballys


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