Obama e a moda: nós podemos!

O que espera por Barack Obama não é nada fácil, mesmo com o apoio da maior parte do mundo. Bom, mas numa das maiores crises que o mundo já viveu, sua frase Sim, nós podemos vem se tornando um lema otimista que está extrapolando os EUA.

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Fazia tempo que os americanos não fabricavam um produto tão bom e tão pop. Não tomem esta afirmação como ofensa. Obama se torna mais e mais uma incrível vitrine de idéias, comportamento e como não podia deixar de ser, moda. Barack está na moda, todavia o mais importante ele está fazendo moda.

Já tivemos muitos presidentes elegantes em cada lugar do mundo. Porém não me recordo da onda tão forte de se prestar atenção na moda que um homem quanto o novo presidente norte-americano está conseguindo. Antigamente, este posto de ícone fashion era destinado somente às primeiras-damas, tendo seu estandarte mor, Jackie Kennedy.

Michele Obama hoje disputa look a look com a ex modelo e atual primeira dama francesa Carla Bruni, o posto de mais bem vestida. O que poderia ser até covardia há algum tempo atrás, hoje as coisas não são bem assim.

Se por um lado, Carla tem expertise e um time invejável de estilistas franceses prontos para vestí-la, Michele tem um estilo mais despojado, acessível, nada ostensivo, uma consciência do que lhe cai bem, além de manusear as cores de modo muito particular. Não seriam estes os atributos de uma personalidade fashion do novo século que se inicia?

Ela tem sido cortejada por incontáveis estilistas ávidos para vestirem-na no dia da posse e no Baile de Gala. Michele vem causando mais furor do que muito tapete vermelho por aí.

A grande novidade, é que outra dezena (sim, a moda masculina, é sempre mais discreta em relação a feminina) de estilistas estão querendo vestir o presidente.

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Ele realmente é uma coisa. Bonitão, sorridente, abandonou a gravata e o terno por várias ocasiões, sinalizando um estilo casual e nem por isso menos elegante. Alto, atlético, veste qualquer roupa muito bem. Sabe dançar, tem swingue, como provou no programa de entrevistas de Ellen Degeneres.

Este frisson todo acaba por ajudar (e muito!) a moda masculina, sempre relegada a um segundo plano. A WWD acabou de publicar os looks propostos por estilistas de moda masculina desde modernos como Thom Browne, de prestígio como Paul Smith, tradicionais como Brione e Zegna, americano como Tommy Hilfigher, trendy como Marc Jacobs (croqui abaixo), num total impressionante de 53 looks, entre propostas para o dia e noite.

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Quem conseguir vestir Obama, vai sinalizar para o resto do mundo qual é o novo homem do milênio. E a moda masculina também fará coro: Sim, nós podemos também!

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O network virtual funciona!

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Claro que redes sociais como o Orkut, Facebook e Twitter por aqui tem como premissa básica reencontrar os amigos perdidos em algum ponto da vida, fazer novas amizades em função de interesses próximos ou acontecem através de amigos de amigos, ou ainda lembrar dos aniversários que sempre esquecemos.

Não sei porque cargas d´água, talvez o desespero em função de acordos desfeitos, apelei duas vezes para as redes sociais na esperança de resolver com rapidez imprevistos de última hora.

A primeira foi com a necessidade de uso de uma piscina como cenário para um editorial de moda para o verão. Joguei a questão no Twitter e não é que em pouquíssimo tempo vieram várias indicações?

No mesmo dia, liguei para um amigo de uma amiga produtora virtual (sim, só nos conhecemos via internet) e ele se prontificou a emprestar sua bela piscina. Com as chuvas que não pararam em novembro, o editorial acabou não sendo feito, mas a lembrança de uma utilidade tão prática para o microdiário fez com que eu mudasse um pouco diante de uma coisa que eu não entendia completamente, confesso.

O Twitter tem um lado que acho estranho, tipo um big brother ou voyeurismo meio as avessas, sei lá. Muita gente posta suas pequenas frases de atos cotidianos, outros colocam links de coisas bem curiosas.

Eu nem acho minha vida tão interessante para ser seguido por tanta gente. Então, acabo colocando poucas mensagens, porque não soube que direção dar a esta ferramenta.

A segunda vez foi ontem. Apelei no Facebook para quem tinha um contato quente dentro de uma Escola de Samba para outro ensaio fotográfico. Meu querido Franz Ambrósio, dono do cult brechó, Minha Avó Tinha, que já me salvou tantas vezes no passado e com quem tive o prazer de várias aulas de história da moda, respondeu em menos de 10 minutos depois que coloquei a pergunta no meu perfil.

Levei menos de 30 minutos para fechar a história, já que o Franz além de conseguir o contato, telefonou e adiantou o assunto. Quando liguei, a vice-presidente de uma grande Escola de Samba já sabia de tudo e estava muito disposta a colaborar.

Eu sempre gostei da teoria do six degrees of separation. Acho sensacional a idéia que o que me separa de qualquer outra pessoa no mundo são no máximo outras 6 pessoas.

O que as redes sociais intermediadas pelo internet fazem é aproximar pessoas de uma forma mais rápida e eficiente. É claro que é preciso de um mínimo de dedicação, pois em qualquer relação, sem feedback ela não resiste.

Por falta de tempo, já que a profissão e seus compromissos,  a vida social real, e até este blog tomam mais tempo do que eu tenho. Fui desistindo então do fotolog, do orkut, mesmo o Twitter uso pouco. O Facebook tem tanta coisa e tanto gadgets virtuais que não dou conta mesmo.  

Mas confesso, que é como uma nova religião, daquelas que apelamos em momentos de desespero. Nestas horas, assim como uma oração com fé, vemos que funciona mesmo!