Retrospectiva FM: março 08

Em março conheci o Bruno Basso da Basso nd Brooks. Um encontro inesperado e rápido que continua virtualmente.

Nós temos esta coisa de bom humor nos desfiles. Mas quando vê as roupas nas araras nosso produto tem esta mistura de sexy e luxo. Trago isto do Brasil, a cor e o jeito como lidamos com o corpo. Os europeus não sabem lidar com cor tão bem como nós. O sexy acontece porque a brasileira é uma mulher linda e tem esse lado que é natural. Está na maneira de agir, de andar”.

Um grupo de amigos fashonistas começou a fazer encontros informais incríveis, chamado Champagne do Bem.

É tudo tão simples. Juntar pessoas que têm interesses em comum para conversar, encontrar pessoas que às vezes só conhecemos de vista e nunca ninguém nos apresentou. Claro, que a maioria das pessoas que foram nos dois últimos encontros, mexem com modas, como brincamos.

A Maria Prata levantou a lebre sobre posts pagos. A discussão continua.

E se um dia eu vender algum post, todo mundo vai saber. Acho difícil, porque o que as agências querem é uma espontaneidade nisso, que eu não vou conseguir fingir.

O que você acha? Venderia um post?

Outra assunto que rendeu muito pano para manga foi se as tendências morreram ou não…

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Spencer Tunick, Santa Maria da Feira (Portugal), 2003

Marie Rucki que sabe das coisas declarou: “A moda mudou muito. Não se pode mais falar em tendências, pois os períodos estão muito curtos e a moda em movimento constante”, dispara. “Se olharmos para trás veremos que a forma e a modelagem não mudam há 50 anos. O que muda é a forma de usar e a composição que os estilistas propõem”, analisou.

Encontrar com o Ronaldo Fraga é sempre um prazer. Ele tem um pensamento afiado sobre moda brasileira, é muito bom de conversa, e é sempre uma festa quando a gente se encontra!

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Passei a tarde na simpática loja do estilista mineiro, localizada na Vila Madalena, para dar um abraço, já que nossa vida fashion nos permite somente 2 grandes encontros por ano. Claro, que aproveitei para fazer uma rápida entrevista. Ou melhor, jogar uma prosa fiada.

Por ocasião do aniversário de 150 anos da Harper’ s Bazaar resolvi fazer um post em homenagem a Diana Vreeland.

Por ocasião do aniversário de 150 anos da Harper’s Bazaar, resolvi falar um pouco de Diana Vreeland, com certeza a mais importante editora de moda da história, simplesmente porque ela inventou esta profissão.

Reza a lenda, que Carmen Snow a viu dançando no Roof de NY com seu marido, o banqueiro Thomas Vreeland, com um vestido Chanel e teve a intuição que aquela mulher de sociedade, cheia de estilo, poderia ser uma ótima colaboradora para a Bazaar.

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Carmen Snow e Diana Vreeland discutindo layouts da HB (Walters Sanders/Time&Life)

Tem uma coluna aqui no FM  que é Gente que faz. Um dos primeiros entrevistados foi Marcelo Ferrari, figura lendária da noite paulistana.

Eu sempre leio Coisas de Marcelle. Tem uma estrutura de blog e matéria ao mesmo tempo. A última é sua aventura na 25 de Março. “Pode ser algo em que eu esteja pensando muito, ou algo que acabo de ver…tem que ser espontâneo senão fica tolo”, explica como Marcelo monta sua pauta. Mas independente sobre o que está escrevendo tem sempre um jogo inteligente dentro do texto, uma boa sacada. E termina com uma assinatura que faz a referência final, que é um resumo de tudo.

Nesta época eu estava começando a pensar o especial de moda para revista PLAYBOY. Fiz um post bem didático sobre como monto um editorial de moda.

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Para um dos editoriais descobri um livro incrível. Homens de Preto de John Harvey. Ele traça um percurso histótico do uso do preto na Espanha, durante o reinado de Felipe II (1556-1598), na época de Shakespeare e na obra de Charles Dickens, as casas sombrias na Inglaterra, as vestimentas masculinas e femininas e o uso do preto no mundo contemporâneo. Utilizada inicialmente no Ocidente como símbolo de luto, a roupa preta vem ganhando, ao longo do tempo, uma proximidade cada vez maior com o poder.

Ao mesmo tempo, saiu na L´Officiel uma matéria minha sobre o balanço de moda masculina para o inverno 2008

Os números aparentemente não são animadores, ainda mais que marcas importantes do setor não participam das semanas de moda, como Ricardo Almeida, VR e Sergio K. Some-se ao fato que o homem é um consumidor menos atento às tendências e novidades, tudo parece direcionar para um mercado estagnado, certo? Errado.

Entrevistar pessoas talentosas é uma coisa que adoro fazer. Camila Cutolo, estilista da Maria Garcia foi uma delas.

Sobre o processo de criação, perguntei se ela consultava algum birô de estilo e ela foi super transparente na resposta: “Aqui não tem WGSN. A Clo vai na Premiere Vision ver tecidos, pesquisar, assim como passamos por Londres e Paris e observar marcas que são referências na moda, que servem para entendermos como está a evolução da silhueta, do acabamento. Mas não fazemos cópias. Acho importante ver o que outros estão fazendo para que a gente consiga evoluir também”.

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Numa reportagem incrível o Estadão anunciava o começo do fim da I´M.

É uma bomba-relógio que não pára um minuto e amanhã devemos ter um pronunciamento oficial da I´M sobre uma série de fatos que envolvem os italianos Enzo Monzani e Conrado Will. O artigo assinado pela Patrícia Cançado e Ricardo Grinbaum enumera desde os 1,5 mil títulos protestados que a Zoomp teria, o falso anúncio da compra da Cúmplice, o prejuízo que a BenQ, fabricante de celulares, que estaria na ordem de R$ 300 milhões está dando para os dois sócios.

FM foi convidado novamente pela Patricia Lima, assessora de imprensa do SC Mostra Jeans para cobrir o evento. O “dono” do evento não gostou muito das minhas críticas…

O FORA DE MODA volta para Balneário Camboriú para o maior evento de jeanswear do país, o SC Mostra Moda Jeans, que foi criado em 2005 e acontece de 5 a 8 de março. A Cavalera preparou um desfile inédito de sua linha jeans e desfila no primeiro dia. Para encerrar o evento, a Colcci, que tem seus defensores ferrenhos por lá. Foi uma das perguntas que me fizeram quando estive no SCMC, porque os jornalistas de São Paulo não gostam da Colcci… Respondo sempre com a minha primeira crítica publicada na revistas Caras da Legendária: “Uma marca que cresceu 25% no mercado e tem Gisele Bündchen, você acha que ela está interessada em crítica de moda???”

Aproveitei o evento para fazer uma rápida pesquisa sobre a história do Jeans.

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Pintura de Pasquale Lecreux

O alemão teve a idéia de tingir esta lona com uma planta chamada Indigus, que dava uma coloração meio esverdeada e depois com a ação da luz, ela ficava azul. Surgiu o Indigo Blue, como ficou mundialmente conhecido. Como a lona era pesada, eles também lavavam o tecido a pedra para amaciá-lo, o processo chamado de stone washed.

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