Feliz Natal!

Sei que ninguém está lendo o blog hoje. Nem eu. Deixei esta mensagem escrita no dia 19 de dezembro. De qualquer forma, desejo daqui do Rio de Janeiro que o Papai Noel tenha sido bem generoso com você!

Eu confesso que não é a data que eu goste muito. Desde pequeno acho tudo meio chato. Há alguns anos passo o Natal no Rio com minha segunda família e isso virou uma tradição.

Rosa e Mariana me deixam mais confortável e menos ranzinza neste período. Talvez esta seja a solução. Encontrar gente que você goste muito para passar esta data.

amadora

Retrospectiva FM: junho 08

Mais portifolio: uma matéria que fiz com o querido João Pimenta para L´Officiel.


Foto: Stefan Susemihl

Nascido na mesma Minas Gerais de Francisco Costa e Ronaldo Fraga, João Pimenta desfila há três anos na Casa de Criadores e participou da Semana Internacional de Moda de Madri e na Texworld de Paris. Seu desejo é ampliar os limites do guarda-roupa masculino.

Nada melhor que um balanço depois de tantos desfiles de verão.

A Carolina Vasone resumiu numa frase o que aconteceu nos lançamentos de Verão 09: não vimos moda, só roupa, sobre a falta de novidades na temporada que tinha tudo para ser incrível. Afinal, temos conhecimento de causa de verão, temos uma das melhores relações com o corpo do mundo e no final das contas, quase morremos na praia… Se não fossem algumas bravas marcas.


A melhor coleção do Verão: Maria Bonita

Neste mês comecei a escrever regularmente matérias para o Portal Senai de Design, que tem como editora, a mais que querida Patrícia Pontalti.

Com o comando da Patrícia Pontalti do site As Patrícias, entrou no ar o portal de design do Senai. Com uma linguagem acessível, fotos e ilustrações, vai funcionar como uma referência sobre as tendências mundiais, com artigos, publicações e notícias da área.

Retrospectiva FM: maio 08

Como já havia dito outras vezes, blog não dá dinheiro, mas vez ou outra, ele rende frutos. Editei o Bblog, blog da Brastemp para Casa de Criadores.

São 7 horas da manhã e só agora consegui colocar colocar no ar todos os desfiles com as críticas. Passei a madrugada revisando todos os textos que subiram no primeiro dia de cobertura da Casa de Criadores. Depois, tinham as fotos do Fabio Motta e finalmente os comentários.

Um trabalho que eu adorei fazer foi um editorial com a Fernanda Motta para Revista de Domingo da Folha de São Paulo, só com roupas da rua Augusta.

Para dar esta idéia de passagem entre o público (roupas de programa) e o privado (fantasia) pedi para o Houssein Jarouche a MiCasa emprestada, por causa do rasgo de vidro do Volume B.

Assim, como um trabaho puxa outro. O Gilberto Dimenstein me pediu um texto amoroso sobre a Rua Augusta, já que eu tinha feito a edição acima para a Folha de São Paulo.

Ontem, meio assim de última hora me ligaram do Jornalismo Comunitário, projeto do Gilberto Dimenstein para escrever sobre a Rua Augusta.

Mesmo com o pouquíssimo tempo, aceitei o desafio e escrevi: Rua Augusta é meu antídoto contra a monotonia.

Na Semana da Parada Gay, o Guia do Estadão me convidou para fazer uma avaliação divertida sobre os clubes gays de Sampa.

Nesta semana que acontece a Parada Gay, o que a gente ganha é visibilidade. Os guias do Estadão (que eu colaborei) e da Folha dão capa para as opções gays da cidade.

Nesta época comecei um projeto de exposição para MiCasa e recuperei um texto sobre arte contemporânea.

A questão, levantada pelo filósofo e crí­tico alemão no texto célebre “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”, publicado nos anos 30. No Brasil, que carece de uma historiografia no campo das artes plásticas e visuais que faça frente as teorias de arte americanas e européias, já que temos em 1946 Geraldo de Barros iniciando suas pesquisas na área de fotografia e isso não é levado em conta na teoria da fotografia moderna.

Geraldo de Barros, sem título, 1949

Em maio saiu na L´Officiel uma matéria minha sobre e SCMC e SC Mostra Jeans, inspirada num post daqui do FM.

Na matéria falo do quadro geral do Pólo, dos dois eventos e em especial da AMC Têxtil e seu sucesso como modelo empresarial em termos de mercado. A coincidência é que estou voltando para lá, exatamente para dar uma palestra no SCMC.

Fiz um post que refletia muito sobre o futuro da moda e as tendências.

Depois de tantas tendências, microtendencias, , sinto que a moda vai se dirigir neste sentido: menos e melhores opções. Prepare-se para um período mais parecido com aqueles tempos em que haviam grandes temas e várias interpretações sobre isso.

Para fechar com chave de ouro, finalmente saiu nas bancas minha primeira colaboração para PLAYBOY, 27 páginas!!! Com esta estréia me tornei Editor de Estilo da revista.

Claro que fiquei bem feliz. Primeiro com o texto do Diretor de Redação, Edson Aran: Arquiteto por formação, Ricardo entrou no mundo da moda e artes plásticas há mais de dez anos. Seu nome é reconhecido (e, mais importante, respeitado no meio. Por isso o chamamos para assinar nosso superespecial de estilo. E ele fez como esperávamos: com muita elegância. Fiquei vermelho, juro.


Retrospectiva FM: abril 08

Em abril eu estava bem ansioso com a publicação da minha primeira colaboração para PLAYBOY. Resolvi contar um pouco sobre o conceito de cada editorial.

O conceito de todos os editoriais é “Um homem elegante, é um homem bem informado”. Existe agora um termo chamado menergy que é uma contraposição ao metrossexual, menos afetado, mais natural, mais real. Todos os editoriais têm isto como fio condutor.

Uma pessoa que admiro muito é Karlla Girotto. Fiz um post comentando as relações que ela estabelece entre arte e moda.

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A performance “Invisível”, consiste numa mulher que dorme com a roupa durante uma noite na Galeria Vermelho. Seu sono é velado por um homem que usa uma roupa em que se assemelha a um animal. Embaixo uma mulher representa o tempo. Eles permaneceram lá durante a noite, sem que ninguém pudesse presenciar a ação. Era o inverso da superexposição que ela sofreu nos desfiles cariocas.

O mês foi muito corrido. Então republiquei um texto da época do BlogView que fala sobre como sobreviver de moda no Brasil é muito difícil e como muita gente ainda acha que é assunto menor:

Fui tentando me acalmar e me lembrei do desfile do Adriano Costa, (uma das minhas performances como modelo, UIUIUI), que duas frases sintetizaram a coleção: A moda não vai salvar o mundo e A arte não vai salvar o mundo. Sim, a mais pura verdade. Depois, me lembrei de uma conversa no Fashion Rio com uma editora de moda de uma revista que não é de moda, e ela contou que a diretora de redação sempre ligava dizendo: “Ai, já que você está aí SÓ vendo desfiles, será que não daria para…” e o quanto ela ficava incomodada com a palavrinha SÓ. Sim, nas redações de jornais e revistas, a maioria acha que estamos lá nos divertindo e que moda é assunto menor.

Ao mesmo tempo que o FM estava completando um ano de vida, fomos todos tomados de assalto com a morte do Ailton Pimentel. Uma tristeza geral na moda brasileira.

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Quanto tempo eu conhecia? Já perdi as contas. Assim como ele, trabalhamos com um monte de gente. Ele já tinha passado pela Regina Guerreiro, Lilian Pacce, Vogue, depois foi editor da FMag e ultimamente colaborava no UOL. Nas salas de desfile, estava sempre com seu grande amigo, Paulo Martinez.


Chill out com Madonna

Na sexta fui para o D-Edge Concept na The Week. Me diverti tanto com os amigos, e acabou sendo tão boa, que muita gente acabou indo para o clube depois para um after surpresa. Saí de lá depois das 10h da manhã bem acabado.

Acordar no sábado foi um sacrifício sem fim. Um dia antes recebi a camiseta do camarote da Nokia, nem acreditei que Nossa Senhora do Mailing tinha atendido as minhas preces. Meu querido Leandro Matulja, da Agência Cartaz, conseguiu um par de convites.

Levantei da cama uma hora antes de pegar uma das vans que sairia da Daslu com os convidados do camarote. Tudo muito organizado, as vans não demoraram nada para sair e os motoristas sabiam um caminho alternativo para chegar ao Morumbi sem muito trânsito.

As vans paravam num estacionamento ao lado da entrada do estádio para as cadeiras numeradas. Um batalhão de pessoas do staff encaminhavam a gente até a porta do camarote. Para quem estava com mega ressaca, nada melhor do que pessoas dizendo o que a gente tem que fazer.

O camarote ficava nas cadeiras numeradas e era coberto. Ou seja, nem a chuva que caiu antes do show atrapalhou a vida. A infra-estrutura impressionou. Eles retiraram as cadeiras e colocaram megas almofadas para a gente se jogar com conforto. Tinha ainda 2 bares, um buffet de comidinhas, DJ, banheiro do lado e acesso a pista. Luxo.com.br

Encontrei meus companheiros de pista da noitada anterior: Claudio Magalhães, Erika Brandão, Serginho Sete e Thiago Ney, todos ainda de ressacón.

Para combater a ressaca nada melhor do mais bebida, né? Paul Oakenfold com aquela música de rave não fez nem cócegas na gente. Depois teve uma hora de espera para Madonna começar seu show. A gente ficava brincando, dizendo que nada melhor do que um chill out com Madonna.

Fui dar uma volta na pista e foi quando o show estava para começar. Sim, é de perder a respiração quano o cubo mágico começa a projetar imagens e se abre inteiro e ela surge no trono.

Tudo era como eu tinha lido e visto, mas mais forte vendo todo mundo ali no Morumbi. é um espetáculo grandioso, pop, tudo muito sincronizado, impressionante.

O momento mais bonito do show é quando o telão desce em forma de cilindro e um monte de formas de água fcam girando em volta da superstar cantando Devil Wouldn´t Recognize You. Não é dançante, é lírico e poético e aquelas projeções em volta dela emocionam de verdade.

Tem o momento gipsy meio chatinho no meio, mas nada demais. Ela está em grande forma mesmo, tira sarro de si mesma com as bailarinas vestidas de Madonnas de diferentes fases. Tem momento políticos, campanha de consumo consciente, muitos Ilove Brazil, I love São Paulo, e ela lá poderosa, carimática, levando toda a platéia nas mãos.

Eu sou fã de Madonna e ela não decepciona. Clichê, sim, mas ela é mesmo a rainha do pop. Agora é esperar passar a segunda ressaca. Afe.

Retrospectiva FM: março 08

Em março conheci o Bruno Basso da Basso nd Brooks. Um encontro inesperado e rápido que continua virtualmente.

Nós temos esta coisa de bom humor nos desfiles. Mas quando vê as roupas nas araras nosso produto tem esta mistura de sexy e luxo. Trago isto do Brasil, a cor e o jeito como lidamos com o corpo. Os europeus não sabem lidar com cor tão bem como nós. O sexy acontece porque a brasileira é uma mulher linda e tem esse lado que é natural. Está na maneira de agir, de andar”.

Um grupo de amigos fashonistas começou a fazer encontros informais incríveis, chamado Champagne do Bem.

É tudo tão simples. Juntar pessoas que têm interesses em comum para conversar, encontrar pessoas que às vezes só conhecemos de vista e nunca ninguém nos apresentou. Claro, que a maioria das pessoas que foram nos dois últimos encontros, mexem com modas, como brincamos.

A Maria Prata levantou a lebre sobre posts pagos. A discussão continua.

E se um dia eu vender algum post, todo mundo vai saber. Acho difícil, porque o que as agências querem é uma espontaneidade nisso, que eu não vou conseguir fingir.

O que você acha? Venderia um post?

Outra assunto que rendeu muito pano para manga foi se as tendências morreram ou não…

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Spencer Tunick, Santa Maria da Feira (Portugal), 2003

Marie Rucki que sabe das coisas declarou: “A moda mudou muito. Não se pode mais falar em tendências, pois os períodos estão muito curtos e a moda em movimento constante”, dispara. “Se olharmos para trás veremos que a forma e a modelagem não mudam há 50 anos. O que muda é a forma de usar e a composição que os estilistas propõem”, analisou.

Encontrar com o Ronaldo Fraga é sempre um prazer. Ele tem um pensamento afiado sobre moda brasileira, é muito bom de conversa, e é sempre uma festa quando a gente se encontra!

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Passei a tarde na simpática loja do estilista mineiro, localizada na Vila Madalena, para dar um abraço, já que nossa vida fashion nos permite somente 2 grandes encontros por ano. Claro, que aproveitei para fazer uma rápida entrevista. Ou melhor, jogar uma prosa fiada.

Por ocasião do aniversário de 150 anos da Harper’ s Bazaar resolvi fazer um post em homenagem a Diana Vreeland.

Por ocasião do aniversário de 150 anos da Harper’s Bazaar, resolvi falar um pouco de Diana Vreeland, com certeza a mais importante editora de moda da história, simplesmente porque ela inventou esta profissão.

Reza a lenda, que Carmen Snow a viu dançando no Roof de NY com seu marido, o banqueiro Thomas Vreeland, com um vestido Chanel e teve a intuição que aquela mulher de sociedade, cheia de estilo, poderia ser uma ótima colaboradora para a Bazaar.

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Carmen Snow e Diana Vreeland discutindo layouts da HB (Walters Sanders/Time&Life)

Tem uma coluna aqui no FM  que é Gente que faz. Um dos primeiros entrevistados foi Marcelo Ferrari, figura lendária da noite paulistana.

Eu sempre leio Coisas de Marcelle. Tem uma estrutura de blog e matéria ao mesmo tempo. A última é sua aventura na 25 de Março. “Pode ser algo em que eu esteja pensando muito, ou algo que acabo de ver…tem que ser espontâneo senão fica tolo”, explica como Marcelo monta sua pauta. Mas independente sobre o que está escrevendo tem sempre um jogo inteligente dentro do texto, uma boa sacada. E termina com uma assinatura que faz a referência final, que é um resumo de tudo.

Nesta época eu estava começando a pensar o especial de moda para revista PLAYBOY. Fiz um post bem didático sobre como monto um editorial de moda.

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Para um dos editoriais descobri um livro incrível. Homens de Preto de John Harvey. Ele traça um percurso histótico do uso do preto na Espanha, durante o reinado de Felipe II (1556-1598), na época de Shakespeare e na obra de Charles Dickens, as casas sombrias na Inglaterra, as vestimentas masculinas e femininas e o uso do preto no mundo contemporâneo. Utilizada inicialmente no Ocidente como símbolo de luto, a roupa preta vem ganhando, ao longo do tempo, uma proximidade cada vez maior com o poder.

Ao mesmo tempo, saiu na L´Officiel uma matéria minha sobre o balanço de moda masculina para o inverno 2008

Os números aparentemente não são animadores, ainda mais que marcas importantes do setor não participam das semanas de moda, como Ricardo Almeida, VR e Sergio K. Some-se ao fato que o homem é um consumidor menos atento às tendências e novidades, tudo parece direcionar para um mercado estagnado, certo? Errado.

Entrevistar pessoas talentosas é uma coisa que adoro fazer. Camila Cutolo, estilista da Maria Garcia foi uma delas.

Sobre o processo de criação, perguntei se ela consultava algum birô de estilo e ela foi super transparente na resposta: “Aqui não tem WGSN. A Clo vai na Premiere Vision ver tecidos, pesquisar, assim como passamos por Londres e Paris e observar marcas que são referências na moda, que servem para entendermos como está a evolução da silhueta, do acabamento. Mas não fazemos cópias. Acho importante ver o que outros estão fazendo para que a gente consiga evoluir também”.

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Numa reportagem incrível o Estadão anunciava o começo do fim da I´M.

É uma bomba-relógio que não pára um minuto e amanhã devemos ter um pronunciamento oficial da I´M sobre uma série de fatos que envolvem os italianos Enzo Monzani e Conrado Will. O artigo assinado pela Patrícia Cançado e Ricardo Grinbaum enumera desde os 1,5 mil títulos protestados que a Zoomp teria, o falso anúncio da compra da Cúmplice, o prejuízo que a BenQ, fabricante de celulares, que estaria na ordem de R$ 300 milhões está dando para os dois sócios.

FM foi convidado novamente pela Patricia Lima, assessora de imprensa do SC Mostra Jeans para cobrir o evento. O “dono” do evento não gostou muito das minhas críticas…

O FORA DE MODA volta para Balneário Camboriú para o maior evento de jeanswear do país, o SC Mostra Moda Jeans, que foi criado em 2005 e acontece de 5 a 8 de março. A Cavalera preparou um desfile inédito de sua linha jeans e desfila no primeiro dia. Para encerrar o evento, a Colcci, que tem seus defensores ferrenhos por lá. Foi uma das perguntas que me fizeram quando estive no SCMC, porque os jornalistas de São Paulo não gostam da Colcci… Respondo sempre com a minha primeira crítica publicada na revistas Caras da Legendária: “Uma marca que cresceu 25% no mercado e tem Gisele Bündchen, você acha que ela está interessada em crítica de moda???”

Aproveitei o evento para fazer uma rápida pesquisa sobre a história do Jeans.

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Pintura de Pasquale Lecreux

O alemão teve a idéia de tingir esta lona com uma planta chamada Indigus, que dava uma coloração meio esverdeada e depois com a ação da luz, ela ficava azul. Surgiu o Indigo Blue, como ficou mundialmente conhecido. Como a lona era pesada, eles também lavavam o tecido a pedra para amaciá-lo, o processo chamado de stone washed.

Restrospectiva FM: fevereiro 08

Fevereiro começou bem para os blogueiros. Denise Dahdah, editora de moda da QUEM, convidou uma série de blogueiros para comentar as estrelas do Red Carpet na entrega do Oscar.

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Os blogs de moda estão na moda. Desta vez, a Denise Dahdah, minha querida amiga e editora de moda da Revista Quem, teve a idéia de convidar blogueiros para comentar os looks do red carpet. Cada um ficou com uma estrela e além do look deste ano, tínhamos que fazer uma pequena restrospectiva dos últimos anos. Dá para ver na banca a partir de hoje!

No mes do carnaval foi a primeira vez que viajei para cobrir um evento pelo blog. Fui conhecer o Santa Catarina Mostra Moda a convite da Patrícia Lima, assessora de imprensa do evento.

Foi interessante notar como este projeto atinge de fato a cultura dentro das empresas. Jaison Bogo que tem a Maré Cheia, uma private label que desenvolve produtos para várias marcas brasileiras fez um dos relatos mais apaixonados de todos. Contou como que este projeto acabou modificando até a atitude dos seus funcionários: “Eles estão mais fashion, mudamos o uniforme deles, e muitos agora buscam novos horizontes dentro da empresa, por causa deste evento

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Por causa da viagem, comecei a pesquisar sobre os pólos de moda no Brasil, que rendeu um artigo, A nova Geografia da Moda Brasileira:

Segundo dados da ABIT, com um faturamento estimado em 2007 de US$ 34,6 bilhões, a indústria têxtil e de confecções deve registrar um crescimento de 4,85% em relação a 2006. Deste total, as exportações correspondem a US$ 2,4 bilhões. O setor é o segundo maior empregador da indústria de transformação, totalizando 1,65 milhão de empregados. São cerca de 30 mil empresas, que colocam o Brasil como o sexto maior produtor têxtil do mundo, representando 3,5% do PIB total brasileiro. Os investimentos em máquinas, equipamentos, tecnologia, design e pesquisa têm gravitado em torno de US$ 1 bilhão/ano.

Muito se falou naquela época sobre a arquitetura das roupas. Saquei um texto sobre as relações entre Arquitetura, Estrutura e Moda que tinha feito para revista AU.

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Começava com a seguinte afirmação: “A roupa pode ser vista, em primeira instância, como o abrigo imediato, mais próximo da pele humana do que qualquer outro elemento que arquitetura possa conceber. Uma espécie de arquitetura primeira, abrigo que se descola da pele do homem e se projeta ampliando sua ocupação“.

Claro que eu não poderia deixar de falar sobre Moda e Carnaval:

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Victoria Secret? Tem Angel´s melhores, mais ricas do que Rainha da Bateria? Tatiana Pagung da Mocidade Independente de Padre Miguel (Jorge Araujo/Folha Imagem)

Neste mes reencontrei com uma grande amiga que havia se tornado uma sapateira de luxo: Raouda Assaf.

Depois do Egito, ela ainda foi parar em Melbourne e começou seu namoro com o design de sapatos. Mudou-se para Londres, cursou moda na Universidade de Londres e se estabeleceu por lá. Suas criações podem ser encontradas nos Estados Unidos, Europa, e no mercado luxuoso de Dubai

Para coroar um mês muito bom, foi publicada uma matéria minha na L´Officiel que tinha feito durante o Fashion Rio:

No Rio, fui em vários backstages para falar com os estilistas, o que é uma pauta que adoro fazer, apesar de ser um momento complicado para eles. No meio da matéria pensei que a escolha deles deveria ser aquilo que de fato se encaixaria nas peças chaves do Inverno, o que rendeu conversas ótimas.