Chill out com Madonna

Na sexta fui para o D-Edge Concept na The Week. Me diverti tanto com os amigos, e acabou sendo tão boa, que muita gente acabou indo para o clube depois para um after surpresa. Saí de lá depois das 10h da manhã bem acabado.

Acordar no sábado foi um sacrifício sem fim. Um dia antes recebi a camiseta do camarote da Nokia, nem acreditei que Nossa Senhora do Mailing tinha atendido as minhas preces. Meu querido Leandro Matulja, da Agência Cartaz, conseguiu um par de convites.

Levantei da cama uma hora antes de pegar uma das vans que sairia da Daslu com os convidados do camarote. Tudo muito organizado, as vans não demoraram nada para sair e os motoristas sabiam um caminho alternativo para chegar ao Morumbi sem muito trânsito.

As vans paravam num estacionamento ao lado da entrada do estádio para as cadeiras numeradas. Um batalhão de pessoas do staff encaminhavam a gente até a porta do camarote. Para quem estava com mega ressaca, nada melhor do que pessoas dizendo o que a gente tem que fazer.

O camarote ficava nas cadeiras numeradas e era coberto. Ou seja, nem a chuva que caiu antes do show atrapalhou a vida. A infra-estrutura impressionou. Eles retiraram as cadeiras e colocaram megas almofadas para a gente se jogar com conforto. Tinha ainda 2 bares, um buffet de comidinhas, DJ, banheiro do lado e acesso a pista. Luxo.com.br

Encontrei meus companheiros de pista da noitada anterior: Claudio Magalhães, Erika Brandão, Serginho Sete e Thiago Ney, todos ainda de ressacón.

Para combater a ressaca nada melhor do mais bebida, né? Paul Oakenfold com aquela música de rave não fez nem cócegas na gente. Depois teve uma hora de espera para Madonna começar seu show. A gente ficava brincando, dizendo que nada melhor do que um chill out com Madonna.

Fui dar uma volta na pista e foi quando o show estava para começar. Sim, é de perder a respiração quano o cubo mágico começa a projetar imagens e se abre inteiro e ela surge no trono.

Tudo era como eu tinha lido e visto, mas mais forte vendo todo mundo ali no Morumbi. é um espetáculo grandioso, pop, tudo muito sincronizado, impressionante.

O momento mais bonito do show é quando o telão desce em forma de cilindro e um monte de formas de água fcam girando em volta da superstar cantando Devil Wouldn´t Recognize You. Não é dançante, é lírico e poético e aquelas projeções em volta dela emocionam de verdade.

Tem o momento gipsy meio chatinho no meio, mas nada demais. Ela está em grande forma mesmo, tira sarro de si mesma com as bailarinas vestidas de Madonnas de diferentes fases. Tem momento políticos, campanha de consumo consciente, muitos Ilove Brazil, I love São Paulo, e ela lá poderosa, carimática, levando toda a platéia nas mãos.

Eu sou fã de Madonna e ela não decepciona. Clichê, sim, mas ela é mesmo a rainha do pop. Agora é esperar passar a segunda ressaca. Afe.

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Escolha dos estilistas para L´Officiel

Peças chaves do Inverno 2008

Nas semanas de moda do Rio e São Paulo fiz a cobertura para a L´Officiel. Adorei trabalhar com a Silvana Holzmeister, que além de ser a editora da revista, é uma das pessoas mais agradáveis de conversar, trocar idéias e uma chefe no-stress. Fiquei encarregado de alimentar o blog com comentários dos desfiles, notas e com duas pautas. A primeira chegou nas bancas agora: a escolha dos estilistas que desfilaram no Fashion Rio. A próxima é um balanço de moda masculina na edição de março.

No Rio, fui em vários backstages para falar com os estilistas, o que é uma pauta que adoro fazer, apesar de ser um momento complicado para eles. No meio da matéria pensei que a escolha deles deveria ser aquilo que de fato se encaixaria nas peças chaves do Inverno, o que rendeu conversas ótimas.

O resultado da enquete foi esse:

Escolha dos Estilistas

Durante as semanas de moda, a L´Officiel perguntou aos estilistas quais os hits que deveriam estar no guarda-roupa da mulher brasileira. O resultado é uma síntese das tendências para o Inverno 2008.

Veja as escolhas mais quentes saídas diretamente dos backstages do Fashion Rio:

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CASACO

Para nosso inverno ameno, um casaco é ítem fudamental. Vale a pena investir porque com uma única peça você atualiza seu guarda-roupa. Mara MacDowell escolhe os tecidos alcochoados como hit do inverno, como este dodune branco, com estampa descrevendo os sonhos e fantasias da coleção da Mara Mac.

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TRICÔ

Num mundo high-tech um toque de artesanato faz bem para o corpo e alma, lembrando um pouco o aconchego das nossas memórias familiares. A mineira Liliana Queiroz da Coven, que só utiliza o tricô como matéria-prima das suas coleções, elege um modelo monocromático feito de diferentes texturas, com tranças e volumes diferenciados.

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BÁSICO DE LUXO

Todo mundo precisa de um bom básico. “É uma roupa que a mulher pode estar elegante em qualquer lugar do mundo”, explica Clara Vasconcellos sobre o blazer de lã em tom de pele e a camiseta branca que ela escolheu da coleção da Tessuti. O contraste da alfaiataria com a simplicidade da camiseta faz parte do estilo Hi&Lo que está em alta no mundo da moda.

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JEANS

Entra ano, sai ano e o jeans nunca sai de moda. É uma peça curinga que todo mundo tem. A pesquisa em novas lavagens e modelagens consomem milhões por ano. Um dos melhores jeans do mundo é fabricado aqui no Brasil e exportado para as marcas mais estreladas do planeta. Os estilistas Luis Cláudio e Martielo Toledo, da DTA, ao lado do stylist Daniel Ueda, escolheram o conjunto de casaco e calça com camisa-jabour, meio anos 70 e mistura de alfaiataria e esporte.

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TECIDOS TECNOLÓCICOS

Os tecidos tecnológicos estão em alta na moda, como o da jaqueta metalizada da Colcci, aposta de Jéssica Lengyel para o a próxima estação. A peça é ideal para nosso inverno mais ameno e é muito prática. Leve, pode ser carregada em qualquer bolsa, permite inúmeras combinações tanto com peças casuais por causa do seu corte esportivo, quanto com looks mais sofisticados, pelo efeito brilhante que o tecido tem.

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ALFAIATARIA

O masculino trouxe para o universo feminino um quê de elegância e objetividade. Nada de firulas desnecessárias. O corte e caimento são o foco. “As pregas e as formas mais fluídas, dão o toque feminino final”, comenta Graça Ottoni sobre o conjunto em risca-de-giz da sua marca.

P.S.: Aqui as fotos são do Charles Naseh (Chic) na matéria as fotos são todas de backstage tiradas na formação da fila de entrada das modelos.

FASHION RIO :: moda da vida (quase) real

No último dia, com aquele calor senegalesco, os looks leves deram o tom. Eu e o Alcino escolhemos a mesma cartela de cores: camisa azul e calça branca, no meu caso bermuda. Tudo na esperança que o iate de Lenny nos resgatasse na mesmice das coleções apresentadas no Fashion Rio.

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FASHION RIO: Ivan Aguilar é o destaque do último dia

A coisa se complicou um pouco no último dia do Fashion Rio, porque além de tudo eu tinha que trabalhar na FASE, e receber os fashionistas de plantão. Então só deu para subir agora as matérias do último dia, ok?

Este é o texto que escrevi para L´Officiel, e seria o mesmo que escreveria aqui:

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O estilista capixaba Ivan Ribeiro, a única marca de moda exclusivamente masculina do Fashion Rio, fez uma estréia com uma coleção afinadíssima e informação de moda na medida exata. O homem de uma maneira geral é mais conservador na hora de escolher uma roupa para comprar. Não está tão interessado na última tendência da moda quanto as mulheres. Mesmo vaidoso, ele busca antes de tudo qualidade e conforto.

Estes dois adjetivos Ivan Aguilar tem de sobra e mostrou que ele é uma excelente opção para o segmento. Seus ternos apresentam corte e caimento impecáveis, com uma silhueta fit, que é a última tendência na área. Durante muito tempo, Heidi Slimane, ex-estilista da Dior Homme, foi muito copiado no mundo todo com a versão de um terno muito justo. Agora, o shape é próximo do corpo, mas sem apertos, mas levemente acinturados.

A coleção tem um ar retrô misturado com referências street wear. Uma padronagens clássica como o pied-de-poule ganha uma versão contemporânea, num desenho ligeiramente maior do que o normal e aparece em casacos mais informais até em camiseta, que pode ser um bom substituto para o colete, para um público mais jovem.

Os costumes tem um levíssimo toque militar em martingales e bolsos, que se mostram melhores na versão de 2 botões, porque os de 3 botões estão com dias contados. Os casacos com zíperes esportivos e o trench na versão curta são a prova que a moda masculina pode evoluir, desde que se mantenha o equilíbrio entre o tradicional e a novidade.

Ao flertar com o street Ivan acerta na mosca neste difícil balanço. Os ternos usados com bermudas, que estão sendo insistentemente mostrados em várias coleções masculinas da Europa, ainda devem aguardar mais um pouco, apesar de serem ideais para nosso clima, concordam?

FASHION RIO :: Pedidos de desculpas pelo tom exagerado

Bom, um mea culpa cai sempre bem. Por causa do post sobre ser barrado no camarim da Maria Bonita Extra, recebi um comentário, um pouco mal criado de Maria Pretes, que não sei se é nome real ou uma anônima, porque seu email é falso. De qualquer modo, seu comentário e mais o de Carol Vasone, me fez pensar com mais calma, e não de cabeça quente, como fiz na hora.

O comentário desta Maria é o seguinte:

“assessor de imprensa estrela, estilista estrela, analista de marketing estrela”… faltou falar do jornalista (qual faculdade?) de moda estrela. Concordo que muitos assessores erram. Mas cada um tem seus interesses… o veículo X pode ser mais interessante que o veículo y na primeira fila.

Este post é típico de pseudo-profissional afetado. Quem está na fila atrás pode ver tão bem quanto na primeira… ou os jornalistas de moda são míopes?

Lógico que existem outras marcar para se dar destaque, mas deixar de lado uma porque foi barrado só prova que realmente não há ética entre os que se auto-dominam profissionais. Puro ego…”

Tirando as ofensas desnecessárias, o post está coberto de razão. É claro, que na matéria sobre o desfile da Maria Bonita Extra para L´Officiel fiz do modo mais imparcial possível, com os pontos positivos e negativos que o desfile apresentou.

É claro, que meu tom “coronelzinho da moda”, termo usado pela Carol foi excessivo. Fiquei muito P da vida por não conseguir realizar a matéria para a revista impressa. Sou muito caxias, então, quando não consigo cumprir uma pauta, fico mal vários dias.

Como bom sagitariano, muito vezes pago pela língua e pela cólera. Mas depois, do estrago feito, o que resta é pedir desculpas. O que foi escrito, não será retirado, claro. Mas a atitude, claro, será mudada. Quem me conhece sabe, que digo coisas que depois me arrependo, e nem de longe sou uma pessoa vingativa ou rancorosa. Depois de feito o desabafo, esqueço tudo e sigo adiante, sempre aprendendo com meus erros.

Assim, como fiz com a Maria Prata, com um post que acabou ficando ambíguo e foi corrigido imediatamente. Mas a Prata, ao contrário da Pretes, é sempre muito elegante, não é mesmo?

FASHION RIO :: FRASE DO EVENTO

“A Farm pode até influir no comportamento, mas é uma marca comercial, e as semanas de moda são para quem cria conceitos e lança tendências”. Marcelo Bastos em entrevista para Alcino Leite e Vivian Whiteman.

Poderia repetir isto em alto e bom som, Marcelo???

FASHION RIO:: Do paraíso ao inferno em 13 horas

O penúltimo dia e foi bem tranquilo. Nenhum grande atraso, dava para assistir aos desfiles, escrever, conversar. Todos meio cansados de uma temporada fraquíssima, com idéias que já tem no mínimo 2 anos. Lembram da minha lista? Pantalona, xadrez, cintura marcada, anos 70 e 20, xadrez, shape menos volumoso, xadrez…Pois é. O problema do Rio é que a adrenalina não sobe. Temos um desfile pela manhã, que sempre atrasa, ficamos com um intervalo meio truncado e tudo recomeça tarde por volta das 16h e ontem se estendeu até meia noite e meia.

REDLEY: OÁSIS NO DESERTO ÁRIDO DE IDÉIAS

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Preto e Branco na Redley: coleção de contrastes ótimos

Pelo menos de manhã cedo tivemos o esperto desfile da Redley, o melhor desfile disparado do Fashion Rio. A marca está em outro patamar. É como escrevi na L´Officiel:

Uma aula de streetwear antenado. A coleção baseada em uniformes, sejam militares ou esportistas, alcançou um patamar de qualidade de coleção que ainda não tínhamos presenciado até agora no Fashion Rio. O alemão Jurgen Oeltjenbruns que iniciou a direção criativa no verão passado, conseguiu avançar em termos de coesão de idéias para o inverno.

A cartela de cores que mistura preto, branco, verdes militares fechados, são iluminados por lindos azuis e laranja. O trabalho na construção gráfica através de debruns e recortes, especialmente em bolsos utilitários, fazem bonito com contrastes bem marcados. Até o tricô, uma das peças-chaves da estação, ganha estratégicas tranças que seguem este mesmo raciocínio.

Jurgen realmente acertou a mão neste desfile. Ao pegar uma tendência forte do masculino, o militar, ele conseguiu dar uma cara leve, orgânica, sem afetações, bem easy-to-wear. Saí de lá bem querendo várias e várias peças. Um paraíso, ou um oásis no deserto de idéias da temporada.

Depois foi a vez do Rio Moda Hype, que não me empolgou nenhum pouco, exceto a apresentação de Le Parkour na ADPAC. De um modo geral os jovens se dividiram entre os que exercitam modelagem, como Noemy e Stefania, e outro que aposta num estilo meio retrô, no caso da cearense Melca Janebro ou nos anos 70 de Renata Veras e sua homenagem a Elton John.

CHEGADA AO PURGATÓRIO: Acquastudio, Márcia Ganen e Sandpiper

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Imagem datada: o padrão argyle já chegou até na Zara no inverno passado!!!

É visível a falta que Wilson Ranieri faz na Acquastudio. O minimalismo deve ser uma das tendências mais complicadas da moda, porque para se chegar no detalhe que diferencia toda uma peça, como Clo Orozco executa na Huis Clos, é um caminho árduo, quase zen. As atuais pregas e dobraduras da marca não conseguem atingir a síntese, parecendo pesadas, ainda mais quando acontecem nos modelos de paetês dourados.
Márcia Ganen que tem um trabalho interessante bem artesanal, com fibras trançadas, também errou feio na mão. Nada, nada salvou no desfile. A Sandpiper que fez um verão incrível, cool, agora veio mais datado do que nunca. As peças estavam mal acabadas, uma tristeza. Napoleão Fonyat declarou que sua “Grand Soul Station” representa um lugar onde ele pudesse ficar observando os estilos criados por cada pessoa. Não deveria ser ao contrário? Ele propor possibilidades de estilos para que as pessoas se encontrassem?
CHALAYANA THOMAZ: “DESFILE” DUS INFERNUS
O pior ainda estava por vir. Já de cara, a gente imaginava que ia ser uma roubada, mas estamos aqui para trabalhar não é mesmo? As vans saíram da Marina da Glória em direção ao OI Futuro por volta das 22h30, horário que estava previsto o começo da apresentação multimídia da Layana Thomaz. E demorou para começar…
Layana pretendia mostrar as etapas de um desfile, desde o croqui, a confeccão das roupas, maquiagem, cabelo, modelos prontas para entrar na “passarela”. Em tempos de reallity show, a idéia a princípio poderia render bons momentos, No palco do auditório uma tela de projeção encobria a cena que era revelada aos poucos. Uma costureira, araras com algumas roupas, músicos, maquiador, o stylist José Camarano e Layana Thomaz.
VJs se encarregavam de editar as imagens colhidas por diversas câmeras e jogar em ritmo frenético na tela. O que acontecia atrás da tela era transmitido para a própria tela. Não sei se para quem assistiu pela internet funcionou, porque para quem estava lá parecia um experimento de videoarte dos anos 70. E olhe que eles nem tinham toda esta tecnologia ao seu dispor.
O que presenciamos era uma certa sedução pela tecnologia, sem nenhum pensamento crítico sobre o meio explorado. As imagens projetadas no telão em vez de revelar, acabaram por encobrir o processo. No final, o telão sobe e alguém grita: Pose! No palco um tableaux vivant com as modelos paradas com roupas bem duvidosas. Deveriam continuar encobertas.
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Você preferia ver assim…
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assim…
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ou assim???