Fotógrafo por um dia para Gisele Nasser

No SPFW a Kodak fez uma ação com Fabia Bercsek e Gisele Nasser. Cada uma convidou pessoas para fotografarem desde os bastidores até o desfile de cada uma. Fui um dos escolhidos da Gisele.

Como estava no backstage, resolvi acompanhar e revelar este universo. Agora, mandaram de volta o chip e publicaram o resultado na internet que você pode conferir aqui. Muita gente legal participou, como as meninas do Oficina de Estilo, Sylvain Justum, Maria Prata, Thais Losso, Facundo Guerra, Camila Carpi…

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spBAFOw II: Ladrão com credencial!

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Pena que não fotografaram de frente a Elza que atacava os brindes da FILA A

Não foi só a história do bafo do Lorenzo Merlino que foi caso de polícia no SPFW. No caso do estilista, foi bem podre se aproveitar da visibilidade do evento para uma ação judicial. Afinal era sábado e o oficial de Justiça resolveu agir só no final de semana? Convenhamos, nhé?

Em todo desfile, sempre temos as histórias dos pequenos furtos. Os brindes da FILA A são os alvos preferenciais. A Lalai fez uma matéria incrível sobre a audácia da Elza que agiu no desfile do Herchcovitch. Vamos combinar que não tinha nada de incrível nas sacolas, mas roubar é de quarta, quinta, de sexta…

A pior das histórias veio da Silvia Boriello, fotógrafa mais que querida do Jornal SPFW e do site da Erika. Ela tinha acabado de comprar uma câmera digital do tipo top e estava no pit de fotógrafos, Algum gatuno com credencial, aproveitou que ela estava trabalhando e roubou sua câmera de dentro de sua mochila!!!

O stylist carioca José Camarano teve sua câmera de vídeo furtada também. Mas a história mais incrível foi o do lounge da Caras. Um ladrão bem vestido com uma grande sacola entrou e levou um laptop do lugar e saiu sem que ninguém percebesse, só depois do ocorrido.

No passado, na sala de imprensa alguém arrombou os lockers onde os jornalistas deixavam seus pertences. Em vez de resolver o problema, sumiram com os armários e nós tivemos que carregar tudo o tempo todo. Eu já tive um gravador digital também roubado.

Agora o mundo fashion criou uma nova modalidade: ladrão com credencial! Ladrão com convite para desfile. Ladrão com entrada nos lounges! É o fim, não é?

spBAFOw I: Saia-lápis das Assessorias

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Por favor, sabe onde é meu lugar? (Foto: Sergio Caddah/Vogue)

Agora que acabou a cobertura oficial, podemos voltar a velha forma de sempre. Contar coisas que não deu tempo, histórias hilárias. Bafo foi a palavra que voltou com tudo. Quais os maiores Bafos da temporada?

SAIA-LÁPIS DAS ASSESSORIAS

Eu tenho várias amigas-assessoras que eu adoro. Não vou enumerar, elas sabem quem são, nossa relação não depende da moda. Ao contrário do Rio de Janeiro, fui muito bem sentado, muito bem tratado, salvo pequenas incidentes de praxe.

O mapeamento é a dor de cabeça maior das assessoras semanas antes de começar todo o evento. Alice Ferraz, que tem o maior número de marcas no SPFW, disse que é a única coisa que tira o sono dela. “Pior é quando tem celebridade. Num desfile que tinha a Gisele Bündchen fui até agredida por um cinegrafista. Este ano fizemos a Raia de Goye somente para jornalistas. Esta deveria ser a prioridades das marcas, a imprensa”.

Mas esta temporada foi marcada por várias notas que começavam com os problemas de sitting. Na Folha, teve até a nota sobre o desfile da Animale, que a Vivi Whiteman não conseguiu ver o desfile. Eu estava do lado dela, na Fila B, perto de uma coluna que dava para ver menos de 1 metro de passarela e na frente uma câmera de TV, que tampava o resto da visão. Reclamei e me colocaram num lugar melhor. Ela ficou quieta, e deu no que deu. Leia aqui.

No UOL, a matéria síntese foi do desfile da Colcci, onde a editora de moda, Carol Vasone foi colocada na 14a fila!!! Ela mesmo relata o bafo . Aliás, a Carol, que cobre desfiles em Paris, tem seu texto super elogiado por vários estilistas, sempre enfrenta problemas de mapeamento. Cada matéria dela tem 1 milhão de views, mais do que qualquer edição de revista, sabia?

Dá para sair daí? Não

Muita gente enfrentou problemas na hora de sentar, incluso gente very very important com a Helena Campos (Elle), que em pelo menos 3 desfiles ficamos juntos esperando nosso lugar, a Silvana Holzmeister (L´Officiel) quase que não assistiu a um desfile porque não estava mapeada!!!

Pior de tudo, é você estar sentado, ter que levantar para fazer uma matéria e quando voltava, já tinha gente sentada lá. Num desfile o Alcino foi colocado no meu lugar e noutro o Supla (!). Nesta hora, a saia-lapis fica muito mais justa ainda.

O pior aconteceu no desfile da Ellus. Depois descobri que muita gente já tinha passado por isso. Você é colocado pela marca e pela assessoria num lugar, que no caso, era da imprensa internacional. A mesma menina de sempre, vinha gritando com você, dizendo que tinha que sair dali imediatamente.

Respondi em alto e bom som: “I´m from Vogue Kuala Lumpur, do you know what I a mean? Se eu tiver que sair daqui, kiridjinha, é direto para casa!” Gritar é demais. Parece que a gente está ali dando o truque. As queridíssimas Paula Vargas e a Tubi Schiavetti tentaram contornar a situação, mas falei que não tinha jeito. Depois de sentado, não iria levantar. A menina teve que me engolir em seco, ali mesmo.

Rir é o melhor antídoto

No dia seguinte, na entrada da Priscilla Daurolt resolvi me divertir com a situação. Me coloquei na porta, junto da Gisele Najjar, e fiz o papel da assessoria. Sabia todas as respostas de cor: Eu recebi convite para fila B, mas vou assistir no lugar de fulana. Resposta: O lugar da fulana é dela, no caso de ausência, a assessoria se reserva no direito de substituir de acordo com os interesses da marca. Sinto muito. Espere um pouco que vamos resolver seu problema da melhor maneira possível.

Najjar se divertia muito, dizendo que eu deveria trabalhar na assessoria ano na próxima temporada!!!

Qual o truque para entrar?

Na coluna ÚLTIMO GRITO também abordei o assunto, e perguntei qual era a desculpa mais esfarrapada que o povo escuta para entrar no evento, nos lounges e nos desfiles.

Ser da família Paulo Borges é a campeã. Vir de outro estado e dizer que esqueceu o convite em casa, também. Mas o apelo maior é tentar seduzir o segurança. Dizem que esta foi a temporada que mais decotes foram mostrados aos MIB comandada pelo Fabio Estrela, como brincamos com o chefe da segurança do SPFW, há mais de 10 anos.

Agora, todos foram unânimes em afirmar que se a pessoa estiver bem vestida, for discreta, educada, evitar horários de pico, ela acaba entrando pelo menos nos lounges.

SPFW: BALANÇO FINAL

Daqui para frente tudo vai ser diferente

A melhor coisa que poderia acontecer na moda brasileira foi o passo dado rumo a profissionalização do setor. O que mais viu e se ouviu foram as aquisições feitas pelos grandes conglomerados que agora controlam marcas de prestígio ao lado de outras conceituais.

As duas maiores holdings, I´M e InBrands, fizeram seu debut com desfiles apoteóticos como o da Ellus, contrataram top models internacionais como a Zoomp, e marcaram uma nova época na moda brasileira.

Nas passarelas, as novidades são as novas releituras do country, que devem vender feito água, tanto no interior do Brasil, quanto nos centros mais urbanos. As botas cowboys e as franjas são os ítens que devem imperar por aí, assim como o xadrez. O preto é a cor forte, mas temos o vermelho, as gamas de rosa até roxos fechados, e as estampas mais gráficas.

O vestido ganhou versões inusitadas em versão casaco ou cardigans. O tricô deu suas caras também. Bons também os microcasaquetos tanto na versão blazer, quanto pelerines, ideais para nosso ameno inverno. Matelassês e alcochoados dão o toque mais invernal. Os volumes ganham formas mais extravagantes em golas e mangas.

A silhueta segue o corpo, mas não tão justas. A cintura é marcada e saia-lápis ensaia seu retorno. Aqui a pantalona existiu, mas a boca-de-sino deve ganhar a parada, na referência aos anos 70 que deu o ar da graça.

O mais importante para encerrar a temporada, é a afirmação da identidade que cada um pretende. Marcas como Herchcovitch, Lino Villaventura, Ronaldo Fraga, são aplaudidos porque, cada um de seu modo, procuram se manter fiéis aos seus DNAs.

Marcas transgênicas e genéricas devem tomar cuidado. Pelo preços que praticam podem cada vez mais serem substituídas no desejos do consumidor pelos fast-fashions da vida ou pelo ascendente Bom Retiro, porque cópia por cópia, o preço é que importa. As duas maiores holdings, I´M e InBrands, fizeram seu debut com desfiles apoteóticos como o da Ellus, contrataram top models internacionais como a Zoomp, e marcaram uma nova época na moda brasileira.

SPFW: Balanço do último dia

Ui, depois da festa da Zapping desfile cedo ninguém merece. Ainda mais o da Glória Coelho, que é importante. Ainda mais que ela fez as franjas mais impressionantes da temporada, de perucas…Mas o ressacón foi bravo e o dia ficou na base do energético, baldes de café, muito creme lifting instantâneo da Boticario Man, e o terno risca-de-giz para tirar o foco da minha cara, que estava péssima.O dia foi muito bom. Alexandre Herchcovitch masculino com seus impressionantes cowboys darks. O talento de Priscilla Daurolt em carreira solo, que sempre é melhor do que na Animale. O lindo e poético country de Marcelo Sommer para sua marca Do Estilista e o final sempre belo de Ronaldo Fraga. A nota dissonante foi a decepção com Simone Nunes very very Jacobs… Pena.

Gloria Coelho se mantém fiel a sua moda

Gloria Coelho dá continuidade ao seu verão com as franjas nos seus vestidos. Porém a evolução no tema foi a marca registrada do inverno, chega até a usar cabelos artificiais.

A gola foi outro elemento valorizado, com volumes diferenciados ou em pele artificial. Mas as coleções da estilistas, são como da Huis Clos, não enfrentam as tendências do momento. Antes do masculino entrar na moda feminina, os cortes simples e sofisticados da marca já eram feitos há muito tempo.

Ela só vai acrescentando um detalhe aqui, uma prega acolá, micros babados…mas a base já está ali sólida para isso. Uma aula!

Os cowboys darks de Herchcovitch

A moda tem destas coisas. De repente uma seqüência de cowboys invadem as passarelas. Tivemos Reinaldo Lourenço, Do Estilista, entre outras. Muitas franjas também deram o ar country da temporada, além da volta da bota cowboy, que já era febre em Paris entre os indies descolados, no ano passado.

Uma certa apreensão tomou conta dos especialistas em moda, já que o próprio estilista já havia usado a referência em 2001. A passarela feita de toras de madeira irregulares dava a dica que a coisa deveria mudar de figura.

A mesma atitude agressiva dos heavy metals, com a cara suja, estava presente na primeira entrada do modelo que trajava um ponche de couro e botas envernizadas, que eram uma mistura de cowboy com coturnos da década de 80.

A apresentação começa com uma sucessão de imagens de cowboys estilizados, meio bad boys, meio bandidos, com muito couro manchado, calças justas, coletes e franjas. O xadrez, sempre presente em Herchcovitch, vem na versão azul profundo, numa linda camisa de abotoamento duplo. Seria seu xerife? Ele ainda aparece no casaco em lã com efeito de brilho, em cinza e preto.

É a passagem para um mundo mais dark e gótico, ao mesmo tempo menos rústico, mais chique, que ganha até transparência numa camisa de organza e franjas longas aplicadas numa camiseta. Elas também adornam um poncho de lã, como se fossem um cabelo moicano.

De repente, a ambiguidade de Herchcovitch está completa. Seus cowboys são tão frescos nas idéias, quanto viris na atitude.

Priscilla Daurolt apresenta coleção precisa

Quantos looks se fazem uma coleção? No caso de Daurolt com poucos e bons. Numa temporada com alguns desfiles arrastados, ela é um oásis.

15 modelos em que os zíperes eram as estrelas absolutas, fazendo um bordado que dava a forma dos vestidos. O trabalho da jovem estilista é precioso na sua técnica. Impressiona como ela trabalha o xadrez, presença absoluta da temporada, juntando partes e formando um novo desenho, como no blazer curto que aparece quase no final.

É muito bom ver o trabalho autoral da estilista, que assina também a direção criativa da Animale, onde seus comprometimentos são outros.

Do Estilista reafirma estilo Sommer

A dança de cadeiras fashion foi intensa nos últimos anos, intensificada pela compra de marcas por grandes conglomerados. A saída de Sommer, que vendeu a marca que tinha seu nome para AMC Têxtil, foi resolvida com criação Do Estilista.

A volta do xadrez fez bem para ele, que é um dos padrões que ele ama. Para o inverno, a inspiração vem do fogo. Com uma apresentação bucólica no parque do Ibirapuera, com trilha executada ao vivo por Aranaldo Antunes acompanhado do músico Marcelo Jeneci, os modelos surgiam do bosque com roupas em que o colorido intenso e a sobreposições foram os destaques.

Os cowboys aparecem revisitados mais uma vez, como em Reinaldo Lourenço e Herchcovitch masculino. A moda tem destas coisas. Muitos se perguntavam de onde viria esta tendência. Alguns apostam que vêm dos anos 70, onde os apaches e suas franjas foram fonte de inspiração. Outros acham que se deve ao xadrez…

De qualquer forma, os vestidos soltos, as formas confortáveis, com aquele ar preguiçoso, dão vontade de usar. Não são sexies, são românticos, quase inocentes. Mas não seria a inocência sedutora num mundo quase explícito?

Ronaldo Fraga encerra com chave de ouro SPFW

Tem uma regra que é comum no SPFW, o último desfile sempre dá um toque de emoção ou deixa nas nossas cabeças uma imagem forte. Faz parte da história. O desfile escolhido este ano foi de Ronaldo Fraga.

Na sua 25a. quinta coleção, o estilista mineiro declara que o lugar mais importante que ele aprendeu sobre moda foi seu emprego numa loja de tecidos. Mas no final, são as modelistas que são as grandes homenageadas. Ronaldo sabe a importância que elas têm na difusão da moda no Brasil.

O mais importante do desfile, no entanto, que ele representa uma síntese do momento que estamos vivendo de profissionalização do setor. As coleções mais importantes foram aquelas que reafirmaram seus DNAs originais. Daqui para frente o que importará é quem está aqui ou está lá. Quem acrescenta algo e quem não. Chanel, Chloé, Marc Jacobs são incríveis, sim. Mas ficam melhores lá. Será que não temos nada a dizer para o mundo?

Ronaldo sempre teve. Fala de um Brasil que muita gente fica de costas, preferindo olhar para a Europa. Todavia, toda a coleção é muito aplaudida no final. Isso deve ter algum significado, não?

SPFW: Balanço do quarto dia

Sábado cedo começa com o desfile da Raia de Goye na sua loja para apenas 50 convidados. Somente imprensa, sem as jovens socialites que faziam a alegria das colunas sociais. Eu trabalho na sexta, então pedi para pular o desfile. Ah, sim, recebi o convite escrito à mão para o desfile, na fila A. Agradeço o prestígio que a Alice Ferraz me deu na temporada!

Quem estava lá, disse que foi civilizadíssimo e que a idéia deveria ser seguida por muitas marcas…Não acho que somente 50 convidados da imprensa seja suficiente, de qualquer forma é um avanço. Para minha matéria na coluna Último Grito, do jornal do SPFW, inspirado no tema, perguntei qual a desculpa mais esfarrapada que as assessorias, hostess de lounges já escutaram pelo MSC (Movimento dos Sem Convite). Adorei fazer a matéria!

O desfile da Iódice confesso não gostei nada, nada. Parecia Forum antiga…Depois foi o bafo do Lorenzo Merlino, que teve as roupas confiscadas após o desfile, por um processo trabalhista, e que como demorou-se a esclarecer a situação, foi o que mais movimentou a central de boatos do evento. É uma pena, porque foi um dos melhores desfiles dele.

Para salvar o dia, Fabia Bercsek arrassou ao voltar para o urbano com muito rock e suas motoqueiras incríveis. Com sua banda Oz Ponei, ela cantou, bateu cabelo e foi a estrela absoluta do dia.

Um efeito involuntário acabou tirando a atenção do desfile masculino de Fause Haten: por causa de um produto colocado na passarela para dar brilho, deixou ela tão escorregadia que o efeito Naomi acabou fazendo os meninos escorregarem feio, com direito a tombo na frente do pit dos fotógrafos. E olha que o Fause deu uma abaixada no tom brilhante das suas coleções.

Para encerrar o dia cansativo, teve a festa de André Lima. Ele volta a exercitar volumes com as mangas mais impressionantes da temporada.

Fabia Bercsek canta ao vivo em seu desfile

Para surpresa de todos, a estilista Fabia Bercsek ataca de cantora com sua banda Oz Poney. Como não poderia deixar de ser, sua coleção é bem indie misturada com as bombshells da Segunda Guerra.

Muitos vestidos com babados mas sem romantismos pueris. A forma como a estilista concebe seus modelos são sua marca forte. Tem um quê de sexy, sem ser vulgar ou óbvio. Suas estampas são desenhos feitos por ela mesmo e desta vez tem a natureza como tema principal. Depois de algumas coleções baseadas em misticismos, nada como uma injeção de rock´n´roll para dar uma reviravolta.

No final da apresentação, tanto a banda quanto a coleção é muito aplaudida. Palmas merecidas. Aliás, diga-se de passagem várias editoras e jornalistas jovens, usaram roupas da estilista, num efeito Maria Bonita Extra do passado.

Lorenzo Merlino faz sua melhor apresentação

As cadeiras da sala de desfile de Lorenzo Merlino foram substituídas por camas, uma alusão as roupas de dormir, tema da coleção. O tema já foi usado em desfiles importantes como Viktor&Rolf e no masculino da Prada, entre outros. O bom é que Merlino consegue dar uma visão pessoal ao tema.

O melhor são os casacos saídos de mantas e endredons, como nos modelos marrons e os lindos brancos, tendo até uma versão jaqueta perfecto se zíper, fechado com amarração. Tecidos de lençois e fronhas são usados em vestidos românticos.

No masculino pijamas e robes ganham versão alfaiataria e substituem paletós, num resultado urbano e atual. Merlino há algum tempo vêm limpando alguns vícios desnecessários e conseguindo resultados melhores e enxutos.

Volumes dramáticos marcam desfile de André Lima

O inverno de André Lima é para lá de quente e sexy com uma série de vestidos feitos sob medida para mulheres exuberantes.

O estilista exercita a volumetria na sua coleção. E não são poucas. Ele se concentra nas mangas, ora quadradas acompanhando a estampa geométrica, ora redondas volumosas, pregueadas, quase um casaqueto adornando vestidos curtos.

As pregas não faltaram na coleção aparecendo não só nas barras, golas e laterais dos modelos, como também na forma de imensas flores, usadas tanto na parte frontal com estampa ultracolorida e quanto na parte detrás do longo negro, assim como no impressionante look final da série noite. Pura festa.

SPFW: Balanço do terceiro dia

O terceiro dia foi marcado pela leitura luxo de Reinaldo Lourenço dando o início a onda cowboy que pegou a gente de surpresa. Gisele Nasser abandonou sua linha noite e aderiu a onda mística lançada por Fabia Bersek. Triton faz uma Chanel chatinha de doer. Huis Clos tem silhueta complicada. UMA deveria se concentrar no show-room e Lino Villaventura comemora 30 anos. Sábado é um dia ruim para mim. Sexta

Um novo olhar sobre o masculino de Reinaldo Lourenço

O terceiro dia do SPFW começa com Lourenço na FAAP. A coleção é inspirada nas roupas de cowboy, especialmente nas charrerias, aquele bordado típico das botas country.

A moda já namorou diversas vezes com este calçado, mas a idéia de Lourenço é usar os bordados como ornamento em casacos, barrados de saias, golas de maneira luxuosa, com cortes e acabamentos impecáveis, assim como faz a estilista mexicana Carolina Fernandez, new darling da moda, que vende na Colette.

A série que abre o desfile, em beges e pretos, valorizam a cintura atada com cintos fininhos usados em saias godês, que dão toque muito feminino a um tema com características masculinas. Este é o grande trunfo do estilista. Na onda masculina que vem batendo forte na praia feminina há três temporadas, ele inova ao olhar para o que há de decorativo no universo dos cowboys e consegue um efeito chic e urbano para um tema para lá de explorado.

Mitos femininos ganham roupagem hippie-chic em Giselle Nasser

Giselle Nasser já tinha avisado que nesta coleção ela queria trabalhar com vestidos que não fossem tão na linha festa, como vinha sendo seu foco nas últimas coleções. Promessa cumprida. O desfile contou com a trilha executada ao vivo pelo grupo Homem do Brasil, que usavam cabeças de animais, feitas pelas estilistas da Amapô, Helena Pimenta e Lívia Torres, que tocavam músicas que lembravam cerimônias pagãs.

Rituais celtas, deusas egípcias e indianas, cartas de tarô eram as fontes que a estilista pesquisou para o inverno. O resultado é hippie-chic, mas muitos anos-luz das visões óbvias que já foram apresentadas no Fashion Rio.

A habilidade de Nasser está em recortar diferentes tecidos, aplicá-los sobre outro, formando desenhos e bordados de flores estilizadas num rico patchwork colorido. Isso deu o toque menos glamuroso que ela queria, e ainda assim sem deixar de lado os acabamentos, arremates, debruns, aberturas diferenciadas, marca registrada de seus vestidos. Destaque especial para o tratamento rústico das peças em tricô.

Huis Clos apresenta inverno melancólico

Um desfile com muito cinza e preto, quase melancólico, inspirado na artista e fotógrafa Sara Moon, foi o leit-motiv para dar forma a já conhecida técnica invejável da Huis Clos, assinada por Sara Kawasaki, que assumiu na coleção passada a direção criativa da marca de Clo Orozco.

O tema da coleção é “Grande Circo Onírico” e os trajes de palhaços aparecem nos modelos de formas bem amplas, longe do corpo. O foco agora são as mangas que são formadas por tiras que dão voltas nos ombros e braços e terminam em laços. As calças são mais curtas, também largas e com afuniladas na barra.

É uma coleção de contrastes. Minimalismo na técnica e maximalismo na forma. Poucas cores e muitas texturas. Numa mesma roupa são empregados até sete diferentes tecidos para formar um patch monocromático, algumas vezes iluminados por amarelos, pratas e bronzes. O brilho pode surgir também do efeito da luz sobre o veludo especial usado pela grife. Tem uma silhueta complicada, envelhece o corpo, mas quem sabe não é sob medida para senhoras elegantes?

Lino Villaventura comemora 30 anos com desfile inspirado nas divas femininas

Criar um estilo que você reconhece independente de legendas é um feito para poucos. Lino Villaventura conseguiu criar um identidade única no Brasil, com sua marca que comemora 30 anos neste ano.

Seus desfiles são sempre dramáticos, assim como suas roupas atemporais, que não seguem nenhuma tendência da moda. Exuberantes, barrocas, oníricas, são alguns adjetivos que são usados para definir suas coleções.

A apresentação tem cenário de Graça Borges todo negro, com um patamar mais alto onde se vê três casulos feitos com tiras de borrachas negras. A idéia é ótima. Suas roupas parecem no começo com crisálidas, com a mistura de tecidos, bordados, plissados, que são impossíveis de descrever, dada a complexidade de formas e volumes que ele apresenta a cada modelo que surge.

As cabeças ganham chapéus imensos de tela dourada, destes que só se vêem em desfiles de couture. No final, o mesmo material é empregado em capas longas, que fecham a idéia da coleção de inverno. São como asas de borboletas e fadas recém-saídas de seus casulos.

Ame ou deixe-o, porque é o Lino de sempre. Ele não tem meios termos. Mas conseguir manter uma grife por 30 anos já seria motivo suficiente para a gente se orgulhar de ter um estilista assim.

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