Paisagens tomam contam do Mezanino

No sábado fui na abertura da exposição Montanhas, Marinhas e Outras Miragens com curadoria de Renato De Cara na sua Galeria do Mezanino, lá na loja da VROM da Alameda Lorena. Ele sabe que evito sair aos sábados e ando meio fugindo de aberturas e vernissages, já que a gente não consegue ver direito nada, porque é sempre muita gente, muitos olás.
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Brunel Galhego

Mesmo com um feriado, estava lotado de amigos. Quando cheguei dei de cara com a Chiara Gadaleta e do Daniel Klajmic e o Pense Moda era o assunto. Conversamos um pouco e depois fui enfrentar a multidão. Fiquei meio irritado porque as fotos não tinham identificação. Gosto de saber quem é o autor, título, técnica, ano. Isto não é frescura, mas são coisas que ajudam o entendimento de cada foto que está lá.

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Marcos Vilas Boas

O fotógrafo Rogério Cavalcanti discordou dizendo que estava se divertindo em saber quem era o autor por detrás das imagens, já que como fotógrafo era bom este exercício. Tinha um catálogo (disputadíssimo) com o nome de todos. Reclamei com o Renato e ele acabou fazendo uma visita guiada. No fim, ele achou que precisava mesmo e está indo lá colocar as etiquetas.

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Paulo Ferreira

Paisagem é um tema para lá de recorrente nas artes e apresentar algo novo não é tarefa fácil. A exposição tem uma delicadeza muito grande e consegue amarrar muito bem as imagens não só pelas diferentes técnicas aplicadas como no olhar de quem está fotografando. Para exemplificar, tem uma fotografia do próprio Renato de uma paisagem que parece uma aquarela, porém ela foi impressa em tecido e isto reforça a idéia de pintura, mas é foto.

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Ricardo Barcellos

A questão central que o curador coloca é “A Paisagem Fotográfica de ontem é a mesma de hoje? Dos primórdios dos daguerreótipos aos megapixels agigantados das imagens contemporâneas, os artistas sempre olham para fora, talvez, procurando se encontrar. Das velhas paisagens aos trabalhos mais conceituais, hoje quase tudo é clichê, no mar de mídias que vivemos. Registrar o mundo, apontando as diferenças dos lugares, nos proporciona outras escalas, onde os detalhes se ampliam em enquadramentos variados”.

É uma coletiva e como todas temos aquelas obras que mais nos identificamos e outras nem tanto. Eu particularmente destaco algumas só para que quando você resolver ir até lá, preste atenção e quem não for, ficar atento quando ouvir falar.

Eu sou suspeito para falar, porque gosto muito da obra do Hidelbrando de Castro. Ganhei de presente da Betty Prado um cartaz gigantesco da exposição dele na Laura Marsiaj de 2004. Seu trabalho é de pintura e você poderia perguntar o que ele estaria fazendo numa exposição de fotografia. Numa entrevista para a crítca de arte Maria Alice Milliet ele comenta o fato: “Meu projeto é outro: eu revelo as minhas fotos em pintura, uso pincel e tinta para revelar o que o filme registrou. Não deixa de ser uma manipulação do registro fotográfico”.

Eu não conhecia a obra que está na exposição. Sua imagem em P&B com um pequeno avião colorido colocado sobre ela e com uma lente de aumento é tão poética, simples e ao mesmo tempo genial, que a gente fica hipnotizado. Eu estava com o Amaury na visita guiada e a gente separou as obras em “aquelas que odiamos” e “aquelas que dão raiva” de tão boas que são. Esta é uma delas.

Outra obra muito simples e de grande impacto é de Roberta Dabdab. São duas imagens megapixelizadas e ainda assim você percebe que é um vôo de pássaros. Não tem moldura, nada. São quadrados azuis com quadrados pretos. Me lembrou uma série de vídeos do Cao Guimarães chamado “Paquerinhas” que também adoro.

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Calebe Simões

Calebe Simões trabalha com dupla exposição, ou seja, ele trava o negativo quando está fotografando e consegue efeitos surpreendentes de espelhamento da paisagem. Numa época de possibilidades de photoshop fazer isso artesanalmente se deve a um exercício de concentração, firmeza nas mãos e um olhar bem afiado. Ele tem um outro trabalho que é um micro blacklite de uma foto de árvore que deu vontade de ter em casa.

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Miriam Homem de Mello

Por último, voltando a fotografia moderna, o trabalho de Miriam Homem de Mello com seu projeto de fotos de sarjetas. Elas não parecem o que são, e sim, grandes paisagens, como uma cordilheira ou uma praia vista bem de longe.

Claro que estas escolhas são bem pessoais. A exposição merece ser visitada e fica em cartaz até 05 de janeiro. Confira a lista dos 20 artistas: Alex Josias, Alexandre Cardinal, André Andrade, Armando Prado, Brunel Galhego, Calebe Simões, Cristiano, Daniel Athayde, Daniel Pinheiro, Debby Gram, Fabio Heizenreder, Guto Seixas, Hildebrando de Castro, Ivan Abujamra, Jaques Faing, Jurandy Valença, Márcia Xavier, Marcos Vilas Boas, Miriam Homem de Mello, Paulo Ferreira, Renato De Cara, Ricardo Barcellos, Roberta Dabdab, Roberto Setton, Tadeu Jungle. Sites Specifics: Filipe Jardim, James Kudo.

GENTE QUE FAZ:: ZECA GUTIERRES

A coluna que não tem nunca data para sair, mostra seu quarto personagem. Depois de Marcelo Ferrari, Vitor Ângelo e Olívia Hanssen, é a hora e a vez do jornalista e editor Zeca Gutierres.

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Conheci o Zeca (ou Guti) na década de 90 e sou fã do seu trabalho. Ele já passou pelas redações do Jornal da Tarde, revista Simples, Daslu, Estadão (bem rapidinho), fez parte da equipe do SPFW Journal na edição passada e hoje é editor do site Glamurama. Além disso, edita o Gibi Erótico e fez história com a revista on speed, que volta agora em versão online. Os dois últimos projetos em companhia do seu amigo e diretor de arte Jorge Morabito.

Para quem não conheceu a on speed ela foi lançada em maio de 1998 e de longe foi “A” revista. Foram 19 edições que apresentavam – antes de virar moda- o cruzamento de linguagens. Moda, música, arte e noite faziam parte do mesmo universo, tudo misturado. Ah! Antes também disto tudo virar lifestyle

Foi lá que li os textos afiados e memoráveis do Mario Mendes, as fotografias da Claudia Guimarães, do Renato De Cara e do Cristiano, as colaborações como stylist de Marcelo Sommer, os makes incríveis do Robert Estevão, um espírito de liberdade criativa muitíssimo raro. Melhor de tudo? Era Grátis.

Nesta entrevista, como sempre, ele não tem meias palavras e nem dá o truque. Com vocês Zeca Gutierres, tipo gente que fez, faz e fará! Sempre bem.

PRELIMINARES

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1. Conta um pouco da sua trajetória como no jornalismo
ZG: Sou de Mogi das Cruzes e aos 19 anos, no primeiro ano de faculdade de Comunicação Social, entrei em um jornal de bairro na minha cidade. Foi onde tudo começou, cobria cidade e até a Câmara Municipal. Nem queria ser jornalista, fazia teatro e achava que ia ser ator… Juro, eu tinha jeito.

2. Você já passou por muitas redações, escreveu mais de um milhão de laudas. Quais são seus highlights?
ZG: No caderno Modo de Vida, em 1996, no JT, foi quando entrei de vez pro mundinho, fazia matérias malucas e outras sérias. Para você ter uma idéia, morava na casa de Nina Lemos e ainda tinha o Guto Barra. Muito legal. Na revista Simples eu fiz matérias bem legais, mas não lembro de nada em especial. Na onspeed eu tive contato com artistas super talentosos…
N.R.: Fico imaginando as pautas que surgiam nesta casa! A Nina hoje tem os 2 Neurônios e colabora com pautas incríveis durante as semanas de moda. O Guto Barra foi para NY e teve uma incrível agência de notícias, o Planet Pop, que várias vezes me salvou na época do Supersite.

3. Por outro lado, com tanta bagagem, de vez em quando pagamos alguns micos. Lembra de alguma pauta que foi para o brejo? Ou uma matéria que mesmo natimorta teve que levar adiante?
ZG: Quando a princesa Diana morreu, o povo do JT pediu um texto e me gongaram porque estava uma bosta. Será que pensaram que eu era o Arnaldo Jabor??? Ah! Uma vez, também no JT, me joguei a noite inteira e perdi a hora do plantão. Quando acordei, faltava uma hora para o fechamento. Voei pra redação e chegando lá no bairro do Limão, a Nina Lemos estava lá para me salvar. Ficou todo mundo me olhando como se eu fosse a Amy Winehouse, e eu era mesmo!
N.R. Hoje o Guti não se joga mais e é figura rara na noite.

4. Qual a dor e a delícia da profissão?
ZG:O bom do jornalismo é que você não precisa de nada, além de um lápis, para construir sua história. Isto te torna mais crítico do mundo, evita que vire mais um bobo babando ovo para tanto lixo que as pessoas consomem. O lado ruim é que jornalista ganha muito mal. Por isso o povo é tão azedo…
N.R. Ele nem é tão azedo assim. Muito crítico, mas sempre com humor muito peculiar…

ATO EM SI

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Katia Miranda, hostess legendária em SP e Mariana Weickert beeem novinha nas capas da on speed

1. Há dez anos atrás você e o Jorge Morabito criaram a on speed, uma revista gratuita que fez história pela ousadia, formato, matérias e editoriais. Uma das grandes características foi reunir muita gente bacana escrevendo, produzindo e fotografando. Como você analisa a revista agora com todo este processo colaborativo?
ZG:Nem sei o que fiz direito, sabe? Vivia na maior loucura da noite. Jogação!!! Acho que instinto conta muito. A escolha dos colaboradores e a direção de arte do Jorge Morabito. Tinha também muita gente de diferentes mundos e idades participando. Não tinha essa de rodinha, de bairrismo. As pessoas davam tudo de si na onspeed, era por amor e não por dinheiro.

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Diário de Melanie (ilustrações: Julio Camarero & texto: Siegbert Franklin

2. Outro projeto que está em cartaz até hoje é o Gibi Erótico. Sexo é um assunto controverso por estas bandas. Ao mesmo tempo que somos considerados um povo bastante sexual, tem um lado meio (falso?) puritano. Como você encara isso?
ZG: Com o Gibi eu tive contato com artistas plásticos. Na on speed era mais a turma da moda. E artista não tem barreira. a nossa idéia foi sempre mostrar o sexo de maneira livre, vale tudo no gibi. E sexo, se for pensar, existe antes de tudo, das artes, da comunicação e da própria sociedade. É instintivo. Apesar de não anunciar, todo mundo gosta de sexo, né? E essa caretice acaba na primeira traição, né não? hehhee

3. Você é um jornalista da área de cultura e comportamento, mas também cobre moda. Como vê a postura do mundo fashion brasileiro de modo geral?
ZG: A moda brasileira é composta, em sua maioria, por pessoas que caíram nela de pára-quedas. O Mario Mendes diz uma coisa muito legal: se a pessoa não tem talento, ou vira estilista ou vira DJ. Eu sei, é uma brincadeira dele, mas no fundo tem um pouco de razão.

As pessoas querem as profissões hypes para aparecer na foto, sentar na primeira fila ou, quem sabe, apresentar um programa na televisão. É só ver o desespero das pessoas quando pinta uma chance de aparecer na TV e se mostrar como pessoa hype. Eu sempre digo que, no fundo, o mundo da moda é como uma quermesse de interior.

4. Como analisa a moda brasileira hoje?
ZG: Há ótimos estilistas e há muita gente “truqueira”. Há artistas e gente se passando por artista. Pergunte para as bibinhas que estão usando lenço palestino onde fica a Palestina e comprove.

UM CIGARRO DEPOIS…

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Universo Palace por Paulo Bega

1. A on speed voltou em versão online, conte um pouco sobre o desejo de trazer de volta o projeto.
ZG: Fazia um tempo que o Jorge falava de ter um site, mas eu sou um cabeça dura e sempre achei que revista tem de ser impressa. Adoro impressa, a idéia de guardar na estante, o cheiro de mofo, a sujeira que acumula com o tempo. Revista impressa é arte, né? Tem gente que pinta, tem gente que cria revista, ué.

Não vejo uma revista como algo que você lê e joga fora. Isso é Vogue, revista de informação. Sem querer ser o bacana, mas lembro que com a onspeed eu via os olhos das pessoas brilharem ao pegar ela nas mãos. Tinha desejo. No Gibi também foi assim: os dedos a pediam, tremiam de vontade. Isso é muito legal, é minha maior recompensa. Eu deixei de ter minha coleção completa das duas revistas para dar para os amigos. Burro, né?

N.R. Eu também me arrependo de não ter a coleção completa.

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Leve-me ao seu líder por Rogério Cavalcanti

2. Quais as mudanças que você sente da versão impressa para a versão online.
ZG: Na versão online a arte vem mais forte. O material digital pode se mover, isso é uma coisa nova, que ainda estamos começando a pegar o jeito.

No site tem uma parte que é uma home para outros blogs. Isso é bem legal. Uma troca super bacana. Ganho conteúdo e retribuo com mais visibilidade. Estou começando a gostar da internet, tem muitas possibilidades. Eu acredito que estou mais maduro, meu texto melhorou, estou mais rápido por conta dos 5 anos de pauleira no Glamurama e estou muito, muito mais crítico do mundo. Azedo, mesmo, mas também com ótimas pitadas de humor (negro, também)…

N.R. Fora de Moda tem a honra de estar na home dos blogs!!!!!

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Zeca Gutierres edita umas 40 notas por dia no Glamurama

3. Você lida com jornalismo online. Você acha que existe uma obrigação (ou ansiedade?) pela rapidez com que se dá uma nota?
ZG: Internet é meio terra de ninguém, É como a Buzina do Chacrinha. Nada se cria, tudo se copia. Mas, como na prisão, também há regras, não se pode pegar uma informação e dizer que é sua. Já vi casos de lugares que colocavam notas retroativas para roubar o furo do Glamurama. Coisa feia. E também acho que a internet é feita para ler rápido. não dá para se aprofundar muito. Isso é meio ruim, né? Mas é a realidade.

Hoje em dia, com a invenção dos blogs, todo mundo meio que virou jornalista, por isso, a diferença está nos detalhes, na visão pessoal do mundo, a edição do que é bom ou ruim no meio de tanta coisa, nos pequenos comentários, no sarcasmo, no duplo sentido. Escrever bem é um trabalho de anos, coisa que você vai construindo. Quando se vive disso, você acaba criando seu estilo.

4. Você está no Glamurama. Como se dá suas relações com suas fontes? Numa área de colunismo social esta relação é muito complicada ou é como qualquer outra área?
ZG: Então, já estou numa fase de não ter mais fonte. Sou editor e a única coisa que tenho tempo é de editar umas 40 notas por dia, trocar home e não deixar que nem um erro entre, senão o bicho pega pra mim… hahahah.

Muita gente critica o jornalismo de coluna social. Eu também tenho meus momentos de querer explodir tudo, mas acho que me dei bem justamente por não acreditar em nada daquilo, no sentido de querer aparecer na foto etc. Isso acontece muito, sabia?

As pessoas que fazem esse tipo de jornalismo são as que mais querem distancia do burburinho. É uma guerra doida, sei lá como explicar. A gente vê tudo de fora e muitas vezes ri muito das coisas. O lado B de uma redação é a melhor coisa… Trabalho é trabalho e o jornalista de verdade sabe cobrir um desfile de moda e uma rebelião na prisão.

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Mundo blog no onspeedonline

5. Você lê blogs? O que acha deste fenômeno hoje no Brasil?
ZG: Estou lendo mais agora. Acho ótimo, porque só nos blogs vejo pessoas dizendo o que realmente pensam. Mas uma revisão seria bom, né?

Final de semana cheio de surpresas: Diesel e Fischerspooner

Sábado era o dia da festa da Diesel, claro. Como sempre convites disputados a tapa e no final das contas como o Antonio Trigo, além de amigo querido, é sempre mais do que atencioso com as produções da Playboy, fomos em caravana fashion para lá: Denise Dahdah (linda de vestido preto da Coven), o stylist Rodrigo Polack, mais os queridos João Zambon e Mariana Di Pillae, ambos da Quem.

Anna Gelinskas solta vozeirão na festa da Diesel (foto de divulgação)

A entrada não estava nem um pouco drama, a Marcelona linda recebendo na porta, como já é tradição em todas as festas da Diesel. O galpão estava bem produzido, todo o casting de globais possíveis, modelos em profusão, fotógrafos em polvorosa. O povo da moda compareceu em peso. Bom ver a Olivia Hanssen com Carlos Farinha, minha “conterrânea” Chialin Chiang, Luigi Torres, Wilson Ranieri, Higor Alexandre, Renato De Cara. Quem arrasou mesmo foi a Anna Gelinskas nos seus 2 pockets shows. O único senão, é que estava um calor de matar e eu ando meio chato quando tem muita gente. Dá para ver as fotos na Vogue RG e a festa, aliás, as 17 festas, no hotsite especial da XXX Diesel.

No meio da festa recebo um torpedo dizendo que o Fischerspoone ia tocar de surpresa no DEdge às 3 da manhã. Horário ótimo, porque dava para aproveitar um pouco mais da festa e ir para o club que não estava nem um pouco longe dali.

No D-Edge, como trabalhei lá, e continuo amigo do Ratier, do promoter China e da host Luma Assis, me liberaram a entrada fácil e rápida. Fui apresentado ao Casey Spooner e aproveitei para falar do embroglio da Bienal. O Thiago Ney fez uma matéria sobre a dupla, que se apresentou sábado no Helvetia Music Festival, e acabou revelando que a performance original que eles pensaram não ia mais acontecer.

Fischerspooner faz o live PA surpresa no Dedge (foto Felipe Moreira)

“É uma pena. Eu adorei a idéia de via ao Brasil e apresentar um outro lado do nosso trabalho. Pensamos em algo bem teatral, que estava sendo desenvolvida com o Wooster Group. Agora não poderemos mais trazê-los. Vamos pensar numa outra forma de se apresentar”.

A coisa na Bienal de São Paulo está pegando fogo. O curador Ivo Mesquita mandou uma carta para o presidente da instituição Manoel Francisco Pires da Costa preocupado com o corte de 40% do orçamento, para o evento que começa dia 25 de outubro.

No mais, eles fizeram um live PA muito divertido, bem electro, mas com poucos vocais, misturado com alguns toques de minimal feito pelo Warren Fischer, que estava com a namorada argentina, divertida também, que claro, não lembro o nome.

Casey Spooner brincando de fazer carão (foto Felipe Moreira)

A certa altura, o Casey perguntou se eu era dançarino e qual era minha formação. Respondi que fiz dança contemporânea, mas que gostava mesmo é de butoh. Ele disse que ama dança japonesa e continuamos a fazer passinhos bem absurdos. Saí de lá com a luz do dia, naquele estado… Domingo de cama!

Do outro lado do muro: imagens

Só agora consegui as imagens da exposição Do outro lado do muro feitas pelo Raphael Manfredo. Se quiser ver tudo ao vivo tem até o dia 06 de setembro. Foi uma curadoria que fiz para discutir as relações entre arte, design e o objeto e você pode visitar de seg a sábado das 11 às 18 horas na Micasa Rua Estados Unidos, 2109. Jardim América São Paulo

Pipe Light – 2008 do escritório Triptyque é iluminação e instalação artística

Pilha (2003) da dupla Ângela Detanico e Rafael Lain escrevem com tijolo a frase Antes de mais nada. O código é 1 tijolo=A; 2 tijolos=B; 3 tijolos=C

Informe Publicitário (2006) de André Komatsu usa pedaços de parede demolida

Imóvel (2004) de Marcelo Cidade discute consumo através de tijolos de concreto e carrinho de supermercado

Espacio Reservado (2000) é uma pintura do grupo cubano Los Carpinteros. É uma obra que reflete um futuro que está ainda no projeto

Pele 1996-2008 de Rochelle Costi simula um papel de parede

A luminária Horse do Grupo Front é um cavalo em tamanho natural

O conjunto de tacos de madeira é todo pintado a mão pelo Daniel Senise em z n´aime pas la plage (2007)

Destroços #9 (2003/2004) de Iran do Espírito Santo é uma escultura que simula tijolos

Pilha de Malas – Agora de volta ao armário (2005/2007) de Renato De Cara fala de memória a partir de objetos recolhidos pela cidade.

O inglês Henry Krokatis recolheu espelhos e madeiras em São Paulo para fazer Mirror # 5 SP 2008

Elegia Mineira (2007) é um backlite de Adriana Varejão que usou charque para fazer suas cadeiras.

O inglês David Batchelor usa embalagens de produtos de limpeza para fazer Walldela 06 (2006)

Kleber Matheus apresenta uma escultura de néon chamada 3 retângulos articulados 2008

Conheça em primeira mão a lista de artistas da expo na MiCasa

Não é fácil chegar na lista final de artistas de uma exposição. Você começa a olhar as obras ideiais, e aí começa a negociação. Depois tem os dados físicos do lugar. Tem que amarrar tudo para que o percurso faça sentido.

Hoje finalmente fechamos a lista final de artistas que estarão em Do Outro Lado do Muro. Confesso que no começo, a exposição tinha uma pegada mais jovem, depois foi tomando uma proporção muito maior do que o pensado. Estou bem feliz com a lista final.

A primeira obra que escolhi, foi Demolição do Luiz Duva, que já foi apresentada por aqui no Sónar em 2004, no Piemonte Share Festival de Arte e Tecnologia (2005) e no Techne 05, em Milão 2005. É uma videoinstalação catártica, onde através de uma interface você pode esburacar uma parede.

Conheça em primeira mão os artistas que terão suas obras na exposição:

Adriana Varejão
André Komatsu
Angela Detanico + Rafael Lain
Daniel Senise

David Batchelor
Flip
Front
Gisela Motta+Leandro Lima
Henry Krokatsis
Iran Espírito Santo
Kleber Matheus
Los Carpinteros
Luiz Duva
Marcelo Cidade
Mariana Manhães
Renato De Cara
Rochelle Costi
Sang Wong Sung
Triptyque

Enquanto isso, Renato De Cara sai da Cavalera

O documentário sobre a Cavalera vai ao ar sábado, mas sem Renato De Cara no time! Meu querido amigo resolveu sair do marketing e volta a se dedicar exclusivamente a sua Galeria do Mezanino, que continua no andar de cima da loja da VROM. Quem vai estar na próxima exposição é o Rogerio Cavalcanti, que ainda não conseguimos acertar as agendas para um editorial na Playboy!

E por falar em MKT não é que a dança das cadeiras nesta área está com a corda toda? Quem saiu da Zoomp e está Ellus, foi o Douglas de Souza, que está feliz da vida na nova casa. Perguntar não ofende: Alguém mais sai da I WAS e vai para InBrands???

Sucesso para os dois hoje e sempre!

FORA DE MODA comemora um ano de vida trabalhando!!!!

Ontem, dia 06 de abril, este blog comemorou seu primeiro ano de vida. E como foi? Trabalhando é claro!

Domingo, tempo nublado, foi o dia de fotografar um dos editoriais da Playboy. 3 locações, 3 modelos masculinos e um feminino, 27 looks completos, uma equipe com 18 pessoas, 2 vans. Esse era o mais complicado de todos, porque envolvia muita gente, e precisava de logística impecável, porque só tínhamos este dia para fotografar.


Ale Brevi e Renato De Cara

O produtor executivo foi o Ale Brevi, que sabe tudo e consegue tudo o que a gente pede. O produtor de moda, Caio Garro e sua assistente Kika, pegaram todas as roupas que eu queria e muito mais, exceto uma, nhé? O fotógrafo foi o Renato De Cara e o Christian, que foram incríveis mesmo debaixo de uma chuva que desabou na última locação. O make foi do Bruno da Glloss.


Cavalo Geométrico que ganhou a equipe inteira com sua doçura

O astro da primeira foto foi o cavalo Geométrico, que foi gentilmente cedido pelo Centro Hípico Santo André e por Claudia Madella e a Angela Garcia. Eu amo cavalos e este particularmente foi um doce. Atravessou com muita calma os calçadões do centro da cidade.


Trem maria-fumaça funcionando

Na segunda foto, conseguimos um trator daqueles bem velhinhos que ficou muito bem na foto. Mas o melhor ainda estava por vir: uma maria-fumaça funcionando a pleno vapor. Não vejo a hora de ver publicado este especial de moda masculina.

 Ainda acham que a moda é feita de glamour??? Assim como este blog, tudo é feito com trabalho sério e muito bom humor, porque se não nem vale a pena. Às vezes fico irritado com algo e expresso tudo isso aqui, porque antes de tudo, é um blog muito pessoal, com um visão muito específica das coisas.

Não tenho outra pretensão aqui além desta. Compartilhar os acontecimentos que vivo, leio, ouço, com vocês. Tem quem ama, tem quem odeia. Mas como escreveu Nelson Rodrigues uma vez: A unanimidade é burra!

Muito obrigado a todos que passam por aqui!