Quer saber mais sobre Moda e Arte? Leia a entrevista para O Povo

Na semana passada, através do blog recebi um pedido para uma entrevista sobre as relações sobre Moda e Arte, para o jornal O POVO, de Fortaleza. No domingo a entrevista foi ao ar com o título Por onde sua agulha costura, feita pela Juliana Galvão. Ainda ganhei uma citação no artigo Moda e sua relação com arte, escrito pela professora Vera Lúcia Lins Soares.Poderia transcrever a entrevista aqui, mas acesse o link e veja lá, não é mesmo? De qualquer forma o “abre” da matéria já diz tudo:

Moda não é arte. E ponto. Para o arquiteto, curador de artes plásticas e coordenador do Grupo de Arte e Moda da Galeria Vermelho, em São Paulo, Ricardo Oliveros, as finalidades de uma atividade e de outra são divergentes. Crítico de moda da revista L´Officiel e ex-colaborador da consultora de moda Regina Guerreiro, ele costuma dizer que “é preciso saber por onde sua agulha costura” numa referência direta à diferença entre um bordado do artista plástico Leonilson (1957-1993) e uma roupa do estilista Alexandre Herchcovitch, como ele mesmo cita. “Se alguém quer fazer arte com roupas, as referências são inúmeras. Agora, se alguém quer fazer moda, aí a coisa muda de figura”, destaca.

Encontro relâmpago com Bruno Basso

Nós temos amigos em comum, como o Fernando Tingod, produtor musical que se mudou para Londres e fez a trilha do seu último desfile, Gabriel Del Corso, que cuida do Happy Bazaar e do FWHouse. Tentamos nos encontrar na semana passada, para um almoço com a Raouda Assef, mas meus horários estavam complicados. Eis que no sábado, sem querer, a gente se viu no lançamento da revista Key.

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Oi, eu sou o Bruno!
Bruno Basso?“, perguntei.
“Você não é o Oliveros, amigo do Gabriel Del Corso e tem o blog Fora de Moda?“, respondeu.

Fiquei todo bobo de conhecer alguém que eu admiro e que lê o blog. Engatamos uma conversa e a empatia foi muito rápida. Eu tinha uma intuição que ele era bem humorado, até pelos desfiles que a Basso and Brooke apresenta. Nossa! Sim, além de rir muito, descobri que ele tem zero de afetação, apesar do sucesso da marca. “Se você reparar, Londres não tem carão. Alguém olha para você e está tudo certo. Você pode chegar lá e conversar sem problemas. São Paulo é diferente neste aspecto”.

Eu tinha assistido o desfile da dupla no SPFW em 2005. Um ano antes eles foram os vencedores do Fashion Fringe criado e dirigido pelo jornalista Colin McDowell. E o júri foi peso-pesado: Rosemary Bravo (CEO da Burberry), Alexandra Shulman (Editora da Vogue inglesa) e Hamish Bowles da Vogue America. Eles são representados pelo Aeffe Group que tem Alberta Ferretti, Moschino, Narciso Rodriguez, Jean Paul Gaultier.

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Última coleção da Brooke and Basso dentro da vibe geométrica que teve até o piso Copacabana como motivo de estampa

Nós temos esta coisa de bom humor nos desfiles. Mas quando vê as roupas nas araras nosso produto tem esta mistura de sexy e luxo. Trago isto do Brasil, a cor e o jeito como lidamos com o corpo. Os europeus não sabem lidar com cor tão bem como nós. O sexy acontece porque a brasileira é uma mulher linda e tem esse lado que é natural. Está na maneira de agir, de andar”.

E quem compra Basso and Brooke, perguntei. “Hoje as russas, que são lindas, são nossas melhores compradoras, assim como as árabes. Elas chegam no ateliê e compram muito. Olham e gostam das roupas e levam muitas peças. Nem perguntam o preço”.

Bruno Basso passou pouco tempo no Brasil, ele veio para só para tirar o título de eleitor. Aproveitou para gozar umas férias e sair muito. Adorou o D-Edge e disse que clube assim no mundo só o The End, em Londres. Lá, ele vai muito na segunda, na festa da DJ Xochitl, que também usa a marca. Foi na Loca, no Vegas e no clube Glória. Ficamos de nos encontrar no Hell´s, mas acho que ele jogou a toalha.

Falamos de moda em geral. E já nem me lembro como chegamos em Donatela Versace. “Fala-se muito na sucessão de Donatela. Como todo mundo sabe, sua filha Alegra não quer saber dos negócios da família. A Francesca Versace, só quer saber de acessórios. E olhe que ela tem coisas incríveis. A imprensa diz que vai ser o Cristopher Kane. Porém, ele é muito novo para assumir uma maison como a Versace“.

Nesta hora, disparei: “Vamos lançar uma campanha para a Basso and Brooke desenhar a marca”. Ele adorou a idéia. Afinal, não são eles os novos darlings do sexy&luxo???

Champagne do Bem! Reúna seus amigos…

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A idéia surgiu de uma conversa entre amigos. Chegou-se uma conclusão que tem tanta gente truqueira no mundo que se dá bem, que devíamos começar uma campanha para gente do bem se juntar para reverter este processo.

É tudo tão simples. Juntar pessoas que têm interesses em comum para conversar, encontrar pessoas que às vezes só conhecemos de vista e nunca ninguém nos apresentou. Claro, que a maioria das pessoas que foram nos dois últimos encontros, mexem com modas, como brincamos.

Pouca gente. É para conversar, trocar idéias. Eu conheço alguém que acho que tem tudo a ver com os outros e convido. Os outros fazem o mesmo. Teve gente que eu conhecia de vista há anos e nunca tinha trocado uma palavra. E olhe que neste meio, parece que a gente conhece todo mundo, não é? Depois, escolhemos a casa de um, trazemos champagne (só para discontrair) e a conversa corre solta. Até o amanhecer, acredite!

Trocamos informações. Falamos de quem gostamos, quais os trabalhos que admiramos, com quem gostaríamos de trabalhar um dia… Claro, que sobram os xoxos e brincandeiras. Assim, vamos construindo informamelmente uma rede do bem.

Quem foi nestes encontros? Quem teve a idéia? Não importa. Mas você pode fazer o mesmo. Não gosta de champagne? Vá de vodca, como eu. Prefere cerveja, tudo bem. O que importa é reunir seus amigos e fazer outros tantos. Melhor se forem de áreas próximas. Mas isso você decide.

Vale a pena!!! Nesta semana que eu estou com esta edição de moda da Playboy, um dos convidados me quebrou um galhão, sabe como???

Publipost? A polêmica está na rede

Eu li pela primeira vez sobre esta história de gente que quer pagar para ter um post em algum blog na Maria Prata. Ontem na Folha Informática deu na sua capa o assunto na matéria Você é a propaganda.

Tem até uma campanha lançada pelo blog de Papo de Homem pela transparência online, que visa identificar os posts que foram patrocinados.

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Eu sou procurado mais por assessorias que mandam seus materiais e eu decido se publico ou não. Tudo depende se tem a ver com o que penso, o que gosto, e digo, não ganho um centavo por isso. Por que quero continuar a escrever sobre as coisas com a maior independência possível.

Nunca pensei em ganhar dinheiro com este blog. Ele me trouxe trabalhos, contatos, não vou negar. Ganhei coisas que postei aqui, sim. E porquê? Porque simplesmente achei bom e poderia interessar a outros. Quando publicamos uma nota sobre um bazar legal, um estilista, uma marca, de alguma forma estamos fazendo propaganda? Sim, mas qual o nosso compromisso se não conosco mesmos?

Já tive problemas com posts por aqui, porque acabei criticando algo, mesmo estando diretamente envolvido. O que respondo? Que este é um espaço pessoal e tenho credibilidade. Para mim, isto basta. As pessoas que me pagam para cobrir  algum evento, já sabem que vou criticar, porque este sou eu. Se for bom, vou dizer, se não, vai ficar bem claro.

E se um dia eu vender algum post, todo mundo vai saber. Acho difícil, porque o que as agências querem é uma espontaneidade nisso, que eu não vou conseguir fingir.

O que você acha? Venderia um post?

Quer comprar um Prada??? Vai no Sacolão de Estilo

Nem deu tempo de postar, mas ainda dá tempo: Sacolão de Estilo. A idéia genial tem tudo a ver com a vibe ecológica da moda: meninas estilosas que querem dar uma arejada no seu guarda-roupa deixam suas roupas para serem vendidas neste bazar. Reciclagem de luxo.

Tudo sem defeito e com pouco uso! Tem até Prada, tá bom para você? Nesta altura do campeonato já deve ter mudado de dona! Mas tenha fé, porque de lá você não vai sair de mão abanando! Graças a Santa-protetora-dos-que-ainda-não receberam, não tem nada para meninos!!! UFA!

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Microgrupos definem as diferentes modas possíveis

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Spencer Tunick, Santa Maria da Feira (Portugal), 2003

Marie Rucki que sabe das coisas declarou: “A moda mudou muito. Não se pode mais falar em tendências, pois os períodos estão muito curtos e a moda em movimento constante”, dispara. “Se olharmos para trás veremos que a forma e a modelagem não mudam há 50 anos. O que muda é a forma de usar e a composição que os estilistas propõem”, analisou.

Eu fiquei pensando que uma das boas coisas que a revolução tecnológica trouxe a tona foi a capacidade do maior número de pessoas se comunicarem e deixarem seus papéis passivos de receptores de informação para se tornarem agentes da comunicação.

O números de redes virtuais, comunidades, blogs, começam a surtir efeitos no mercado, incluso o da moda. Vivemos mais do que nunca cercados de telas móveis: televisão, computadores, laptops. Hoje, os celulares deixam de ser apenas aparelhos transmissores do padrão oral, para ser também um difusor de imagens e palavras.

O Brasil é um fenômeno de comunicação. Nosso país é o segundo nos rankings de uso de ferramentas como fotologs, orkut e blogs, apesar de todas as diferenças sociais que enfrentamos.

O mercado que sempre é muito “sensível” as mudanças de comportamento vêm há anos desenvolvendo recursos para chegar ao seu consumidor final. Marketing direto, personalização, interatividade são as palavras chaves que respondem a este processo de fragmentação social cada vez mais evidente.

Do momento que acordamos até o momento que vamos dormir, aceitamos e assumimos os mais diferentes papéis sociais. Um exemplo vago: a secretária executiva que usa tailleur de dia, pode freqüentar a academia com seus leggings e shorts de lycra vibrante e ser a gatinha de microshorts e sandália alta na boate.

Os comportamentos sociais ainda têm certas regrinhas básicas, mas cada vez mais são flexíveis, dependendo do grau de socialização que você tem. Ou seja, quanto mais você freqüenta diferentes atividades sócio-culturais, mais flexibilidade na hora de se vestir e opções você terá ao seu dispor. É o que a Antropologia Cultural chama de “forma lúdica da socialização”.

As tribos de ontem, os microgrupos de hoje têm características como a flexibilidade, a mobilidade, a experiência compartilhada, o lado emocional, o sentimento de coletivo, que você revive dentro de cada grupo que você escolhe para conviver. E o melhor, sem ter que ser fiel a nenhum deles.

Já reparou na quantidade de grupos específicos existem no espaço virtual… É isso, cada vez mais o mercado da moda terá opções diversificadas para você, tipo mulher-urbana-que-curte-andar-de-bolsa-de-alcinha-e-ama-estampa-de-oncinha

Duvida? Já viu uma lista de tendência? Tem para todos os gostos, ocasiões e possibilidades que você procura. E isso não quer dizer, que se você decidir, em 2008, usar carteira, jeans e camiseta, estará fora de moda. É só encontrar seu grupo: eu-amo-carteira-jeans-e-camiseta, entendeu?

Conheça em primeira mão a estampa que Ronaldo Fraga criou para Raí

Como você pode ler na conversa que tive com o Ronaldo Fraga, ele está desenvolvendo os uniformes para a Sala Raí, espaço multiuso localizado no Estádio do Morumbi e tem projeto do Ruy Ohtake.

Na hora que eu estava conversando com o estilista mineiro, chegou o ex-jogador de futebol Raí para conversar sobre os uniformes. A idéia do Fraga foi usar os croquis de Ohtake como motivo principal da estampa. Ela pode ser usada em camisetas, tênis, aventais e até em paletós do segurança. Pode ser aplicada em qualquer tecido, inclusive em malhar caneladas que modificam o desenho.

Toda a linha de vestuário deve ficar pronta na semana que vem, de acordo com Ivana, a mulher chic de Ronaldo. Como estava por lá, pedi para fotografar a estampa:

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